The Next Web Conference – Dia #1

15 abril 2009

Hoje foi o primeiro dia do TNW e, apesar do nome da conferência apelar para a “próxima web”, o assunto do dia foi a “web atual”. Em suma falou-se de infraestrutura (CDNs e afins), video na web e ser centrado no cliente não-importa-como, mas o destaque fica para a “rodas volantes” da Amazon.com e para a batalha entre líderes (fechados) e retardatários (open source).

Werner Vogels, CTO da Amazon.com falou sobre o motivo de a sua empresa ser, segundo ele, a mais focada no cliente em toda terra. Além de afirmar que uma empresa não pode “prender” o cliente além de escutá-lo, ele apresentou um interessante conceito cíclico de negócios que a cada volta ganha mais energia (roda volante), e disse que esse é o combustível que move a empresa.

telco-20-werner-vogels @ http://www.telco2.net/blog/2008/11/transactions_telcos_future_in.html

O diagrama pode parecer confuso mas a receita básica é:

1a parte: se você oferece de tudo, o cliente vai ficar feliz, o tráfego da sua loja vai subir, isso irá atrair as empresas e novos vendedores, o que aumenta mais ainda a sua oferta.

2a parte:o crescimento permite abaixar o custo de operações, o que reflete no custo ao cliente, o qual entra no ciclo melhorando a experiência do cliente.

Além disso, ele disse que a melhor forma de manter-se na liderança é abrindo suas plataformas para o cliente/usuário final.

E foi exatamente por isso que ele “comprou uma briga” com Khris Loux, CEO da JS-Kit, o qual duvidou do quão aberta a Amazon é.  Na sua apresentação Khris exorcisou os líderes porque, pelo fato de possuirem algo que os permitem gerar receitas, eles fecham suas portas para tudo que é aberto e aumentam essas cercas o máximo possível. A solução então é tentar se aproximar dos que ficaram pra trás e tentar construir padrões abertos que no futuro poderão dominar o próximo ciclo de inovação.

3445233946_6c124019d8 @ http://www.flickr.com/photos/wilgengebroed/

Um misto de “união faz a força” com “dividindo os lucros mais tarde”. Ele nem mostrou os slides de tão empolgado que estava, mas a apresentação está disponível. Ah, ele bateu bastante na tecla do uso de widgets tanto para abrir quando para divulgar seus produtos.

Em tempo, gostei do fluxo visual da apresentação da Melody McCloskey da Current TV.

Amanhã será o principal dia de apresentações e discussões uma vez que teremos Jeff Jarvis, Andrew Keen, Matt Mullenweg, entre outros. Além de apresentações de algumas startups.

A genial ilustração-resumo que você vê no post é da Wilgengebroed. O ‘Flywheel’ da Amazon eu achei aqui.

Acompanhe a conferência ao vivo no Live Stream.


Construtor de pessoas

23 setembro 2008

Caçula de um grupo de 6 irmãos, Moacir Cipriani nasceu e cresceu na pequena cidade de Pirajuí no interior de São Paulo, próxima da cidade de Bauru. Teve uma infância humilde mas feliz, se emocionava toda vez que contava as histórias de quando era jovem entre as arapucas para passarinhos e constantes mergulhos nos pequenos lagos da região. Nas festividades de final do ano era sempre aquela alegria, era o momento que a família unida em oração dividia aquele que era o melhor banquete do ano, com direito até a refrigerante.

Foi lá que ele conheceu Maria Conceição com que se casou após seis anos de namoro. Esses anos de amor foram divididos entre Pirajuí, sua cidade natal, Ribeirão Preto, onde se graduou em Química pela USP e São Paulo, onde terminou seu Mestrado em Química Analítica na USP.

Aí vieram os filhos, 2 meninos e 1 menina em um período experimental para encontrar um lar definitivo. Cada um nasceu em uma cidade diferente, o mais velho em São Paulo, a do meio em Belo Horizonte e o caçula em Santos. Preocupados em dar o melhor para eles, o casal decidiu se mudar para a pacata e bela cidade de Poços de Caldas.

Ele se especializou em energia nuclear e seus impactos no meio ambiente trabalhando na Comissão Nacional de Energia Nuclear. Em 2002 ele defendeu, após vários anos de trabalho, a sua polêmica tese de doutorado na UNICAMP sobre a mitigação dos impactos sociais e ambientais decorrentes do fechamento definitivo de minas de urânio.

Esse era o seu trabalho e sua paixão, mas não parava por aí. Sempre muito ativo na sociedade e muito religioso, ele atuou por muitos anos, juntamente com sua amada esposa, como agente da Pastoral Familiar na região da diocese de Guaxupé, e nos últimos anos formava a presidência da Escola de Pais de Poços de Caldas. Sua missão era educar famílias, discutir assuntos atuais encarados pelas mesmas e principalmente a influência recebida da sociedade.

Desde 2002 lutava contra o câncer, mas sempre de uma forma que pudesse transmitir lições. Em 2005 ele liderou por iniciativa própria um estudo que buscava relacionar a radiação natural do planalto de Poços de Caldas com o número de casos de câncer na região. Podia mas não queria se aposentar, entre seus inúmeros projetos para o futuro, estava o contínuo estudo do tema radiação e sociedade e a prestação de serviços de consultoria.

Com seu caráter forte e sério, sua habilidade na churrasqueira nos domingos de manhã, sua simplicidade na forma de encarar questões complexas e com seu amor à vida, ele viveu para dar o melhor para sua família e para a sociedade. Seus 3 filhos são hoje adultos e independentes. Sua esposa, seus amigos e pessoas que tiveram contato com ele algum dia nessa breve vida certamente carregam a lembrança de uma de suas qualidades, lições ou mesmo piadas e brincadeiras que costumava tanto fazer.

Ele construiu poucos bens materiais porque foi um construtor de pessoas. Eu sou uma das obras feitas por ele, eu sou seu filho.

Eu te amo, meu pai.

Moacir Cipriani
★ 07/01/1949
✝27/08/2008


Tendências em combustíveis alternativos para 2008

12 março 2008

www.skysails.infoA Clean Edge acaba de divulgar o seu relatório anual cobrindo tendências em fontes de energia limpas. É muito satisfatório ver que as tendências descritas, mais do que “verdes”, são extremamente inovadoras e pra lá de interessante.

Me diverti um bocado lendo a respeito das companhias que usam pipas (ou paragliders) para movimentar barcos (Kite for Sail, KiteShip, SkySails). Impressionante ver também a exploração da energia geotérmica ganhando espaço. Mas o mais interessante é o carrinho da Reva. “Super trendy” e econômico, ele usa uma bateria de 6 Volts e pode chegar até 80 km/h. Você pode carregá-lo em casa como quem carrega um telefone celular.

Ser “verde” significa muita$$$ oportunidades de negócio.


Comunidades no infinito, vida plugada e CRM

12 janeiro 2008

2008 vai ser o ano da explosão social. Em 2008 o número de websites com foco em nichos e pequenas comunidades de “like-minded people” vai alcançar topos maiores, e acredito sériamente que poderá crescer ainda mais tendo em vista o crescimento vegetativo da internet e o oportunismo automático que isso tudo pode gerar em terceiros.

Eu vivi boa parte da minha vida sem Internet. As comunidades não são essenciais para o crescimento de uma pessoa, mas interferem na evolução humana muito mais do que imaginamos. Aceleram o processo, talvez exageradamente. Pesquisas são muito mais fáceis de executar, as pessoas estão mais conectadas às fontes de informação ou outras pessoas. O acesso por mera curiosidade de um novo internauta alimenta uma indústria de propaganda de tamanhos inimagináveis. E essa propaganda, ao menos em celulares, em 2008, estará mais direcionada e relevante. De fato o rumo agora é estarmos conectados a esse mundão virtual mesmo quando estivermos nas ruas. O 3G bate na porta dos brasileiros com força em breve.

A busca pela velocidade de acesso à Internet já não é mais o foco das discussões. Agora a onda será discutir quanto dessa velocidade o cliente está afim de pagar ou mesmo necessita ter, porque a partir de um certo ponto não será necessário ter 100M ou 2Gbits/s, nessas velocidades você já estará assistindo HDTV, ouvindo um stream de música, acessando websites e ainda terá muita banda de folga… passa a ser estranha a relação que vamos ter com a Internet.

Enquanto esse mundo anda acelerado, as empresas continuam com seus “currais departamentalizados” com foco no produto ou na oferta e não no cliente. Melhor ainda, com foco no umbigo. Na onda de fusões e aquisições sobrará espaço para as consultorias nadarem de braçadas porque na compra de uma empresa gasta-se muito, dependendo no nível de dívida da empresa comprada gasta-se mais. E em CRM, menos. Daí o cliente recebe 3 faturas, uma para telefone, uma para TV a cabo e uma para Internet e não consegue, dentro da sua capacidade de raciocínio, entender porque uma empresa única (chamada elegantemente de “Triple-Play“) não consegue ter uma fatura única e um call center para reclamar único.

Com eletrônicos cada vez mais presentes dentro de nossas casas, TV digital com DVR que consome muito mais que aquele mero conversor UHF/VHF, cable modems, carregadores de celular e até mesmo SERVIDORES, haja apagão para dar conta. Os recursos naturais serão suficientes? Temos a energia nuclear, que é mais limpa que imaginamos e bastante disponível, mas ninguem acredita nisso. Eles dizem: “É melhor emitir carbono das usinas de carvão, ninguém morre com acidentes nucleares…” (mas essas usinas emitem mais radiação na atmosfera que uma usina nuclear).

Haja planeta para aguentar…


Fofoca é vital para a evolução do homem

30 outubro 2007

gossip.jpgVoltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?

Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.

Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.

Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação

Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.

De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.

No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.

Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status – cargos e salários melhores.

A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).

Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell


Blogs vs. Jornais

2 outubro 2007

Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.

Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.

Segue a comparação:

Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático” Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Fomenta comunidades variadas Fomenta a comunidade da imprensa
Sempre grátis Grátis ou pago
Despretensioso na maioria dos casos Tendência a teor político e tendencioso
Público-alvo: somente Internet Público-alvo: Internet e população em geral
Novidade, em franco desenvolvimento Velho, tentando se inovar para sobreviver


Preocupações das empresas e desejos do consumidor

10 dezembro 2006

Achei num post da Cris as Preocupações Do Consumidor Global x Preocupações Das Empresas Globais.

Se fizessemos uma lista das preocupações das empresas nos últimos séculos, jamais apareceria como preocupação tratar bem e cordialmente os seus clientes (vide lista abaixo). O mesmo podería ser dito a respeito dos clientes: quem algum dia pensou em, sendo um consumidor, ajudar o próximo de forma a tentar fazer a cadeia do consumo crescer e voltar como benefícios para si mesmo? São idéias/preocupações válidas? Funcionam?

Preocupações do Consumidor
1. Capacidade de pagar pelo cuidado da saúde meu e da minha família;
2. Roubo de identidade;
3. Custo da alimentação;
4. Fontes alternativas de combustível para casas e carros;
5. Capacidade dos hackers entrarem em computadores pessoais;
6. Identificação de novas tecnologias automotivas para reduzir a dependência no petróleo estrangeiro e preservação do meio ambiente;
7. Capacidade do governo ou do empregador oferecer benefícios de saúde adequados;
8. Acesso ao cuidado médico e tecnologias avançadas;
9. Capacidade de fornecimento de água limpa por parte do governo;
10. Estilo de vida saudável.

Preocupações das Empresas
1. Custo da tecnologia;
2. Custo da mais avançada tecnologia como forma de se manter a frente da concorrência;
3. Capacidade dos hackers entrarem nos sistemas de computadores das companhias;
4. Custo da energia e o impacto no lucro;
5. Uso da tecnologia para atingir os clientes de forma produtiva;
6. Melhores soluções de backup e de armazenagem dos dados de companhias;
7. Aproveitamento eficaz da tecnologia para um ambiente de trabalho mais produtivo e satisfatório para os funcionários;
8. Aproveitamento tecnologia para aumentar a reputação e a inovação;
9. Garantia de um comportamento adequado por parte do funcionário;
10. Aumento do cuidado da saúde, exigindo que o governo ou empregadores passem uma maior parte do custo para os funcionários.

Fiquei com uma sensação de que a economia cresceria muito mais rápida e melhor se as empresas e o consumidor trabalhassem juntos (equipe). Que tal um blog?


As 10 piores corporações de 2005

22 março 2006

Multinational Monitor (c) multinationalmonitor.orgDemorou para publicar online, mas a Multinational Monitor colocou esta semana o seu ranking das 10 piores empresas de 2005.

Vale lembrar que o ranking é elaborado através da soma de pontos de empresas que enganam a opinião pública, contaminam o meio ambiente, abusam dos trabalhadores ou desvalorizam a cultura. Uma empresa do ano anterior não pode aparecer de novo na lista.

Os nomes estão em ordem alfabética.

  • BP – Companhia de Energia (Gás e Petróleo)
    Crimes dentro da companhia. Mortes e ferimentos de funcionários em explosão no Texas.
     
  • DELPHI – Fábrica de auto-peças
    Diminuição dos salários na beira da falência e favorecimento de executivos.
     
  • DUPONT – Indústria Química
    Embalagem tóxica para comida. Veneno no sague de 95% dos americanos.
     
  • EXXONMOBIL – Produtora e distribuidora de petróleo
    Estudos contra a teoria do aquecimento global por culpa dos gases de combustão.
     
  • FORD – Fábrica de automóveis
    Demagogia para encobrir poluição com resíduos de tintas.
     
  • HALLIBURTON – Provedora de serviços e produtos para a indústria do petróleo
    Vários problemas relacionados com poluição e corrupção, em conjunto com serviços prestados ao governo americano, iraniano e iraquiano, e ao exército.
     
  • KPMG – Auditoria e Consultoria
    Atividade ilícita gigantesca encoberta com multas e acordos
     
  • ROCHE – Fabricante de medicamentos
    Egoísmo monopolista do remédio contra gripe aviária
     
  • SUEZ – Provedora de serviços de utilidade pública (água, gás, eletricidade, etc.)
    Lucros a todo custo em cima do direito a água potável de todo ser humano.
     
  • W.R. GRACE – Indústria química e de materiais
    Problemas de mortes e intoxicações pelo amianto.

Vale a pena lembrar de algumas maracutaias das empresas brasileiras em 2005 também.

Sem falar de outros vários problemas da VARIG, VASP, BRASIL TELECOM, entre outras.

Veja também: As 10 piores corporações de 2004


Dois fatos da humanidade para se pensar

7 março 2006

(c) tagspage.comFato 1

Seth Godin apresentou uma sugestão de marketing sobre o uso correto de denominações para produtos ou serviços, abordando o aquecimento global.

O nome “Aquecimento Global“, que representa o problema que a humanidade está enfrentando, está errado sob a óptica do impacto que queremos dar nos nossos ouvintes ou telespectadores.

Aquecimento é bom.
Global é bom.

Como Aquecimento Global pode ser mau?

E se usássemos “Câncer Atmosférico” ou “Poluição da Morte”? Será que conseguiríamos conscientizar mais pessoas?

Fato 2

Você já se deu conta do quanto dependemos da energia elétrica? Você já ficou um dia inteiro sem energia elétrica disponível?

Ela é indispensável quando temos, e dolorida quando falta.

Saiu ontem na Folha de São Paulo que 1/3 da população mundial não tem acesso à energia elétrica.

Esfregue os olhos e olhe de novo. Sim! Está escrito 1/3 da população, ou 2 bilhões de pessoas. Sendo 1 bilhão somente na áfrica segundo dados do Conselho Mundial de Energia.

Assustador

Real

Triste

Se você gosta de fatos e estatísticas sobre quaisquer assuntos (aleatórios e algumas vezes estúpidos), recomendo o Gullible Info. Lá você pode descobrir, por exemplo, que um curriculum vitae comum contém em média 2,54 erros gramaticais, e assim por diante…


Organizar

20 dezembro 2005

(c) yotophoto.comUma característica humana é a busca por padrões ordenados ou que combinem com a nossa lógica de raciocínio ou imagens familiares. Outra interessante, e que se relaciona com a primeira, é a busca sem fim por manter tudo organizado. Buscamos sentido nas coisas que aprendemos.

Vivemos em uma realidade aparentemente contrária a organização. A expansão do universo acompanhada de colisões parece desorganizada. A energia total do Universo tende a se tornar cada vez mais desordenada, o que chamamos de aumento na entropia. Na termodinâmica vista atômicamente, a vibração e movimentação das partículas ficam desordenadas e aumentam com a temperatura. As empresas estão constantemente buscando melhorar seus processos operacionais e organizar melhor diversos aspectos internos, mas à medida que uma empresa prospera e aumenta o número de funcionários, a desorganização é inevitavelmente maior.

Vivemos lutando para alinhar nossas vidas harmoniosamente com nossas idéias.

Na busca pela ordem surgiram fórmulas ou conceitos que partiram da cabeça do homem: A Teoria do Caos tenta explicar e ordenar os eventos aleatórios olhando padrões, diversas fórmulas matemáticas descrevem movimentos e outros eventos, e para organizar a empresa surgiram especialistas e metodologias administrativas que se renovam.

Organizar gera receitas, organizar é ganhar dinheiro. Trabalho é organização e organização demanda trabalho.

O mundo foi feito bagunçado e intrigante para que nós possamos passar nossas vidas aqui, montando quebra-cabeças à nossa maneira.

Divertido pensar que as grandes empresas que quase sempre possuem algum tipo de problema interno são muito comumente chamadas de “Organizações”.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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