Quer ser uma empresa social? Comporte-se como tal!

8 agosto 2008

1035599_have_a_seat @ stock.xchngHoje em dia todas as empresas tem vontade de ser uma empresa social.  Elas querem abraçar de vez os seus clientes de uma forma amigável, dando um rosto e uma mão amiga, trocando insights, gerando conhecimento juntos, espalhando as novidades, educando, etc, etc. Mas a grande questão é: sua empresa está preparada para viver a vida em comunidade com seus clientes?

A pergunta acima vem sendo levantada cada vez mais pelos profissionais de marketing e relações públicas (e por mim também). Na vida da web 2.0 ou dos blogs, ou das comunidades virtuais só devem entrar as empresas que querem passar um tempo junto com seus clientes e potenciais clientes, e a linguagem deve ser de um ser humano para outro.

Por que a pergunta acima faz sentido?

Encontrei uma resposta no livro Predictably Irrational de Dan Ariely. Uma pequena seção do livro fala sobre Normas de Mercado e Normas Sociais.

Normas de Mercado é quando dinheiro entra na jogada. É o relacionamento comercial entre um cliente e uma empresa: pagar por algo significa receber um produto que corresponda ao preço dentro da nossa noção de mercado, deixar de pagar uma conta vencida significa pagar uma multa.

Normas Sociais é quando não temos dinheiro envolvido mas sim favores, brindes, mimos ou pura solidariedade. Quando pedimos e recebemos ajuda de estranhos na rua, por exemplo, não é esperado que paguemos em dinheiro, um obrigado ou um café pago basta.

No entando, se misturamos as bolas temos problemas.

Se depois de comer aquela ceia especial de Natal preparado pela sua sogra (social), você pegar sua carteira e perguntar: “quanto é que eu devo?” (mercado), isso seguramente pode contrariar a família da sua pretendente, mas se você der uma garrafa de vinho não.

Se sua empresa trata os clientes amigavelmente, envia presentes e coisa e tal, mantendo um relacionamento social com seus clientes (social), na primeira pisada no calo desse cliente (a cobrança de uma taxa inesperada porém justa e dispensável, por exemplo) – (mercado), ele vai botar a boca no mundo buzinando o quão injusto sua empresa e suas taxas são.

O recado é que se sua empresa quer agir de forma transparente e sociável, seus processos por trás desse relacionamento devem estar preparados para evitar conflitos com as normas de mercado.

Pense nisso.


A liderança corporativa nos blogs

13 abril 2006

Atualização (25/04/2006):

Com a saída de Scott McNealy, Jonathan se tornou CEO da Sun, e é o primeiro CEO blogueiro na lista das 500 empresas mais ricas nos Estados Unidos.

(c) Sun MicrosystemsUm exemplo para a liderança das empresas brasileiras que estão ignorando o poder dos blogs na comunicação corporativa. E um exemplo para as empresas que não dão atenção aos clientes sob nenhum aspecto.

Jonathan Schwartz, o Presidente e COO da Sun Microsystems, e um dos representantes (pioneiro) dos blogueiros na alta direção das empresas, concedeu uma pequena entrevista exclusiva para Serendipidade.com. Confesso que fiquei surpreso ao ver a acessibilidade e prontidão que obtive.

O texto completo você poderá acompanhar no website do meu livro, que será lançado em breve.

“Nós estamos apenas no começo do impacto das tecnologias participativas na liderança e comunicação corporativas. Acredito que, em 10 anos, a participação de executivos seniores em conversações de mercado não será mais estranha (ou assustadora) do que o uso de e-mail hoje. [...]

Que conselhos eu dou? Comece estabelecendo uma boa política e normas de uso. Seja honesto e aberto [...]. Não pense que blogar é fazer publicidade. Encontre a sua voz e seu estilo. Publique links para pessoas que intreressam ou influenciam você.[...]

Responda as idéias legítimas que chegam pelos comentários. Escreva por você mesmo, acima de tudo. Autenticidade é obrigatório. Contratar alguém para escrever seu blog é como contratar alguém para escrever seu e-mail. [...] Isso poderá danificar irreversívelmente a sua credibilidade e reputação.”

A propósito, coincidentemente Jonathan esteve no Brasil esta semana para o Sun Tech Days e se encontrou com o Presidente Lula para discutir tecnologias acessíveis e software livre.

Obrigado Sr. Schwartz pela atenção!

Conheça o Fortune 500 Business Blogging Wiki, que mantém uma lista atualizada dos blogs corporativos existentes nas 500 maiores empresas americanas. Apenas 27 das 500 (5,4%) estão blogando, segundo eles.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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