Queda de cabelos?

19 setembro 2008

Passando por uma vitrine de uma farmácia em Verona, a terra do Romeu e Julieta na Itália, me deparei com o cartaz do Crescina, um produto contra a calvície de homens e mulheres. Tirei uma foto.

“Ronaldo recomenda: Crescina Caduta”

Aí eu vi a propaganda de TV. Sem mais.


Popularidade dos blogueiros não significa credibilidade

20 junho 2008

Falou tá falado

Todos confiamos nas indicações de amigos próximos ou da própria família para o consumo de novos produtos ou serviços. Isso faz parte de uma relação de confiança conquistada pela proximidade, mesmos ideiais, conhecimento das nossas preferências, e assim por diante. Acredito que nenhuma ação de marketing, tanto online quanto offline, jamais conseguirá ter o mesmo poder de persuasão. Seria o mesmo que dizer que uma companhia tem uma marca fortíssima, um porto seguro, e consegue enxergar o que você necessita nesse exato momento. Para começar quase nenhuma empresa “conversa” com seus clientes, não são onipresentes, e nós todos temos uma certa aversão a acreditar no que eles dizem por experiências próprias.

Se você teve problema eu também vou ter

Em uma segunda categoria de confiança está o testemunho de consumidores que passaram pela experiência de consumo antes. Eles dividem suas impressões e opiniões sobre o que ocorreu na internet ou em sua comunidade e, de uma forma mais amena, influenciam a decisão daquele que quer gastar. O grande abismo que separa isso de uma indicação de amigo/família é a capacidade de proativamente indicar produtos que você provavelmente está precisando mas não se deu conta ainda.

Ambos casos acima tem uma peculariedade semelhante: credibilidade.

Sendo assim, o que dizer de empresas que utilizam blogueiros influentes para divulgar seus produtos? São eles mais críveis do que pensamos?

Para responder, a firma de pesquisas Pollara divulgou uma pesquisa em abril/2008 sobre o uso de blogueiros famosos na divulgação de propagandas. O lance é que a bola deles não está tão cheia segundo a pesquisa. Depois eu vi, do lado oposto, a recente pesquisa da Forrester divulgada no último dia 12 dizendo que os marketeiros devem ficar de olho nos usuários mais ativos dentro das redes sociais, pois são eles que poderão ter uma voz de comando mais significativa.

Um ponto para cada lado.

Pausa para reflexão (necessária nesse mundo “informaçãoníaco“).

Se você acompanhou o raciocínio não é difícil entender que os dois cenários mais acima são de fato mais influentes que os próprios blogueiros influentes (os quais nem sempre são nossos amigos ou consumiram o produto por livre vontade e tiveram uma autêntica experiência). Mas cada um tem o seu papel. O blogueiro famoso sempre será mais convincente que um anônimo. E mais, os blogueiros são o que as empresas encontraram e que estão mais próximos dos consumidores no momento.


Maior desenho do mundo é falso e o vírus da internet é bonzinho

29 maio 2008

A Wired andou questionando a veracidade do desenho e no final o artista acabou admitindo na própria página do suposto projeto que tudo não passa de pura ficção e que ele fez isso como parte de seu trabalho de graduação em Propaganda e Design Gráfico no Beckmans College of Design.

Além disso, a galera não perdoa e encontrou o “O mundo é minha tela” na rede – um site lançado pela Nokia para promover o N82. Lógico que todo mundo disse que o artista do maior desenho estava copiando, mas, segundo ele, o projeto já estava em andamento quando o The World is My Canvas entrou no ar.

No final todo mundo saiu ganhando. A DHL por ter deixado filmar seu centro de distribuição, o artista que ficou conhecido no mundo todo, a escola de design por criar essas “mentes brilhantes” e, de quebra, até a Nokia…

Quando o conteúdo da mensagem é adequado, o vírus da internet é benéfico. Não é malvado como o Influenza.


Benchmarketing versus Benchmarking

21 maio 2008

Guerrilla action for Revero Denim made by Dear Communications Hub.Em fevereiro de 2006 escrevi um post sobre o uso do termo Benchmarketing (muito frequente no Brasil) para definir o que na verdade se chama Benchmarking. Num post seguinte apresentei uma metodologia para medir resultados. Relembrando:

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes.

Essa comparação serve para que possamos ter uma base para verificar nossas próprias ações. O procedimento é normalmente conduzido internamente e muitas vezes os dados não são divulgados para o público. Principalmente quando seus resultados são piores que seus concorrentes.

Porém volto ao tema para uma pequena observação. Apesar de Benchmarketing não existir oficialmente, eu aposto que muitas empresas o praticam indiscriminadamente.

O termo Benchmarketing é há muito tempo usado para definir o comportamento de alguns fabricantes de placas de vídeo para computadores, que alteram de propósito os números de performance das placas, para se colocarem como melhores que os concorrentes. É literalmente vender gato por lebre.

Muitas empresas devem praticar esse pequeno “arredondamento” na performance dos produtos, ou mesmo manter o número correto mas comparar seu produto com um produto da concorrência pior para parecer na frente. Por isso existem tantas comissões e agentes reguladores nesse mundo. Trapaçar é humano.

Deixando a propaganda enganosa cometida propositalmente de lado, se a sua empresa emprega o termo Benchmarketing em seu website ou processos internos, cuidado! Saibam que isso significa literalmente assumir que vocês são mentirosos!

A foto é de uma ação de marketing de guerrilha que também é um Bench Marketing (Marketing em bancos)


O que você vê é o que você compra?

16 abril 2008

Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?

No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.

Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.

É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?

Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.

Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.
Pundo3000.com
Pundo3000.com
Pundo3000.com

Fonte: Barcode


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Revisitando o Cluetrain

19 fevereiro 2008

Há 10 anos o Cluetrain manifesto foi lançado. Em um evento recente em Nova Iorque para revisitar seu conteúdo, Doc Searls (um dos autores) esteve presente e a conversa foi acompanhada por Josh Bernoff da Forrester.

No post do Josh tem bastante informação e 10 pontos que Doc destacou na conversa sobre propaganda na web 2.0.

Só escrevi este post para refletir a opinião de Doc sobre Web 2.0. Segundo ele, O’Reilly (inventor do termo) deu muita ênfase ao software. E web 2.0 não é sobre software, é sobre a maneira como relacionam-se empresas e mercado dentro de um novo contexto.


Propaganda contextual

14 janeiro 2008

iomega_burn_baby.jpg - Adrants.comPropagandas cada vez mais direcionadas de forma eficiente foi um dos temas que tratei no post anterior, enquanto usava minha bola de cristal para adivinhar as tendências de tecnologia em 2008. Então eu vi a propaganda acidental da Iomega no website de notícias SMH (não consegui achar a notícia lá). Mas talvez ainda haja esperanças para 2008…

O artigo, de junho de 2007, é sobre um bebê que morreu por conseqüência de queimaduras em um incêndio e a propaganda da Iomega diz: “Queime neném. Queime!

Bizarro…

Fonte: Adrants


Comunidades no infinito, vida plugada e CRM

12 janeiro 2008

2008 vai ser o ano da explosão social. Em 2008 o número de websites com foco em nichos e pequenas comunidades de “like-minded people” vai alcançar topos maiores, e acredito sériamente que poderá crescer ainda mais tendo em vista o crescimento vegetativo da internet e o oportunismo automático que isso tudo pode gerar em terceiros.

Eu vivi boa parte da minha vida sem Internet. As comunidades não são essenciais para o crescimento de uma pessoa, mas interferem na evolução humana muito mais do que imaginamos. Aceleram o processo, talvez exageradamente. Pesquisas são muito mais fáceis de executar, as pessoas estão mais conectadas às fontes de informação ou outras pessoas. O acesso por mera curiosidade de um novo internauta alimenta uma indústria de propaganda de tamanhos inimagináveis. E essa propaganda, ao menos em celulares, em 2008, estará mais direcionada e relevante. De fato o rumo agora é estarmos conectados a esse mundão virtual mesmo quando estivermos nas ruas. O 3G bate na porta dos brasileiros com força em breve.

A busca pela velocidade de acesso à Internet já não é mais o foco das discussões. Agora a onda será discutir quanto dessa velocidade o cliente está afim de pagar ou mesmo necessita ter, porque a partir de um certo ponto não será necessário ter 100M ou 2Gbits/s, nessas velocidades você já estará assistindo HDTV, ouvindo um stream de música, acessando websites e ainda terá muita banda de folga… passa a ser estranha a relação que vamos ter com a Internet.

Enquanto esse mundo anda acelerado, as empresas continuam com seus “currais departamentalizados” com foco no produto ou na oferta e não no cliente. Melhor ainda, com foco no umbigo. Na onda de fusões e aquisições sobrará espaço para as consultorias nadarem de braçadas porque na compra de uma empresa gasta-se muito, dependendo no nível de dívida da empresa comprada gasta-se mais. E em CRM, menos. Daí o cliente recebe 3 faturas, uma para telefone, uma para TV a cabo e uma para Internet e não consegue, dentro da sua capacidade de raciocínio, entender porque uma empresa única (chamada elegantemente de “Triple-Play“) não consegue ter uma fatura única e um call center para reclamar único.

Com eletrônicos cada vez mais presentes dentro de nossas casas, TV digital com DVR que consome muito mais que aquele mero conversor UHF/VHF, cable modems, carregadores de celular e até mesmo SERVIDORES, haja apagão para dar conta. Os recursos naturais serão suficientes? Temos a energia nuclear, que é mais limpa que imaginamos e bastante disponível, mas ninguem acredita nisso. Eles dizem: “É melhor emitir carbono das usinas de carvão, ninguém morre com acidentes nucleares…” (mas essas usinas emitem mais radiação na atmosfera que uma usina nuclear).

Haja planeta para aguentar…


Para onde vai o olho?

26 dezembro 2007

mpl.nlOs chamados estudos de “eye-tracking” são muito utilizados por agências e departamentos de marketing para identificar o que as pessoas olham primeiro num anúncio. O blog Virtual Hosting divulgou 23 lições aprendidas nesses estudos no que diz respeito ao design de um página web. Traduzindo:

  1. Texto atrai mais atenção que figuras ou gráficos.
  2. O movimento inicial dos olhos se concentra no canto esquerdo superior da página.
  3. Usuários inicialmente olham para a porção superior esquerda da página antes de mover para baixo e para a direita.
  4. Leitores ignoram banners.
  5. Formatação e estilos de fonte sofisticados são ignorados.
  6. Mostre números e não números por extenso.
  7. O tamanho da fonte influencia o comportamento do observador.
  8. Usuários só olham para o sub-título se for interessante a eles.
  9. Pessoas geralmente rastreiam porções mais baixas da página.
  10. Parágrafos curtos funcionam mehor que os longos.
  11. Formatos de uma só coluna funcionam melhor na fixação dos olhos que formatos multi-colunas.
  12. Propagandas na área superior esquerda da página irão receber mais fixação dos olhos.
  13. Propagandas colocadas ao lado d melhor conteúdo da página são vistos mais freqüentemente
  14. Anúncios de texto são vistos com mais atenção na maioria das vezes que os outros tipos.
  15. Imagens maiores chamam mais atenção.
  16. Rostos nítidos nas imagens atraem mais fixação dos olhos.
  17. Títulos atraem os olhos.
  18. Usuários gastam bastante tempo olhando botões e menus.
  19. Listas seguram a atenção do leitor por mais tempo.
  20. Grandes blocos de texto são evitados.
  21. Formatação pode chamar a atenção.
  22. Espaço em branco é bom.
  23. Ferramentas de navegação funcionam melhor quando colocadas no topo da página.

Algumas das sugestões acima são melhor entendidas quando lemos a explicação na página de origem.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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