25 produtos que podem mudar o mundo

10 dezembro 2009

Publicado pela BusinessWeek essa semana, o slideshow que mostra os 25 produtos que podem mudar o mundo é fascinante. Eles incluíram inclusive o SkySails que apresentei aqui no começo de 2008 e um dispenser de bicicletas que cheguei inclusive a usar quando estava na Holanda.

E já que é para falar de slideshows da BusinessWeek, vale uma espiada na lista dos melhores em design em 2009. Nem tem graça com a Apple.

Por que não postei isso no Twitter já que são apenas links?

Porque os posts de blog duram mais e ainda causam mais impacto. Quem me segue nem sempre lê o que escrevo por lá, mas aqui a história é diferente. Abraços!


Mundo descartável

8 maio 2009

eyesorephone @ http://www.soorganic.com/blog/mobile-meltdown-270.htmlEnquanto aproveitava o calor das minhas férias na Espanha e tentava ficar distante da gripe eu passei uma considerável parte do tempo esbravejando com a minha câmera fotográfica. Já é minha segunda câmera depois que as fotos se tornaram digitais. A primeira funcionou exatos 1,5 anos enquanto que a segunda já tem 1 ano e está começando a dar sinais de que alguma coisa não vai bem. A marca é Sony. Das duas. Tanto que até comprei uma filmadora da JVC para ver se a marca tem algo haver com isso.

O fato é que os produtos estão cada vez mais descartáveis.

Produtos descartáveis por preço – É lógico que a evolução tecnológica dos nossos tempos substitui rapidamente os produtos por opções melhores em funcionalidade ou design com preços competitivos. A Lei de Moore é um dos exemplos mais lúcidos dessa rapidez e também ajuda muito entender a comoditização da indústria eletrônica. Aqui temos produtos perdendo seu valor comercial rapidamente e isso confronta diretamente com a constante luta das empresas para buscar a próxima melhoria tecnológica e assim manter seus resultados financeiros e com o fato de que se eu pago pouco por algo, facilmente vou considerá-lo descartável. Sendo assim, sempre teremos um novo modelo com preço superior ou igual e a descontinuidade dos que já não valem mais a mesma coisa. Assim é a indústria. E isso se aplica a impressoras, monitores, celulares e assim por diante.

Produtos descartáveis por durabilidade – Unindo isso a um cenário de mundo saturado, onde os consumidores com poder aquisitivo já possuem aquele produto e um apenas é suficiente, é preciso fazer alguma coisa que continue estimulando o consumo. Das duas uma: ou os pobres devem enriquecer para conseguir ter acesso ou os produtos precisam ter uma vida mais curta. E é nessa última que mora meu argumento porque não tem muita empresa por aí ajudando os pobres para seu próprio bem. Quando minha primeira câmera quebrou prematuramente eu vi isso como uma boa oportunidade para dar um upgrade. E é meio nessa linha que as empresas devem querer que pensemos.

Não que isso relacione diretamente a essa discussão toda, mas me lembro também da criação de embalagens maiores para estimular o aumento do consumo. Por que no McDonald’s temos menu médio e grande e não pequeno? Pra quê embalagens de Coca Cola de 3 litros?

Eu entendo que produtos com tecnologia complexa são mais sucetíveis a falha, chips velozes se aquecem mais e podem danificar-se mais facilmente ou mesmo botões e design modernos que satisfazem o cliente podem utilizar materiais menos resistentes e mais leves. Mas também antevejo que viver numa realidade mais descartável, mesmo que a exploração comercial não seja o problema, gera muito mais lixo e recicla menos.

Até onde vão os limites da durabilidade, preço, consciencia ambiental e nossa vaidade?

Minha intenção não é levantar uma bandeira de conspiração da indústria a favor da ganância financeira. Eu ficaria feliz se minha primeira câmera digital funcionasse daqui alguns anos para comparar tecnologias ou mesmo para, puro e simplesmente, usá-la, assim como posso fazer com a velha Yashica TL Electro-X do meu pai.

Fonte da imagem


Fúria de embalagens

4 novembro 2008

wrap_rage @ CBS NewsAo entrar hoje na página principal da Amazon para pesquisar alguns livros me deparei com um aviso sobre wrap rage na parte central da página e que tomava boa parte do espaço. Wrap rage é o termo em inglês que descreve a raiva e frustração que temos ao tentar abrir os produtos que acabamos que comprar. Particularmente odeio aquelas embalagens plásticas duras que embrulham pequenos dispositivos eletrônicos como um mouse, uma webcam ou um fone de ouvido. Sem faca ou tesoura é impossível abrir.

Admiro o interesse da empresa em colocar os seus itens mais vendidos em embalagens mais ecologicamente corretas e fáceis de abrir. É uma atitude de respeito ao meio ambiente e ao consumidor. Além disso, é uma questão de segurança uma vez que a raiva na tentativa de abrir uma embalagem impenetrável pode cortar as mãos, deixar o produto cair no chão e quebrar, ou no momento da ruptura, fazer com que nossos braços acertem outras coisas ao nosso redor.

A empresa disponibiliza também uma galeria de vídeos e fotos sobre o assunto e convida seus clientes a enviarem seus próprios vídeos. Videocassetadas que redem polêmicas. Uma comunidade virtual interessante. Dá até pra render um website 2.0 sobre o tema. Você já se sentiu frustrado alguma vez?Wrapagecure.com

No mundo que capitaliza os problemas nós já encontramos a solução, ou melhor, a cura. Um alicate dedicado totalmente para o descarrego das suas desavenças com as embalagens. Baby é um mundo super.

Fotos: CBS News e Wrapragecure.com


Maior desenho do mundo é falso e o vírus da internet é bonzinho

29 maio 2008

A Wired andou questionando a veracidade do desenho e no final o artista acabou admitindo na própria página do suposto projeto que tudo não passa de pura ficção e que ele fez isso como parte de seu trabalho de graduação em Propaganda e Design Gráfico no Beckmans College of Design.

Além disso, a galera não perdoa e encontrou o “O mundo é minha tela” na rede – um site lançado pela Nokia para promover o N82. Lógico que todo mundo disse que o artista do maior desenho estava copiando, mas, segundo ele, o projeto já estava em andamento quando o The World is My Canvas entrou no ar.

No final todo mundo saiu ganhando. A DHL por ter deixado filmar seu centro de distribuição, o artista que ficou conhecido no mundo todo, a escola de design por criar essas “mentes brilhantes” e, de quebra, até a Nokia…

Quando o conteúdo da mensagem é adequado, o vírus da internet é benéfico. Não é malvado como o Influenza.


Para onde vai o olho?

26 dezembro 2007

mpl.nlOs chamados estudos de “eye-tracking” são muito utilizados por agências e departamentos de marketing para identificar o que as pessoas olham primeiro num anúncio. O blog Virtual Hosting divulgou 23 lições aprendidas nesses estudos no que diz respeito ao design de um página web. Traduzindo:

  1. Texto atrai mais atenção que figuras ou gráficos.
  2. O movimento inicial dos olhos se concentra no canto esquerdo superior da página.
  3. Usuários inicialmente olham para a porção superior esquerda da página antes de mover para baixo e para a direita.
  4. Leitores ignoram banners.
  5. Formatação e estilos de fonte sofisticados são ignorados.
  6. Mostre números e não números por extenso.
  7. O tamanho da fonte influencia o comportamento do observador.
  8. Usuários só olham para o sub-título se for interessante a eles.
  9. Pessoas geralmente rastreiam porções mais baixas da página.
  10. Parágrafos curtos funcionam mehor que os longos.
  11. Formatos de uma só coluna funcionam melhor na fixação dos olhos que formatos multi-colunas.
  12. Propagandas na área superior esquerda da página irão receber mais fixação dos olhos.
  13. Propagandas colocadas ao lado d melhor conteúdo da página são vistos mais freqüentemente
  14. Anúncios de texto são vistos com mais atenção na maioria das vezes que os outros tipos.
  15. Imagens maiores chamam mais atenção.
  16. Rostos nítidos nas imagens atraem mais fixação dos olhos.
  17. Títulos atraem os olhos.
  18. Usuários gastam bastante tempo olhando botões e menus.
  19. Listas seguram a atenção do leitor por mais tempo.
  20. Grandes blocos de texto são evitados.
  21. Formatação pode chamar a atenção.
  22. Espaço em branco é bom.
  23. Ferramentas de navegação funcionam melhor quando colocadas no topo da página.

Algumas das sugestões acima são melhor entendidas quando lemos a explicação na página de origem.


Mão na massa

23 dezembro 2007

Muitos dos leitores de Serendipidade conhecem o Springwise – um blog que busca apontar inovações em diversas áreas relacionadas a produtos, serviços e relacionamento.

Todo mundo está farto de saber que a distância entre uma empresa e seus clientes já quase não existe mais. Essa “união” trouxe uma nova série de possíveis vantagens e desvantagens para ambas as partes. Pelo menos do lado da empresa, o que pode abrir novos horizontes em pesquisa e desenvolvimento pode, por outro lado, prejudicar na imagem perante uma comunidade de consumidores insatisfeitos que reverberam a situação no mundo on-line.

Enquanto tem um monte de empresa perdendo os cabelos tentando encontrar uma forma de se conectar eficientemente com seus clientes, alguns aproveitam o desejo dessa massa ansiosa por comunicação para dar a eles o que eles estão pedindo: meter a mão no produto ou serviçono matter what.

Pegando emprestado dois websites apresentados pelo Springwise para ilustrar o que digo:


Geração C ou geração V?

21 novembro 2007

U.S. Department of DefenseA Gartner lançou uma pesquisa na semana passada que dizia que a Geração Virtual ou Geração V vai incutir uma mudança profunda no mercado e na maneira de se relacionar com os consumidores. A Gen.V é composta pelas Gen.Y e Gen.X só que no mundo virtual onde, de certa forma, não existe gênero, classe, nem informação de renda ou mesmo da idade dos clientes, ficando aparente somente as competências, motivações e esforços. Isso faz com que a Geração V possa ser segmentada em termos gerais ou mais amplos, e não 1-a-1.

A história é mais ou menos assim: Como blogs, comunidades, navegação e troca de informações correm de forma anônima em diversos graus de anonimato (do mais explícito ao menos explícito), restam às empresas somente a avaliação de seus hábitos de consumo, a forma com que comentam sobre esse ou aquele produto, e assim por diante. Sempre de maneira generalista e dificilmente no individualista.

De volta a 2005, quando escrevi sobre Geração C (Conteúdo e Criatividade), a referência ao fato de que os consumidores estavam adquirindo poder no momento de influenciar uma empresa e seus produtos está ligada ao que prega o conceito explicado pela Gartner do que é a Gen.V. Independentemente do termo utilizado é importante entender que o crescimento da internet só irá reforçar a necessidade de as empresas se adaptarem a essa nova maneira de divulgar sua marca e seus produtos de forma eficiente e alcançando maiores faturamentos.


A arte imita a vida e a vida imita o resto

11 julho 2007

É irritante ver a mesmice nas coisas que nos circundam no dia-a-dia. Por exemplo: aqui em SP começou a circular, há algumas semanas, um jornal gratuito chamado Metro, uma marca que circula em outras cidades do mundo também. Pois hoje de manhã, quando estava vindo trabalhar vi um concorrente disputando espaço com o Metro, era o Destak, que é mais velho que o Metro, tendo já um ano de vida.

Jornais gratuitos em semáforos e cruzamentos não é novidade, mas em menos de 2 meses eu vi dois que operam de forma similar: o carrinho que leva os jornais, o uniforme dos distribuidores, entre outros detalhes.

A Apple anuncia seu iPhone no começo do ano e uma avalanche de empresas lançam aparelhos com conceitos semelhantes (e até design semelhantes). Nem quero falar do iPod.

O recorde de bullshitagens e de vendas “O Segredo” já ganhou faz tempo as suas variantes e “pseudópodos” – Além do segredo, O segredo revelado, filmes, etc. – Novamente nem quero falar da onda oportunística gerada pelo Harry Potter ou Código Da Vinci .

Ganhar dinheiro com produtos derivados dos seus originais é correto? “Como assim?” – alguém pode perguntar – “ganhar dinheiro (honestamente) é sempre válido”. Mas que mérito isso tem?

Refletindo de outra forma: Sua empresa quer ser lembrada pela INOVAÇÃO ou pela IMITAÇÃO? Os dois dão dinheiro, mas qual é mais nobre? Vou além… por acaso é possível, hoje, criar algo que não seja imitação ou variação de outro?

Segundo Louis Pauwels e Jacques Bergier, autores do “O Despertar dos Mágicos“, existe uma infinidade de conhecimento que jamais iremos acessar graças a acidentes (incendios por exemplo) e eliminação proposital de obras antigas.

Um exemplo de conhecimento “à frente do tempo” poderia ser o do Leonardo Da Vinci. Ele era apenas um visionário com idéias malucas ou foi um dos primeiros a pensar em um helicóptero?

Se imitar é inevitável, como se vender para seus clientes como uma empresa inovadora? Se é isso que você deseja, inove no tratamento e relacionamento com eles: Nem sempre a inovação está no produto.

Inove na maneira de administrar: Processos, metodologias, pessoas ou tecnologia são apenas algumas áreas com potencial de mudança.

Para o bem da humanidade, não vamos ser mais dos mesmos.


Leituras que valem a pena #21

9 abril 2007

Depois de um hiato de mais de três meses o Leituras que Valem a Pena voltam em cena.

How businesses are using Web 2.0 | The McKinsey Quarterly
Pesquisa demonstra que a maior parte dos executivos planejam investir em tecnologias colaborativas. Show!

It’s the Conversation Economy, Stupid | BusinessWeek
David Armano nos justifica porque as empresas precisam se desdobrar para entender como a dinâmica das comunidades influenciam o comportamento humano.

‘Microfinance 2.0′: New Tools, New Goals and New Ways to Lift People out of Poverty | Knowledge@Wharton
A web 2.0 revolucionando o modo de ajudar o mundo e resgatar as pessoas da pobreza.


Vinho que ama

9 fevereiro 2007

Brand AutopsySempre o fator design imperando nas inovações de produtos.

A Brandweek apresentou uma matéria sobre uma nova marca de vinho chamada “Vinho que ama”

Eu sou admirador de vinho. Especialmente o tinto e seco (todos). Mas confesso que muitas vezes, no momento de escolher um vinho desconhecido, o rótulo que mais me chama a atenção acaba sendo o escolhido.

Criei na minha mente uma relação: Vinícola boa = tem mais dinheiro = rótulo de bom gosto.

Então entra em cena o “Vinho que ama”. O design do rótulo é o grande atrativo da garrafa (veja foto).

Vinho que ama frango assado
Vinho que ama pizza…


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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