Os 50 Gurus mais respeitados do mundo

12 maio 2006

Esse post eu trouxe do Virtual Entrepreneur. Vou relacionar os 10 primeiros, o restante você pode ver aqui.

1. Michael Porter, 59 anos
Doutor em economia, professor da Harvard Business School, dos Estados Unidos, é um dos maiores especialistas do mundo em estratégia e competitividade. É autor de 17 livros, entre eles Estratégia Competitiva: Técnicas Para Análise de Indústrias e da Concorrência , publicado em 1980 e que já está na 60ª reimpressão. A obra foi traduzida para 19 idiomas.

2. Bill Gates, 55 anos
Fundador da Microsoft, maior empresa de software do mundo. Sua fortuna está avaliada em 60 bilhões de dólares, cerca de 128 bilhões de reais.

3. C.K Prahalad, 59 anos
Consultor indiano, que vive nos Estados Unidos desde 1972, é professor de estratégia empresarial e negócios internacionais na Universidade de Michigan e especialista em estratégia. É autor do livro A Riqueza na Base da Pirâmide , no qual mostra o potencial dos mercados em países pobres e de grande população.

4. Tom Peters, 63 anos
Ph.D. em Business Administration pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, é autor de mais de 10 livros sobre administração. Juntos, venderam mais de 6 milhões de cópias e foram traduzidos para 20 idiomas. Sua mais recente obra, publicada em 2004 no Brasil, é Reimagine! Excelência nos Negócios Numa Era de Desordem , no qual faz um alerta para as organizações de hoje que estão despreparadas para as oportunidades de negócios do futuro.

5. Jack Welch, 70 anos
Foi CEO da General Eletric de 1981 a 2001 e é um dos executivos mais admirados do mundo por suas estratégias inovadoras e seu estilo de liderar. Seu livro mais novo é O Estilo Jack Welch de Liderança, publicado no ano passado no Brasil.

6. Jim Collins, 48 anos
Estudioso das empresas que atingiram a excelência, lecionou por 7 anos na Faculdade de Administração da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, até 1995. Hoje trabalha em seu próprio laboratório de pesquisa, no estado do Colorado. Um de seus livros, Feitas Para Durar – Práticas Bem-Sucedidas de Empresas Visionárias , publicado em 1995 no Brasil, ficou na lista dos mais vendidos da Business Week por mais de 4 anos.

7. Philip Kotler, 74 anos
Economista, professor da Kellogg Graduate School of Management, na Universidade Northwestern, em Chicago, nos Estados Unidos, é considerado um dos mais brilhantes teóricos de marketing. É autor do livro Administração de Marketing , publicado em 1967 e que já está na 12º edição.

8. Henry Mintzberg, 66 anos
Doutor em gestão pelo MIT Sloan School of Management, em Massachusetts, nos Estados Unidos, é professor da McGill University, em Montreal, no Canadá. Foca seu trabalho em estratégia empresarial. Seu mais recente livro, publicado este ano no Brasil, é MBA? Não, Obrigado!, no qual discute os cursos de formação de novos administradores.

9. Kjell Nordstrom, 41 anos, e Jonas Ridderstrale, 33 anos
Autores do livro Funky Business – Talento Movimenta Capitais e professores da Faculdade de Economia de Estocolmo, na Suécia, falam sobre as pessoas e os talentos como vantagem competitiva.

10. Charles Handy, 73 anos
Pensador irlandês, desenvolve trabalhos que abordam o mundo em transformação e o reflexo de tais mudanças nas empresas. Foi diretor do Center for Management Development da London Business School, na Inglaterra, no ano de sua fundação, em 1975. No livro A Era da Irracionalidade, publicado em 1989, já falava da necessidade de as empresas se adaptarem às mudanças que o mundo enfrentava, com novos perfis profissionais e novos padrões de carreira.


Inovação no topo da onda

25 novembro 2005

(c) yotophoto.comEstamos vivendo uma nova onda (moda) na gestão de empresas. É a onda da inovação. Jamais se falou tanto em inovação dentro do ciclo de gestão de produtos, gestão econômico-financeira, gestão logística, etc.

Essa onda acaba de atingir o Brasil consolidada pela matéria na revista Exame desta semana. São apresentadas dicas, exemplos e a descrição do perfil da empresa que aposta na inovação e transformação de idéias.

Aqui já comentamos anteriormente alguns movimentos que também comprovam essa “economia do conhecimento”, vimos que algumas escolas de gestão alteraram seu curso de MBA para incluir matérias sobre inovação, e que os consumidores estão cada vez mais exigentes e interagindo melhor com as empresas.

Empresas nacionais estão amadurecendo os processos internos para incluir times ou equipes voltadas para inovação. É o caso de empresas como Natura e Nutrimental, citadas na reportagem da revista. Uma tendência no mercado de trabalho é o surgimento de vagas de consultores de inovação, gestor de times criativos e quem sabe de um novo tipo de CIO – Chief Innovation Officer como pude confirmar em algumas reportagens.

As empresas que mais influenciaram a estratégia de inovação estão colhendo reconhecimento mundial. A General Electric com o acrônimo CENCOR (calibrar, explorar, criar, organizar e realizar), Procter & Gamble, Starbucks e muitas outras se enquadram na lista.

A revista BusinessWeek até introduziu uma nova seção nas suas páginas.

O que mais está por vir? Para responder é preciso muita criatividade e inovação para saber. Podemos aposentar a velha bola de cristal.


Leituras que valem a pena #5

10 novembro 2005

The Impact of “Ambient Findability” | BusinessWeek
Peter Morville discute os efeitos da possibilidade de encontrar qualquer coisa de qualquer lugar em qualquer hora, graças a internet.

Some Technologies Will Annoy | Wired
Alguns futuristas discutem a presença ou não de diversas tecnologias de ponta hoje, no futuro.

The Long Tail | Wikipedia
Teoria cunhada por Chris Anderson. Estuda uma nova economia através do fortalecimento dos mercados de nichos específicos na indústria do entretenimento.


NEV – Nova Economia Virtual

3 novembro 2005

(c) yotophoto.comWilma, Katrina, Charley e Isabel são alguns nomes de furacões fortes dos últimos 2 anos que atingiram os Estados Unidos. A seca atual desde o Pantanal até a Amazonia. As ondas de calor do verão europeu varrendo vidas de idosos e crianças.

Sintomas de um planeta explorado, poluído e aquecido.

Por outro lado, tem um mundo que não pára de crescer. O mundo virtual, a rede da Internet. Milhões de pessoas escrevem diariamente em blogs, jogam online com outros jogadores, fazem negócios, e desenvolvem muitas outras atividades lucrativas ou não.

Se juntarmos as duas realidades, poderíamos ter uma solução um tanto cyberpunk para o fim da exploração dos recursos do planeta. Seria uma migração de atividades reais para negócios virtuais, como a venda de domínios, venda de websites e sites de leilões.

No Project Entropia, um jogo online onde algumas ações dentro do jogo começaram a ser negociadas “externamente” com dinheiro vivo, um jogador conhecido como Neverdie comprou em leilão uma estação espacial para transformá-la em uma danceteria virtual.

Assim, enfurnados somente na NEV (Nova Economia Virtual), conseguiríamos o nosso amado dinheirinho pra comer e gastar. A população global diminuiria (através do sexo virtual) e economizaria os recursos naturais (porque quase tudo que nos satisfaz só poderá ser feito online). Só falta nos alimentarmos de bits e bytes.

É meio cara de Matrix mas é uma saída. Trocaríamos a morte do relacionamento humano (nossa fonte de ser) pela sobrevivência da natureza (nossa fonte de vida).

Uma balança difícil.


Competitividade vs. Cooperatividade

18 julho 2005

Shaking Hands (c) FreeFoto.comDesde pequenos estamos acostumados com jogos onde sempre alguém ganha e sempre alguém perde. Esse espírito de competitividade vem desde muito cedo em nossas vidas e é até difícil encontrar exemplos (se é que existem) de jogos ou brincadeiras onde um ou mais “competidores” cooperam entre si para gerar uma relação ganha-ganha.

Os jogos são sempre ganha-perde, alguém tem que perder e alguém deve ganhar, e nós queremos ganhar! Não consigo me lembrar sequer de um exemplo de jogos ou brincadeiras ganha-ganha. Talvez um RPG se aproxime disso quando um grupo de jogadores se reúnem CONTRA o mestre. Mas ainda sim alguém sai perdendo (o mestre – mas não se tem essa impressão) e o resultado é trabalho em equipe.

Parece que sempre algo/alguém tem que perder (ao menos segundo o princípio da conservação de massas de Lavoisier – extendido para a relação entre jogadores).

O importante é que o perdedor seja a parcela maléfica para a nossa vivência. Por exemplo, todos contra a poluição, todos contra o desmatamento ou todos contra o “mensalão” – vejam bem que somos uma equipe, uma união contra um mal maior. É um ganha-ganha entre nós humanos unidos integrado com um ganha-perde entre humanos e um mal-maior. Sabemos que principalmente as empresas de hoje falam muito em “espírito de equipe” ou “sinergia organizacional” – pontos que são opostos a competição (neste caso interna), que visam o crescimento da empresa no combate contra os concorrentes.

Sabemos que o combustível da economia em que vivemos é a competitividade, afinal de contas não são guerras e corridas armamentistas que trouxeram muitas das evoluções tecnológicas? A busca por poder e riqueza impressas em nosso caráter humano. E se a busca pelo bem estar fosse sinérgica entre todos nós? Seria possível alcançar igualdade? Ou estaríamos nos enganando?

Qual lado da balança é mais forte? O da competitividade ou da cooperatividade? Eu diria que o ideal é ser equilibrado. Não competir demais apelando para uma cooperação de seguidores do mesmo ideal quando o outro lado é prejudicado. Não cooperar demais se o lado perdedor é importante para nós mesmos.

Equilibrado para menos, e não para mais. Que nossa gana de vitória adquirida pelos jogos e brincadeiras sejam gana de vencer na vida honestamente e levando vários com você. Simples, sincero e livre de fachadas ou segundas intenções.


Colaboração em massa na Internet está chacoalhando os negócios

17 junho 2005

Cabo de Rede“A Internet é um organismo monstruoso, grande e cabeludo. Aproximadamente 1 bilhão de pessoas on-line no mundo inteiro, jundo com os seus conhecimentos compartilhados, os seus contatos sociais, suas reputações, capacidade de processamento dos seus computadores e mais, estão rapidamente se tornando uma força coletiva de poderes sem precedentes. Pela primeira vez na história humana a cooperação em massa através do espaço-tempo se torna repentinamente economicamente viável.”

Com esse mote, a Revista Business Week publicou um artigo que descreve como o uso massivo das informações vindas de usuários da internet estão beneficiando e/ou prejudicando o mundo dos negócios e das grandes corporções.

Milhões de voluntários estão ajudando, através de seus computadores interligados, a prever o clima global, analisar doenças genéticas e encontrar novos planetas e estrelas. A corretora de investimentos Marketocracy Inc. possui uma rede de 70.000 negociantes virtuais em suas simulações, e utiliza as “dicas” de seus melhores portfólios para comprar e vender ações verdadeiras para seu fundo mútuo de 60 milhões de dólares.

Não só as indústrias de tecnologia são afetadas por todo esse movimento, outras áreas como o entretenimento, publicações editoriais e anúncios publicitários também sofrem mutações. Hoje, milhões de filmes e músicas são trocados nas redes de compartilhamento de arquivos e a situação é a mesma na publicidade. A Google Inc. faz um ranking baseado na opinião coletiva de criadores de websites para determinar os resultados de pesquisa mais relevantes. Neste processo, criou um mercado multi-milionário de anúncios super segmentados que está roubando receita de anúncios em revistas e jornais.

Muitas empresas tradicionais já perceberam o valor desse tipo de opinião coletiva, e já utilizam essa inteligência da população on-line para criar e desenvolver produtos com a cara do consumidor ou colher opiniões e previsões de mercado. Empresas como a Procter&Gamble e Lego já começaram a entrar dentro desse grupo virtual.

A Amazon.com Inc. utiliza opiniões dos clientes para dar notas aos seus produtos comercializados, isso é uma fonte de opinião fortíssima quando se trata de entender o que os clientes querem.

Toda essa junção de opinião coletiva está surgindo através das recentes tecnologias da rede: compartilhamento de arquivos, blogs, sites editáveis por qualquer pessoa (os chamados wikis) e sistemas de network social. Mas a massa on-line não oferece somente idéias ou opiniões, às vezes todos eles se tornam toda a linha de produção de uma empresa. O jogo Second Life da desenvolvedora de jogos Linden Lab. é um mundo virtual onde os jogadores podem desenvolver seus próprios personagens e construções que serão usados em jogos dentro desse próprio mundo. A empresa cobra dos jogadores o custo do “terreno” onde serão construídos os prédios e casas. São 25.000 jogadores criando coisas 6000 horas por dia.

Mas nem sempre as coisas vão pro lado do bem, muitas vezes toda essa coletividade pode prejudicar as empresas. Me lembro de um e-mail que recebi que ensinava como abrir o automóvel Gol da Volkswagen, hoje esse e-mail poderia ser publicado em um blog, espalhando essa dica rapidamente. Essas ações podem forçar a empresa a trocar todas as fechaduras daqueles automóveis gerando um prejuízo enorme. Isso aconteceu com a Kryptonite que produz cadeados para bicicletas. Ela subestimou um vídeo que circulou pelos blogs que mostrava como era fácil abrir o cadeado com uma caneta BIC, e o resultado é que teve que gastar mais de 10 milhões de dólares com substituições.

A onda de softwares “Open-Source” também é uma ameaça às grandes companhias desenvolvedoras de software, isso porque esse tipo de software, além de possuir o código fonte aberto que possibilita alterações por parte do usuário (ou cliente), muitas vezes ele é fornecido de forma gratuita. Assim, o software fica cada vez mais aperfeiçoado graças às contribuições de diversos “pesquisadores” espalhados pelo mundo.

Um outro exemplo de ameaça aos negócios é a Wikipedia, uma enciclopédia escrita pelos próprios “leitores-usuários” que já ultrapassou a Britannica em número de verbetes.

É uma nova economia rápida e conectada, onde a opinião dos clientes tem poder e deve ser utilizada sinergicamente pelas empresas para a evolução dentro dessa modalidade de democracia de mercado.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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