Carnaval: afastar a carne e o dia do sonho

19 fevereiro 2009

Paczek @ http://www.siemionko.plHoje cheguei no escritório aqui em Varsóvia e a galera tava maluca atrás de uns sonhos que eu chamei de “berliner“. Comi um e perguntei qual era o recheio, me falaram que era tipo uma geléia de rosas e que pela tradição Polonesa, se come esse tipo de “doughnut” na quinta-feira antes do Carnaval. Bizarro. O nome então é pior ainda: Pączek.

Depois que inventaram a wikipédia não tem mais graça contar história. Está tudo lá. Mas vamos na minha versão.

Hoje é a “Quinta-feira gorda” aqui na Polônia, na Alemanha, na Itália e na Grécia também se comemora algo do gênero nesse dia. O lance é comer adoidado porque a quaresma e a abstinência está chegando. Outros gulosos como os franceses, americanos, canadenses e mais uma pancada de países comemoram a “Terça-feira gorda” ou Mardi Gras em francês, e eles comem o que podem para não passar fome na quaresma, as variedades de guloseimas vão de panquecas doces até os próprios sonhos.

Existe até a hipótese de que a comida preferida dos policiais americanos teve origem nos Estados Unidos graças aos imigrantes Poloneses… Mas no final ninguém sabe quem inventou esses bolinhos fritos e suas variações. Em Portugal algo similar é servido também no Natal e na Holanda faz as festividades de final de ano ficarem muito, mas muito mais gordas (e saborosas) com os Oliebollen (literalmente bola de óleo).

Uns na terça, uns na quinta, mas nenhum falou de CARNE aqui. Num antigo post meu de 2006, eu estava explicando esse excesso antes da abstinência. “Carnem-levare”: afastar a carne, e sua derivação: Carnaval, falava do tema de um banquete de abolição da carne antes da quaresma. No fim das contas, “terça-feira gorda” e “carnaval” são o mesmo dia e defendem a mesma gulodice – respectivamente de doces e carne.

Aqui eles comem doces, no Brasil comemos churrasco (e que falta me faz). Faz sentido dado que a carne da europa é de qualidade inferior à brasileira. Mas isso já é divergir demais.

Bom carnaval a todos (porque eu não tenho e vou estar trabalhando para o bem da humanidade)

A foto acima é exetamente o Paczek que eu comi. Roubei a imagem de uma confeitaria Polonesa, veja aqui outros quitutes locais.


Queda de cabelos?

19 setembro 2008

Passando por uma vitrine de uma farmácia em Verona, a terra do Romeu e Julieta na Itália, me deparei com o cartaz do Crescina, um produto contra a calvície de homens e mulheres. Tirei uma foto.

“Ronaldo recomenda: Crescina Caduta”

Aí eu vi a propaganda de TV. Sem mais.


Cheiros e a italiana maneira de lidar com seus clientes

15 setembro 2008

PizzaCheguei ontem em casa depois de duas semanas fazendo um pequeno grande giro pela minha velha e boa Itália. Foram mais de 4.400 km rodados de carro e incontáveis kms andados a pé.

Antes de entrar no esquema normal das minhas postagens vou gastar algum tempo (talvez uns 2 ou 3 posts) contando algumas situações que me fizeram refletir.

Como estava retornando ao país pela primeira vez depois de ter morado lá em 2001/2002 pude notar que a Itália tem um cheiro. A minha memória olfativa o detectou logo que coloquei os meus pés em Aosta, no norte do país. Um cheiro adocicado com fundo de comida, algumas vezes manchados de bromidrose por conta dos escassos banhos que as pessoas tomam por lá. Confirmei também que voltar a um lugar visitado mais uma vez permite descobrir um grande número de características físicas, culturais e de comportamento que passam despercebidas por quem só visita um lugar uma única vez.

Mas em se falando da Itália, uma característica é possível perceber sempre: a impaciência (e educação) dos balconistas. “Tolerância zero”.

Em Roma, a alguns passos da Fontana di Trevi escutei um balconista de uma pizzaria respondendo a um brasileiro desavisado (e que não falava italiano):

_ Pago aqui? – pergunta o Brasileiro em alto e bom português logo em frente a caixa registradora do local,

_ Não, você sai pela porta, passa em frente a fonte e segue reto, anda até o Pantheon e lá você vai encontrar um lugar escrito “Cassa”. É alí que você deve pagar. – respondeu em italiano o balconista/dono do estabelecimento para o delírio próprio e dos demais italian speakers presentes.

O brasileiro, que aparentemente não entendeu o que o balconista falou, pegou o dinheiro e entregou a ele com cara de interrogação.

Ri muito. Pensei nos pobres balconistas que enfrentam uma legião de turistas perdidos todos os dias e pensei no povo brasileiro e seu pequeno rabo balançante para todos, especialmente gringos. Viva as diferenças.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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