O Homem da Terra

15 julho 2008

Assisti um filme chamado “O Homem da Terra” no final de semana passado.

A tradução fica muito esquisita, mas o The Man from Earth tem um conteúdo muito mais interessante que o seu nome em português (e mesmo em inglês) sugere. Nada de efeitos especiais e cenas de ação, o filme teve um orçamento pequeno e sua graça está na intelectualidade.

Jerome Bixby nos presenteou com uma história intrigante: Um grupo de professores de uma Universidade americana composto por um biólogo, um antropologista, uma teóloga, uma historiadora e entre outros, se reúnem na casa de John Oldman para obterem respostas do porquê de ele estar se mudando dali e se afastando de todos eles. Conversa vai, conversa vem e o John conta que ele tem 14 mil anos e vem perambulando pelo mundo desde o paleolítico superior, e que se muda a cada 10 anos para que as pessoas ao seu redor não percebam que ele é imortal.

Daí pra frente seus amigos tentam de todas as formas desbancar a história de John e a conversa ruma para diversos campos como a ciência, história e a religião. Os amigos (e o espectador) ficam estarrecidos pelo fato de não conseguirem comprovar se ele realmente está dizendo a verdade ou não.

Lendo mais a respeito do filme, descobri que ele usou a pirataria a seu favor para se espalhar. O filme ocupa a 31a. posição no Top 50 filmes de Ficção Científica no IMDB. Veja o trailer no YouTube.


O que você vê é o que você compra?

16 abril 2008

Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?

No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.

Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.

É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?

Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.

Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.
Pundo3000.com
Pundo3000.com
Pundo3000.com

Fonte: Barcode


O YouTube paga algo pelos seus vídeos?

31 janeiro 2008

Não?

Então conheça o primeiro web 2.0 a pagar pelos vídeos que você prepara. O Tripr.TV.

Segundo o CEO da empresa “seremos o YouTube dos hotéis!”.

A idéia é a seguinte:

1 – você faz um vídeo de um hotel que você se hospedou e dá sua opinião sobre o mesmo,
2 – você sobe o vídeo na Tripr.TV,
3 – seu vídeo rende uma reserva naquele hotel,
4 – você ganha dinheiro por isso.

Quem disse que a web 2.0 deve ser rentável só para os criadores?

Mas e se começarem a enviar vídeos assim? Se vender eles vão pagar? Nem vão publicar? Onde vai parar a liberdade de expressão?


‘Estrangeiridades’

7 janeiro 2008

Inventei um novo neologismo. O neologismo para aqueles que são estrangeiros e não tem a mínima idéia do que fazer muitas vezes, e acabam cometendo estrangeiridades. Por aqui as coisas andam bastante no frio e a cada dia a idealização do meu segundo livro parece mais distante. O trabalho é cruel e a adaptação é como uma pimenta nos olhos. No entanto gostaria de enumerar (porque listas são bem mais fáceis de elaborar e, conseqüentemente, de ler) alguns achados que considero importantes:

  • Apesar de todo bafafá em torno do 3G em 2000, a coisa ainda não evoluiu como eu pensava. Aqui na Holanda apenas 5% do tráfego de dados na rede celular corresponde ao 3G (UMTS ou HSDPA), o qual é o mais veloz – contraditório e curioso. Será que no Brasil vai pra frente?
  • O pessoal por aqui come uma quantidade industrial de óleo, gordura e afins. Batata-frita é o carro chefe acompanhando de deliciosos e crocantes croquetes, hamburgueres e outras frituras do gênero saboroso. Pior foi notar que eles quase não almoçam, e quando fazem é um lanchinho regado a iogurte.
  • Teclado é teclado, mas se adaptar a um novo teclado é sempre um desafio interessante e que deixa sequelas.
  • Imersão em outra língua é extenuante. Mas o troféu joinha da alegria vai para uma bela compra num supermercado. Principalmente para os produtos que você não sabe do que se trata.
  • Feliz a minha descoberta ao notar que as empresas aqui tem praticamente os mesmos velhos problemas de CRM e de processos que no Brasil. Só que aqui a concorrência é pesadíssima.
  • I’m from Holland, where the f*** you from?

Resolução para 2008: Escrever meu 2o livro e tentar manter os meus blogs vivos!


Elite blogosférica segundo eu

1 dezembro 2007

O Fabio Seixas passou a bola para que eu indicasse os meus cinco representantes da elite blogosférica. Mais do que indicação, é uma chance de trazer a vcs alguns blogs nacionais interessantes que acompanho. Compartilhar fontes. Sendo assim:

Techboogie – O Gilberto é um coolhunter e transmite em seu blog a ligação entre cybercultura e negócios.

CeticismoAberto – Promoção do ceticismo contra a pseudo-ciência.

CarreiraSolo – O Mauro faz um trabalho que admiro: reúne infos, divulga vagas, ajuda muito a comunidade de profissionais da web.

Blog Tecnisa – Não só por ser um blog corporativo de referência, mas pelo aproveitamento de outras ferramentas web dentro da companhia como Google Earth, SecondLife, Chats, Podcasts e vídeos no YouTube. O time de e-business liderado pelo Romeo Busarello e composto pelo Denilson Novelli estão por dentro.

Fabio Seixas – O meu xará também compartilha grande parte dos meus interesses de leitura.


Revolução na comunicação – Novas profissões = Novas competências

4 outubro 2007

(c) Yotophoto.comNo mês passado quando comentei sobre reputação corporativa, mencionei o fato de as empresas estarem mais sensíveis a ataques ou problemas por causa da internet, mais ainda por conta dos blogs e comunidades virtuais.

Percebo que com a onda da web 2.0 e do wikinomics começaram a aparecer diversas agências ditas especializadas em webmarketing da nova geração da web. Pior, diversos profissionais se improvisam como consultores de blogmarketing.

Toda profissão está sujeita a sofrer mudanças por conta da prosperidade. A comunicação social e o marketing são algumas das tantas profissões existentes que estão sofrendo mudanças bruscas nesse contexto.

É importante estar atento, porém, às competências necessárias para manter a excelência nos serviços prestados no cenário 2.0.

Exemplo:

Dizer-se conhecedor da tecnologia e das plataformas de gestão de conhecimento como os blogs não basta para se auto-denominar um blogmarketeiro, é necessário saber gerir a complexidade da reputação (seja da empresa ou pessoal) nas novas mídias sociais.

Diversas são as competências necessárias para ser um verdadeiro marketeiro ou comunicador da nova geração. A publicidade televisiva em tempos de YouTube, os mash-ups, a wikiconomia, juntamente com outros neologismos da nova geração da internet exigem muito mais do neoprofissional do que podemos inicialmente imaginar.


Hora de repensar a publicidade televisiva

2 outubro 2007

Firebrand vem aí. Tem quem ache que vai pro saco e quem ache ambicioso. Será um tipo de YouTube mantido por empresas, as quais divulgam seus comerciais no portal.

As empresas precisarão criar comerciais que valem a pena serem postados, tanto para a própria marca quanto pela sobrevivência do novo portal. Será que vai?


EGM – Mídia gerada pelos funcionários

23 setembro 2007

O John Moore indicou um artigo do Wall Street Journal que aponta uma nova tendência nas firmas de auditoria americanas: o conteúdo / mídia criado pelo funcionário. A verdadeira intenção é conseguir chamar a atenção de estudantes universitários para compor o corpo de profissionais de uma determinada firma.

Ainda que parando pra pensar, nem houve tempo hábil para que as empresas começasssem explorar melhor o UGC ou UGM (User Generated Content / Media), ou no linguajar da web 2.0: Crowdsourcing.

Depois ele continuou a discussão no seu blog apontando EGMs (Employee Generated Media) relacionados com o Starbucks e com a Deloitte.

Voltando na questão comentada no primeiro parágrafo e relacionada com a Deloitte. Foi lançado um concurso na firma americana convidando os funcionários a criarem vídeos que respondessem a pergunta: “Qual é a sua Deloitte?”. Os 14 melhores vídeos foram escolhidos e estão na página oficial do concurso no YouTube. E ficaram ótimos.

O que os funcionários da sua empresa falariam dela? De que forma uma iniciativa de EGM poderia ser beneficial para sua marca?


Salve Stanley Jordan!

30 julho 2007

Ele dedilha Stairway to Heaven do Jimmy e o seu Led Zeppelin. Sensacional!


Qual é o novo paradigma?

29 junho 2007

Todo ano é marcado por alguma coisa relevante. Para 2006 eu não saberia escolher o melhor exemplo de destaque, teve o “pequeno” dominando a eletrônica, teve “blogs“, teve “web 2.0“, teve “comunidade” e muitos outros.

O termo Crowdsourcing (não consigo produzir um neologismo em português) já é antigo, mas o conceito, que poderia facilmente ter sido um destaque de 2006, só deve se consolidar com força no Brasil este ano. O Estadão já possui desde o ano passado um serviço chamado FotoReporter, onde leitores enviam fotos via celular ou email para a redação do jornal. E hoje a concorrente Folha de S.Paulo anunciou um serviço parecido para envio de notícias + fotos.

Dentro do tema vídeos online, o YouTube lançou sua plataforma em português. YouTube é paradigma da década provavelmente, mas a onda de serviços web 2.0 também está começando a alavancar no Brasil. O WeShow é o exemplo mais recente.

SecondLife também é onda de 2006, mas as empresas (que saco!) não sossegam de querer abrir sua filial lá dentro. Iniciativas que provavelmente vão morrer em seguida, mas o que vale é o buzz.

Por último, e não menos importante, temos o “paradigma do toque“. Ainda quando o nome possa remeter a outros entendimentos, tem tudo haver com o novo (e já imitado) telefone da Apple.

Alguém arriscaria chutar o que vem por aí em 2007 no Brasil ou no mundo?


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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