Compulsão de informação

13 outubro 2009

Na minha vida de gerente sempre enfrento dessas questões fundamentais da vida corporativa: será que sou bom líder? será que gerencio equipes efetivamente? será que gero os resultados esperados? e assim por diante.

Ultimamente tenho lembrado bastante dos ensinamentos do Sr. Marshall Goldsmith no seu livro “What Got You Here Won’t Get You There: How Successful People Become Even More Successful” – não sei o título em português. Tem esse lance da compulsão de informação que achei espetacular e acho que vale compartilhar. Aliás, no livro, esse “lance” é a base de todos os 20 maus hábitos dos business people

Tudo começa na nossa inata necessidade de sempre ganhar.

Que aliás, interefere muito mais na nossa vida do que nos numerosos 20 maus hábitos.

Mas voltando ao assunto para ser breve, devido a essa necessidade inexplicável e arrogante de sempre querer ganhar, acabamos por ter compulsão de informação, ou seja, a todo momento que alguém nos apresenta algo bom, ou nos critica construtivamente, sempre temos que achar um jeitinho de complementar: “ah, isso eu já sabia!”, ou “acho que está bom, porém, se mudar assim, assim e assado…”. Quando fazemos isso estamos dividindo informação sem necessidade.

O Sr. Marshall nos adverte: CALEM A BOCA quando algo assim aparecer. Digam apenas “Obrigado!”, ou “Que ótimo, não tinha visto isso!”. E ponto.

Informação em excesso só atrapalha. Pratiquem isso no dia a dia. Vale a pena (e olha que quem me conhece sabe que eu tenho ódio mortal de livros de auto-ajuda, por isso, valorizem essa opinião).


Social é centrado em pessoas e não em tecnologia

27 setembro 2009

Estou todo feliz e contente pesquisando o comportamento humano para entender melhor esse tal de ser humano nas relações interpessoais e vida em comunidade.

Quando estava bolando o conceito de CRM Social já dizia que clientes são, antes de mais nada, pessoas. Por isso fiz minha teoria estratégica em torno das pessoas e não em torno da tecnologia, web 2.0, mídias sociais, ou seja lá qual for o nome de qualquer website que promove conexão entre humanos.

Aí vem meu caro amigo Mauricio e me manda esse link perguntando se eu não gostaria de explorar essa idéia no meu novo livro. FUCK THAT! (foi minha reação). Se trata simplesmente de um novo livro americano no forno e que se centrará no Humano 1.0 ao invés de na Web 2.0. Um dos autores trabalha na mesma empresa que eu. E eles tem muito mais acesso a recursos como CMOs e cientistas. De qualquer forma eu recomendo e estarei esperando pela publicação com água na boca, só que eu quero publicar antes deles!

A metodologia de estratégia do meu livro é centrada na idéia de que só entendendo o comportamento e os perfis de usuários online e seus diferentes canais de comunicação que uma empresa consegue trilhar seus caminhos no mundo das mídias sociais.

Enfim. Em breve todos nós teremos muita gente falando nisso! Evviva!


WWW = World Wide Wisdom

19 junho 2008

http://www.vlib.us/web/opte.org.jpgEstava no meu carro vindo para o trabalho hoje de manhã e, pensando sobre a vida, vi um endereço web em um outdoor. Na hora me ocorreu que a World Wide Web (rede de alcance mundial) é na realidade um World Wide Wisdom (inteligência em escala mundial).

Fiquei tão feliz… Aí pensei, certamente já pensaram nisso…

Pesquisei no Google: “World Wide Wisdom“. Tem até livro. Mas não cobrindo a – atualmente chamada – inteligência ou sabedoria das multidões (Wisdom of Crowds), nem o Crowdsourcing. Nem relacionado com o Gustave Le Bon e seu livro de 1895…

No final fiquei com a sensação de novidade. Vou usar o termo num capítulo do meu novo livro, só que relacionado com a sabedoria das multidões / uso das multidões para resolver problemas.

O velho conceito de criatividade usando dois conceitos diferentes combinados para criar um terceiro. Só um pouco atrasado… mas ao menos minha cabeça está funcionando…


Motivação – Qual o carvão que move essa locomotiva?

2 junho 2008

O Gerente - Mapa mental motivaçãoO que você pode fazer para conquistar quase tudo que a pirâmide das necessidades humanas de Maslow apresenta? A pergunta pode ter muitas respostas, mas como uma coisa puxa a outra, olhando os dois primeiros degraus – necessidades fisiológicas e de segurança – eu diria que o dinheiro é um forte candidato para conquistar um amplo espectro dessa hierarquia. Como as necessidades fisiológicas e de segurança são a base sustenta o todo, tenho fortes convicções de que, no mundo corporativo, o dinheiro motiva mais do que pensamos.

Estive estudando diversas teorias de motivação como parte do trabalho para meu próximo livro. Achei uma lista compreensiva no ChangingMinds.org. Para quem gosta de saber como funcionamos, nesse site temos teorias para diversos aspectos da vida como memória, crenças, persuasão, comportamento e etc.

Mas voltando ao assunto, quando falei sobre as teorias de motivação X e Y, ainda não imaginava que a coisa toda era mais complexa que imaginava. Sumarizando: Supondo que todo mundo pegue sua fatia financeira e volte para casa contente, ainda assim restaria o ‘desejo incondicional de felicidade’ colocando sua empresa em xeque. Por ‘desejo incondicional de felicidade’ entenda que falo da característica nunca satisfeita da condição humana, falo da ‘grama do vizinho ser mais verde’. É inevitável.

Aí você pergunta: você está louco? Primeiro fala que dinheiro é importante e agora não?

O fato é que em ambientes de negócios o dinheiro fala mais alto, especialmente se o funcionário sentir-se desafiado na conquista de uma fatia mais gorda do bolo. Muita gente trabalha para o ganha pão sem fazer o que mais gosta porque provavelmente não teria uma recompensa financeira significativa com sua paixão. Como o dinheiro é necessário graças ao capitalismo, e ainda que a busca pela felicidade seja perene, receber mais do primeiro sempre nos faz sentir mais próximos do segundo.

O mapa mental de motivação (figura) pode ser visto aqui.


Inovação não é só web 2.0

20 maio 2008

Amazon.comGuru fala e seus seguidores escutam. C.K. Prahalad, o homem que descobriu a riqueza na base da pirâmide, lançou no mês passado, em conjunto com and M.S. Krishnan, suas idéias sobre inovação no livro: The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.

Segundo os autores, uma mudança global está ocorrendo no momento que você lê essas linhas. Essa mudança diz respeito à forma que as empresas criam proposições de valor para seus clientes, e se dá, segundo os autores, baseados em 2 pilares:

1. “Valor é fundado sobre experiências dos clientes únicas e personalizadas.” – O nome desse pilar é N = 1 (um cliente por vez) e podemos lê-lo como “cada cliente é único.”

2. “Nenhuma empresa é grande o suficiente em escopo e tamanho para satisfazer as experiências de um cliente em um determinado momento.” – O nome desse pilar é R=G (recursos de múltiplos fornecedores freqüentemente provenientes do mundo todo) e significa que o segredo é ter acesso aos recursos e não possuí-los.

Os autores nos lembram que a inovação não está somente em Google, Apple, web 2.0 e tecnologia de ponta, mas possuem outras facetas que não podem ser ignoradas. Já comprei o meu.


Às vezes um livro se torna extensão do corpo

25 abril 2008

Literalmente imerso em uma leitura…

Leitura imersa

Fonte: FFFFOUND!


2.0

1 abril 2008

http://businessshrink.biz/psychologyofbusiness/2008/02/28/company-gaming-google-search-results-leads-to-2-million-in-revenue/O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.

  • B2B 2.0
  • Consumidor 2.0
  • Automação de força de vendas 2.0
  • Call center 2.0
  • Supply Chain 2.0
  • CRM 2.0

Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.

UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.


Leituras que valem a pena #24

9 março 2008

The Ten (and a half) Commandments of Visual Thinking: The Lost Chapter from The Back of the Napkin | Dan Roam
O autor explora o pensamento visual e prevê: Visual Thinking é o futuro no que tange solução de problemas nos negócios.

Free! Why $0.00 Is the Future of Business | Chris Anderson
Quando o pai do “Longa Tail” ou “Cauda longa” fala, o mercado é todo ouvido. Veja o tema do seu novo livro e entenda porque a economia da internet tende a zero na precificação de produtos e serviços.

Placebos, Price, and Marketing | Roger Dooley
Roger está dando continuidade a uma série de posts que exploram como o preço dos produtos influenciam diretamente na satisfação dos consumidores. Com uma explicação empírica e tudo.

Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.


‘Estrangeiridades’

7 janeiro 2008

Inventei um novo neologismo. O neologismo para aqueles que são estrangeiros e não tem a mínima idéia do que fazer muitas vezes, e acabam cometendo estrangeiridades. Por aqui as coisas andam bastante no frio e a cada dia a idealização do meu segundo livro parece mais distante. O trabalho é cruel e a adaptação é como uma pimenta nos olhos. No entanto gostaria de enumerar (porque listas são bem mais fáceis de elaborar e, conseqüentemente, de ler) alguns achados que considero importantes:

  • Apesar de todo bafafá em torno do 3G em 2000, a coisa ainda não evoluiu como eu pensava. Aqui na Holanda apenas 5% do tráfego de dados na rede celular corresponde ao 3G (UMTS ou HSDPA), o qual é o mais veloz – contraditório e curioso. Será que no Brasil vai pra frente?
  • O pessoal por aqui come uma quantidade industrial de óleo, gordura e afins. Batata-frita é o carro chefe acompanhando de deliciosos e crocantes croquetes, hamburgueres e outras frituras do gênero saboroso. Pior foi notar que eles quase não almoçam, e quando fazem é um lanchinho regado a iogurte.
  • Teclado é teclado, mas se adaptar a um novo teclado é sempre um desafio interessante e que deixa sequelas.
  • Imersão em outra língua é extenuante. Mas o troféu joinha da alegria vai para uma bela compra num supermercado. Principalmente para os produtos que você não sabe do que se trata.
  • Feliz a minha descoberta ao notar que as empresas aqui tem praticamente os mesmos velhos problemas de CRM e de processos que no Brasil. Só que aqui a concorrência é pesadíssima.
  • I’m from Holland, where the f*** you from?

Resolução para 2008: Escrever meu 2o livro e tentar manter os meus blogs vivos!


Último do ano

28 dezembro 2007

Os blogs estão todos se despedindo do ano com um post derradeiro de flashback. Não quero ser diferente. Segue a minha seleção de 6 destaques da programação serendipitosa que busco oferecer:

Livro do ano: Tabula Rasa – Steven Pinker – Finalmente terminei essa bíblia depois de 1 ano e meio. Li mais algumas coisas bacanas, mas esse aí me inspirou para o próximo livro.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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