Lições na prática

15 julho 2009

Eu admiro muito o trabalho de Tom Peters (4o lugar na lista dos 50 gurus mais respeitados do mundo) e estou lendo pela segunda vez, ouvindo no carro, o best-seller ”Reimagine!: Excelência nos Negócios Numa Era de Desordem“.

Hoje de manhã escutei seu excepcional argumento em prol das mulheres no mercado de trabalho, possuidoras de aptidões diferenciadas que as colocam como líderes naturais da nova economia. “[...] A mulher entende e desenvolve relacionamentos com mais facilidade que os homens. [...] Elas são viciadas em relacionamentos [...]“

Em seguida cheguei no escritório de uma empresa que estava visitando. Era cedo e os funcionários estavam apenas chegando para trabalhar. Passaram mais de 10 homens que sequer me olharam ou olharam os outros presentes na recepção. Chegou uma mulher e ela falou 4 bom dias seguidos. Nem me venha falar de educação ou simpatia. Foram 4 bons dias. É puro reflexo de alguma capacidade a mais que não estamos enxergando. Não é?!

O último link vai para Bons Dias de Machado de Assis.


Mídias Sociais, relacionamento Homem-”Máquina” é mais eficiente

23 março 2009

ipodvendingmachineNesse final de semana estive em Cracóvia lutando contra meu joelho. Sim, eu caí entre a plataforma e o trem quando estava embarcando e tive um final de semana mais desafiador. Felizmente não quebrei nada e passo bem. Só o meu relaciomento com o trem que não foi dos mais felizes.

Mas por “máquina” eu não quis dizer trem nem macchina. As aspas significam que o relacionamento ainda é entre seres humanos, mas com um intermediário não-síncrono como e-mail, blogs, redes sociais, etc. Coisas que não requerem a contraparte dar uma resposta imediata.

Pois bem. A minha história ocorre ainda em Cracóvia. Por causa de muitos hotéis em Varsóvia toda semana (estou em projeto na Polônia) estava sem limite no cartão de crédito. Liguei umas 3 vezes para o help desk para tentar pegar um aumento temporário de limite. Foi uma batalha mortal com a atendente e sem sucesso. Ela me dava mil razões para não aumentar um mísero centavo de Euro.

Aí entrei no website, olhei a página de FAQ, e vi que eles poderiam aumentar o limite por pedido via email. Enviei.

2 horas depois o meu limite tinha aumentado!

Ambos email e ligação foram encaminhados para a pessoa correta, mas porque quando você conversa com uma pessoa “ao vivo” a coisa muitas vezes não anda?

O primeiro motivo que me vem em mente é essa tendência humana de querer contradizer o próximo e a mania de criticar. Ou talvez é porque temos atendentes despreparados e/ou pressionados pela solução imediata que uma ligação telefonica requer.

O fato é que via um intermediário a coisa parece andar melhor. É uma mera constatação, mas que pode ajudar muito no campo do estudo das mídias sociais e seu uso pelas empresas para promover uma melhor experiência do cliente com a marca. Outro exemplo de “máquina” intermediária são as as vendas online. Um sucesso absoluto em crescimento pleno com a vantagem de não precisar aturar vendedores chatos.

A falta de imediatismo da maioria das mídias sociais certamente será um dos fatores de sucesso do seu uso por empresas.

Fonte da imagem


Imitação e satisfação no universo do consumismo

18 dezembro 2008

iStockPhoto / Isabel MassTerminei de ler Buyology na semana passada. Uma bela introdução ao mundo do neuromarketing misturados com momentos desnecessários onde o autor se gaba o melhor especialista em marcas do mundo e um dos pioneiros no assunto.

De qualquer forma, o que persiste ainda na minha cabeça é a explicação sobre a relação dos neurônios espelho e a dopamina com o nosso comportamento no momento da compra, e a frase defendida por alguns especialistas em neurociência:  “São necessários apenas 2,5 segundos para decidir comprar um produto“.

Discorrendo rapidamente sobre os 3 temas:

- Neurônios espelho explicam porque quando alguem boceja na sua frente nós temos a tendência de abrir a boca ao mesmo tempo. Temos uma tendência natural de imitar o que vemos ou mesmo sentir sensações associadas com o que lemos ou imaginamos. Traduzindo para o momento da compra, isso conseguiria explicar porque queremos comprar um objeto que vemos em uma vitrine ou usado por uma celebridade que admiramos. No primeiro caso nós nos imaginamos possuidores daquele produto e literalmente experimentamos a sensação de tê-lo em nossas mãos. No caso da celebridade, a explicação é pura e simplesmente o fato de que queremos ser como ela, por isso compramos para conseguir “ser” como ela.

- A Dopamina liberada pelo cérebro no momento que decidimos comprar algo nos dá uma sensação de bem estar. Viciados nela, nossa tendência é sempre continuar comprando para obter mais desse prazer.

- Os 2,5 segundos estão entre os dois elementos acima. Se sentir como proprietário de um produto é rápido. Dentro desses 2,5 segundos a dopamina inunda nosso organismo. O lance é que se demoramos demais, o suficiente para pensar melhor, como descrevi em outro post, a dopamina é absorvida e a vontade passa porque o racionalismo impera. De compra instintiva passamos para a negação racional.


Leituras que valem a pena #26

22 outubro 2008

The 7 things that surprise new CEOs | HBS Working Knowledge
Descrição das 7 surpresas que um novo CEO pode encarar e seus sintomas. Texto do guru Michael Porter escrito em parceria com outros dois professores da escola.

Future of online retailing — 4 predictions | Sam Decker
Sam compartilha sua visão sobre o futuro do varejo online e abre 4 perspectivas de tendências que envolvem redes sociais no seu centro.

Coaching Series: Create the Career You Want | Michael Melcher
O primeiro leituras que é um vídeo. Longo, mas que vale a pena. Satisfação profissional é uma questão de criar o que você quer, e não apenas esperar pela oportunidade aparecer.

Leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.


Memes que suportam a economia

24 abril 2008

Quando falamos de meme aqui no blog no ano passado, não imaginava a quantidade de memes que a revista americana Wired já criou e o quanto esses memes significam para a economia atual dependendo do contexto. Isso é o que eu chamo de capacidade de identificar tendências (o que já é grande coisa) e nomeá-las de forma criativa (o que pode ser ainda mais difícil).

A tabela abaixo foi extraída do website da revista e estava na forma de um teste de conhecimento devido as comemorações do seu 15o aniversário. Eu já relacionei cada meme com a sua definição correta mas foi mal aí, não vou traduzir nada dessa vez.

Meme Definição
1 Technolust (1993) A near-obsessive fascination with the newest digital gadgetry
2 Netizen (1996) A person who engages in online communities to further discussion and add to collective knowledge
3 The Long Boom (1997) An extended period of intense economic expansion propelled by the forces of free markets, unprecedented globalization, and advancing technologies
4 The New Economy (1997) A system in which wealth is driven by information and technological infrastructure
5 Geek Syndrome (2001) A mild form of autism that afflicts a disproportionate number of techies; better known as Asperger’s syndrome
6 The Long Tail (2004) The niche-based culture catching up to the hit-driven economy
7 Crowdsourcing (2006) Tapping the ingenuity of the networked masses
8 Radical Transparency (2007) The exposure of a company’s inner machinations in order to improve customer relations and amp up profits


Tendências em combustíveis alternativos para 2008

12 março 2008

www.skysails.infoA Clean Edge acaba de divulgar o seu relatório anual cobrindo tendências em fontes de energia limpas. É muito satisfatório ver que as tendências descritas, mais do que “verdes”, são extremamente inovadoras e pra lá de interessante.

Me diverti um bocado lendo a respeito das companhias que usam pipas (ou paragliders) para movimentar barcos (Kite for Sail, KiteShip, SkySails). Impressionante ver também a exploração da energia geotérmica ganhando espaço. Mas o mais interessante é o carrinho da Reva. “Super trendy” e econômico, ele usa uma bateria de 6 Volts e pode chegar até 80 km/h. Você pode carregá-lo em casa como quem carrega um telefone celular.

Ser “verde” significa muita$$$ oportunidades de negócio.


Propaganda contextual

14 janeiro 2008

iomega_burn_baby.jpg - Adrants.comPropagandas cada vez mais direcionadas de forma eficiente foi um dos temas que tratei no post anterior, enquanto usava minha bola de cristal para adivinhar as tendências de tecnologia em 2008. Então eu vi a propaganda acidental da Iomega no website de notícias SMH (não consegui achar a notícia lá). Mas talvez ainda haja esperanças para 2008…

O artigo, de junho de 2007, é sobre um bebê que morreu por conseqüência de queimaduras em um incêndio e a propaganda da Iomega diz: “Queime neném. Queime!

Bizarro…

Fonte: Adrants


Blogs vs. Jornais

2 outubro 2007

Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.

Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.

Segue a comparação:

Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático” Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Fomenta comunidades variadas Fomenta a comunidade da imprensa
Sempre grátis Grátis ou pago
Despretensioso na maioria dos casos Tendência a teor político e tendencioso
Público-alvo: somente Internet Público-alvo: Internet e população em geral
Novidade, em franco desenvolvimento Velho, tentando se inovar para sobreviver


EGM – Mídia gerada pelos funcionários

23 setembro 2007

O John Moore indicou um artigo do Wall Street Journal que aponta uma nova tendência nas firmas de auditoria americanas: o conteúdo / mídia criado pelo funcionário. A verdadeira intenção é conseguir chamar a atenção de estudantes universitários para compor o corpo de profissionais de uma determinada firma.

Ainda que parando pra pensar, nem houve tempo hábil para que as empresas começasssem explorar melhor o UGC ou UGM (User Generated Content / Media), ou no linguajar da web 2.0: Crowdsourcing.

Depois ele continuou a discussão no seu blog apontando EGMs (Employee Generated Media) relacionados com o Starbucks e com a Deloitte.

Voltando na questão comentada no primeiro parágrafo e relacionada com a Deloitte. Foi lançado um concurso na firma americana convidando os funcionários a criarem vídeos que respondessem a pergunta: “Qual é a sua Deloitte?”. Os 14 melhores vídeos foram escolhidos e estão na página oficial do concurso no YouTube. E ficaram ótimos.

O que os funcionários da sua empresa falariam dela? De que forma uma iniciativa de EGM poderia ser beneficial para sua marca?


CrowdSpirit à vista

5 setembro 2007

Eu sou um dos 500 beta testers da plataforma do CrowdSpirit. Eles abriram a versão beta há 1 semana aproximadamente.

O Crowdspirit é uma comunidade para gerar idéias na criação de novos produtos eletrônicos. Cada idéia de produto é votada e passa a figurar um ranking de classificação. A idéia poderá receber sugestões de melhoria por outros usuários, os quais acumulam pontos. Uma idéia identificada que possua interesse de investimento será executada e vendida comercialmente, e os responsáveis pela idéia e melhoria recebem royalties ($$) por isso. Ah, é possível enviar problemas também, ao invés de idéias (a solução).

Hoje recebi um email deles informando que a versão Beta está bastante estável e que eles deverão abrir para o público em geral daqui há 2 ou 3 semanas. Já está rolando umas idéias legais por lá, algumas absurdas (e estou falando na qualidade de engenheiro eletrônico) e outras viáveis.

Como toda comunidade virtual, é bastante interessante acompanhar e participar das discussões até para poder começar a se empolgar com a idéia de enviar idéias ou problemas. A curva de aprendizado para usar a comunidade é bastante pequena.

Quando falamos em cadeia produtiva, os fornecedores da matéria prima buscam enxergar as demandas dos clientes para controlar a produção. O Crowdspirit pode funcionar como um avaliador de tendências com essa finalidade, servindo as empresas como um ótimo indicador tanto da criação de novos produtos quanto do desejo dos consumidores.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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