Lições na prática

15 julho 2009

Eu admiro muito o trabalho de Tom Peters (4o lugar na lista dos 50 gurus mais respeitados do mundo) e estou lendo pela segunda vez, ouvindo no carro, o best-seller ”Reimagine!: Excelência nos Negócios Numa Era de Desordem“.

Hoje de manhã escutei seu excepcional argumento em prol das mulheres no mercado de trabalho, possuidoras de aptidões diferenciadas que as colocam como líderes naturais da nova economia. “[...] A mulher entende e desenvolve relacionamentos com mais facilidade que os homens. [...] Elas são viciadas em relacionamentos [...]“

Em seguida cheguei no escritório de uma empresa que estava visitando. Era cedo e os funcionários estavam apenas chegando para trabalhar. Passaram mais de 10 homens que sequer me olharam ou olharam os outros presentes na recepção. Chegou uma mulher e ela falou 4 bom dias seguidos. Nem me venha falar de educação ou simpatia. Foram 4 bons dias. É puro reflexo de alguma capacidade a mais que não estamos enxergando. Não é?!

O último link vai para Bons Dias de Machado de Assis.


Memes que suportam a economia

24 abril 2008

Quando falamos de meme aqui no blog no ano passado, não imaginava a quantidade de memes que a revista americana Wired já criou e o quanto esses memes significam para a economia atual dependendo do contexto. Isso é o que eu chamo de capacidade de identificar tendências (o que já é grande coisa) e nomeá-las de forma criativa (o que pode ser ainda mais difícil).

A tabela abaixo foi extraída do website da revista e estava na forma de um teste de conhecimento devido as comemorações do seu 15o aniversário. Eu já relacionei cada meme com a sua definição correta mas foi mal aí, não vou traduzir nada dessa vez.

Meme Definição
1 Technolust (1993) A near-obsessive fascination with the newest digital gadgetry
2 Netizen (1996) A person who engages in online communities to further discussion and add to collective knowledge
3 The Long Boom (1997) An extended period of intense economic expansion propelled by the forces of free markets, unprecedented globalization, and advancing technologies
4 The New Economy (1997) A system in which wealth is driven by information and technological infrastructure
5 Geek Syndrome (2001) A mild form of autism that afflicts a disproportionate number of techies; better known as Asperger’s syndrome
6 The Long Tail (2004) The niche-based culture catching up to the hit-driven economy
7 Crowdsourcing (2006) Tapping the ingenuity of the networked masses
8 Radical Transparency (2007) The exposure of a company’s inner machinations in order to improve customer relations and amp up profits


Tendências em combustíveis alternativos para 2008

12 março 2008

www.skysails.infoA Clean Edge acaba de divulgar o seu relatório anual cobrindo tendências em fontes de energia limpas. É muito satisfatório ver que as tendências descritas, mais do que “verdes”, são extremamente inovadoras e pra lá de interessante.

Me diverti um bocado lendo a respeito das companhias que usam pipas (ou paragliders) para movimentar barcos (Kite for Sail, KiteShip, SkySails). Impressionante ver também a exploração da energia geotérmica ganhando espaço. Mas o mais interessante é o carrinho da Reva. “Super trendy” e econômico, ele usa uma bateria de 6 Volts e pode chegar até 80 km/h. Você pode carregá-lo em casa como quem carrega um telefone celular.

Ser “verde” significa muita$$$ oportunidades de negócio.


Propaganda contextual

14 janeiro 2008

iomega_burn_baby.jpg - Adrants.comPropagandas cada vez mais direcionadas de forma eficiente foi um dos temas que tratei no post anterior, enquanto usava minha bola de cristal para adivinhar as tendências de tecnologia em 2008. Então eu vi a propaganda acidental da Iomega no website de notícias SMH (não consegui achar a notícia lá). Mas talvez ainda haja esperanças para 2008…

O artigo, de junho de 2007, é sobre um bebê que morreu por conseqüência de queimaduras em um incêndio e a propaganda da Iomega diz: “Queime neném. Queime!

Bizarro…

Fonte: Adrants


Blogs vs. Jornais

2 outubro 2007

Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.

Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.

Segue a comparação:

Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático” Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Fomenta comunidades variadas Fomenta a comunidade da imprensa
Sempre grátis Grátis ou pago
Despretensioso na maioria dos casos Tendência a teor político e tendencioso
Público-alvo: somente Internet Público-alvo: Internet e população em geral
Novidade, em franco desenvolvimento Velho, tentando se inovar para sobreviver


EGM – Mídia gerada pelos funcionários

23 setembro 2007

O John Moore indicou um artigo do Wall Street Journal que aponta uma nova tendência nas firmas de auditoria americanas: o conteúdo / mídia criado pelo funcionário. A verdadeira intenção é conseguir chamar a atenção de estudantes universitários para compor o corpo de profissionais de uma determinada firma.

Ainda que parando pra pensar, nem houve tempo hábil para que as empresas começasssem explorar melhor o UGC ou UGM (User Generated Content / Media), ou no linguajar da web 2.0: Crowdsourcing.

Depois ele continuou a discussão no seu blog apontando EGMs (Employee Generated Media) relacionados com o Starbucks e com a Deloitte.

Voltando na questão comentada no primeiro parágrafo e relacionada com a Deloitte. Foi lançado um concurso na firma americana convidando os funcionários a criarem vídeos que respondessem a pergunta: “Qual é a sua Deloitte?”. Os 14 melhores vídeos foram escolhidos e estão na página oficial do concurso no YouTube. E ficaram ótimos.

O que os funcionários da sua empresa falariam dela? De que forma uma iniciativa de EGM poderia ser beneficial para sua marca?


CrowdSpirit à vista

5 setembro 2007

Eu sou um dos 500 beta testers da plataforma do CrowdSpirit. Eles abriram a versão beta há 1 semana aproximadamente.

O Crowdspirit é uma comunidade para gerar idéias na criação de novos produtos eletrônicos. Cada idéia de produto é votada e passa a figurar um ranking de classificação. A idéia poderá receber sugestões de melhoria por outros usuários, os quais acumulam pontos. Uma idéia identificada que possua interesse de investimento será executada e vendida comercialmente, e os responsáveis pela idéia e melhoria recebem royalties ($$) por isso. Ah, é possível enviar problemas também, ao invés de idéias (a solução).

Hoje recebi um email deles informando que a versão Beta está bastante estável e que eles deverão abrir para o público em geral daqui há 2 ou 3 semanas. Já está rolando umas idéias legais por lá, algumas absurdas (e estou falando na qualidade de engenheiro eletrônico) e outras viáveis.

Como toda comunidade virtual, é bastante interessante acompanhar e participar das discussões até para poder começar a se empolgar com a idéia de enviar idéias ou problemas. A curva de aprendizado para usar a comunidade é bastante pequena.

Quando falamos em cadeia produtiva, os fornecedores da matéria prima buscam enxergar as demandas dos clientes para controlar a produção. O Crowdspirit pode funcionar como um avaliador de tendências com essa finalidade, servindo as empresas como um ótimo indicador tanto da criação de novos produtos quanto do desejo dos consumidores.


A moda é rápida e confusa

24 julho 2007

CrocDopieA moda dos Crocs (esquerda) nem chegou aqui no Brasil direito (promete crescer porque algumas celebridades já usam e a sandália saiu na Veja dessa semana) e já tem um concorrente que parece ser muito melhor no mercado. O Dopie (esquerda) que deixa os pés ainda mais pelados que o concorrente anterior.

A tendência imitativa é criar uma nova fatia no mercado dos calçados extra-confortáveis (um novo oceano azul ). O problema é sempre nosso, consumidores, que somos inundados de opções e escolhas, o que torna nossa vida ainda mais confusa.


Espírito do tempo em 2007

18 maio 2007

A agência de publicidade americana JWT nos indicou em uma lista as 70 principais tendência que devemos ficar de olho em 2007.

Entre no Zeitgeist e visualize os principais itens listados pela agência:

1. Skype/VoIP
2. Wii e a próxima geração de games
3. O negócio das redes sociais
4. Lojas, restaurantes e bares pop-ups
5. Tecnologia Shrinky Dink (TVs são planas e ocultas, iPods estão mais leves, alto-falantes são menores e menos visíveis, etc.)

Fonte: Endless Innovation.


Porque todas as empresas vão ter que inovar para crescer

23 janeiro 2007

Falando em tendências, Robert Tucker, um autor de livros de inovação, prevê que o ano de 2007 promete para a consolidação dos processos de inovação nas companhias.

As empresas buscam constantemente o crescimento e a adição de valor para seus acionistas ou proprietários. Existem diversas maneiras de buscar isso, seja otimizando processos para reduzir custos, melhorando a cadeia de suprimentos para economizar na compra de matéria prima ou comprando outras operações para ampliar o mercado geograficamente ou comercializar novos produtos, entre outras.

O fato é que todas as alternativas acima chegam a um ponto de saturação, não sendo mais possível adquirir um crescimento sustentável. Aí o que acontece? A empresa é obrigada a inovar.

Schumpeter já dizia isso nos anos 30, o ciclo econômico cresce e se quebra quando alguém chega com alguma inovação, depois começa tudo de novo.

Inovar não é somente aplicável em produtos. É possível inovar em todas as operações de uma empresa, desde produtos, passando por processos, canais de venda e finalmente nos próprios clientes por meio de novas segmentações ou mudando a maneira com que ele interage com a sua firma.

Mais do que ter uma equipe de gestão de idéias capturando, classificando e priorizando as mesmas, é necessário instalar uma cultura de inovação por toda a organização para fomentar novas idéias, e manter uma equipe monitorando concorrentes e outras indústrias para saber qual rumo está seguindo o mercado.

Conheça outras definições de inovação:
Schumpeter (1934) – Empresarial
March (1991) – Exploração e aproveitamento
Tushman & O’Reilly (1996) – Incremental & Revolucionario
Kanter (1997) – Invenção vs. Inovação
Christensen & Raynor (1997) – Sustentando e Quebrando


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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