Empresas do futuro: conectadas e sociais

21 dezembro 2009

A frase acima pode até ser verdadeira, mas isso está longe de acontecer.

  • Primeiro porque os executivos não possuem visão estratégica sobre as mídias sociais. Não sabem o que podem ou não podem ganhar ou perder no curto, médio e longo prazo.
  • Segundo porque ainda consideram a ferramenta um canal exclusivo de marketing, e que deve ter criativos e jovens para criar, conectar e gerar resultado. Se mídias sociais são relacionamento, tem mais coisa a ser considerada nesse mundo.

Tudo o que acontece nas mídias sociais e que se relaciona com sua marca é uma informação que, somada às informações de outros consumidores, produz um conteúdo valioso que serve tanto para extrair idéias quanto para agir em cima dando suporte ou orientação. Tudo o que acontece é uma oportunidade.

Aí vem a empresa, contrata uma agência e pede que eles criem uma ação social online. Eles fazem. Tem começo meio e fim. Produz resultados bons. Até suporta um ou outro cliente. Mas ao acabar tudo, NADA fica na base de relacionamento da empresa contratante. Nem parece que tanto se falou sobre a marca. Nem mesmo as equipes internas da empresa possuem consciência do que se passou. As dúvidas, reclamações e elogios são conhecidos pelos profissionais que sentaram na linha de frente e eles não são da empresa.

Não sou contra contratar agências. Sou contra deixar de pensar em processos. Processos que conectem a agência às pessoas corretas dentro da empresa para agilizar na solução de problemas, que prevê situações não esperadas e enderecem as mesmas de forma eficiente, que alimentem a base conhecimento sobre o cliente e o mercado da empresa e que praticamente integrem o trabalho em mídias sociais no foco da excelência ao cliente.


Cursos gratuitos da FGV Online

26 outubro 2009

A FGV foi a primeira instituição de ensino brasileira a entrar no OCWC (Open Course Ware Consortium), esse post vai para divulgação dos cursos gratuitos da FGV. A lista dos cursos abaixo está disponível no site da FGV Online.

Se você quiser receber um certificado pelo término de um curso você deve se registrar, se não fizer questão, basta a vontade de estudar!

Clique nos links dos cursos oferecidos abaixo para acessá-los:

Tópicos temáticos introdutórios na área de Gestão Empresarial – carga horária de 5h

Tópicos temáticos introdutórios na área de Metodologia – carga horária de 5h

Cursos em áreas de conhecimento diversas – carga horária de 15h

Cursos para professores do Ensino Médio – carga horária de 30h

Você já domina as novas regras ortográficas da Língua Portuguesa? Acesse nosso quiz para conhecê-las e, ao mesmo tempo, testar conhecimentos gerais:


4 verdades sobre o aprendizado

13 abril 2009

Brincando com o ciclo de aprendizado: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer

  • É importante recorrer ao novo e desconhecido para encontrar novas motivacoes e estimular criatividade
  • O boca-a-boca reside entre entender e absorver e renova a descoberta, mas também pode estar entre descobrir e entender
  • Absorver é o ápice do interesse involuntário em um determinado assunto, depois só a vontade (se alguma) prevalece
  • Para não esquecer não podemos ignorar; o que justifica a força de vontade; o que justifica o reconhecimento


Novo conceito pede novos perfis e especialidades

7 abril 2009

No post anterior eu disse que se sua empresa quer ser social no contexto da internet, seus funcionários precisam ser sociais dentro do mundo das mídias sociais. Sendo assim, vamos conhecer alguns tipos de trabalho e posições que surgiram nas empresas para cobrir a falta de conhecimento em mídias sociais (links levam às fontes):

Lembrei de uma resenha que fiz sobre o filme Blade Runner nos idos dos tempos dourados de faculdade em São Carlos. Falava da tecnologia e os impactos na economia. Coisas básicas cobrindo a “Mão Invisível” e os ciclos econômicos do Schumpeter. Na precariedade da internet naquela época o trabalho rendeu algumas gotas de suor, mas aprendi. E foi um dos melhores trabalhos que já fiz com uma das menores notas que já tive (thanks minha cara e boring teacher) – mas aprendi.

Aprendi que, sim, muita gente vai perder o emprego na nossa relativa recém-nascida era digital, como é no caso mais recente na editora mais antiga do mundo. E aprendi também que educação e adaptação de métodos de se fazer negócios são as melhores formas de se reverter cada um desses ciclos doloridos, o que nos leva a concluir (tente imaginar o ciclo na sua cabeça) que novos empregos e oportunidades surgirão (vide referência acima).

Bonito.

Volte no tempo e leia outro post sobre inovação relacionado a esse.


Internet é o melhor exemplo de serendipidade

17 fevereiro 2009

Artigo do Ethevaldo Siqueira publicado no Estadão essa semana indicado a mim pelo @Busarello (obrigado).

[Vou pular a definição do termo - você pode ler aqui do lado direito do blog]

[...] Minha última experiência de serendipidade ocorreu há duas semanas na internet, quando lia meus e-mails. Ao abrir a newsletter diária do site Slashdot.org, me deparei com a notícia da descoberta de uma técnica ultrassofisticada que poderá, talvez, levar à construção de memórias milhões de vezes mais poderosas do que as atuais, capazes de armazenar numa pastilha de alguns milímetros quadrados todo o conteúdo dos 60 milhões de livros da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

A notícia dizia que pesquisadores da Universidade de Stanford, valendo-se de um modelo de holograma quântico, conseguiram armazenar as letras “S” e “U”, sob a forma de dados, codificados a uma taxa de 35 bits por elétron. Se confirmada cientificamente, essa conquista mudará radicalmente a ideia hoje corrente entre os cientistas de que a representação de dados atinge seu limite quando um átomo representa um bit.

Nesse ponto, o que me preocupava era saber o que é holograma quântico. Em minha garimpagem pela rede, logo me deparei com outra notícia de cientistas da Universidade de Maryland que conseguiram transferir informação de um átomo carregado eletricamente para outro, como numa mágica, sem cruzar o espaço de um metro que os separavam. Imagino, então, que um holograma quântico seja uma espécie de teletransporte de partículas menores do que o elétron.

Insatisfeito, prossegui na pesquisa sobre esse tipo de holografia na versão eletrônica da enciclopédia Britannica – que, aliás, nada registra sobre o assunto. Na Wikipedia (em inglês, francês e português) achei diversos artigos interessantes. Finalmente, fui ao Google e encontrei quase 6 mil referências sobre o tema. O melhor artigo que li sobre holograma quântico, no entanto, foi o do professor Renato Sabbatini, da Unicamp, no link.

Essa pesquisa sobre holograma quântico me levou ao site do astronauta norte-americano Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar o solo lunar, que estuda o tema há mais de 30 anos. Quando retornava à Terra, Mitchell viu uma luz verde-azulada intensa que cortava o fundo negro do universo. “Aquela visão – conta o astronauta – teve o efeito de um raio que mudou minha cabeça e minha vida para sempre. Desde então, dedico todo o meu tempo e esforço a compreender a natureza metafísica do universo.” (http://www.edmitchellapollo14.com/naturearticle.htm)

O SHOW DA TERRA

O leitor deve conhecer o novo Google Earth, uma ferramenta de busca surpreendente da internet hoje. Associado ao Google Maps, ele faz uma coisa admirável: transforma a Terra em um espetáculo cotidiano. Nunca pensei que um dia pudesse esquadrinhar cada cidade do mundo, aglomerados urbanos, chagas de desmatamento nas maiores florestas, comprovar a poluição marinha, rever a pequena fazenda de café e a vila de Aparecida de Monte Alto, onde passei minha infância.

Com o Google Earth, visitei dezenas de locais interessantes e famosos deste mundo e aprendi nos últimos meses mais geografia do que em todos os cursos formais que já fiz. Mergulhei no fundo dos oceanos, sobrevoei a massa de arranha-céus de Manhattan; visitei a Praça Vermelha, em Moscou; a Étoile, em Paris; o mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio; e o Lago Baikal, na Sibéria.

Com o Google Latitude, disponho de coordenadas terrestres em todos os mapas, o que me permite localizar pessoas via telefone celular ou GPS. O que me assusta é pensar o que será de nossa privacidade?

ENCICLOPÉDIAS

Outra forma deliciosa de serendipidade é navegar em qualquer grande enciclopédia, como a Britannica, a Larousse, a Spasa Calpe e a Wikipedia. Tenho paixão por esses repositórios do conhecimento humano.

Li na semana passada a notícia da descoberta de um pequeno erro da Wikipedia, edição alemã, na biografia do novo ministro da Economia da Alemanha, Von und zu Guttenberg, descendente do famoso inventor da imprensa. Seu nome completo é: Karl Theodor Maria Nikolaus Johann Jacob Philipp Franz Joseph Sylvester Freiherr von und zu Guttenberg. Alguém, contudo, introduziu por brincadeira, depois de Philipp, mais um nome: Wilhelm. O ministro não teve dúvida: comunicou-se logo com os grandes jornais e sites de TV alemães que haviam consultado a Wikipedia e pediu que corrigissem seu nome. E pediu que o chamassem apenas de Karl-Theodor zu Guttenberg.


5 destaques de 2008

10 janeiro 2009

Este ano, mais precisamente em junho, este blog fará 4 anos, jamais pensei que chegaria tão longe quando comecei em Junho de 2005. Todo ano que termina recebe um post especial onde eu seleciono alguns dos posts que foram destaque durante aquele ano. Sendo assim, aproveitem para relembrar alguns dos bons momentos e desde já desejo um ótimo e bem sucedido 2009 com saúde e muitas surpresas!


CrowdSpirit volta ainda melhor

17 novembro 2008

No ano passado eu tive a oportunidade de participar como beta tester de uma plataforma de colaboração chamada CrowdSpirit, a idéia do site era pegar sugestões de novos produtos eletrônicos com a comunidade de usuários e literalmente criar novos produtos eletrônicos. Na época eu estava formulando o plano de marketing do primeiro produto da velha CrowdSpirit, um calendário digital para ser usado em paredes.

O problema é que a fabricação do novo eletrônico se tornou insustentável dado às dificuldades em se obter uma cadeia de suprimento altamente coordenada ou mesmo encontrar um preço competitivo com a baixa escala da demanda. Só que o site não morreu, o teste serviu para reformular o conceito, e na semana passada recebi um email do CEO da empresa, Lionel, com a divulgação do novo CrowdSpirit.

O novo CrowdSpirit entra no ar hoje em escala global. (já cobrei a versão em português)

Segundo o CEO, a visão da empresa se mantem a mesma. As empresas sofrem diversas pressões, limitações e não possuem uma clara idéia das necessidades dos clientes. A CrowdSpirit acredita que o crowdsourcing pode ser usado de forma bem sucedida no design de serviços e produtos. A nova missão é construir relacionamentos entre a comunidade de usuários de internet criativos e empresas que querem criar novos produtos.

Agora as empresas podem mandar ‘desafios’ para a comunidade visando a geração de idéias para seus produtos e serviços, e usuários da comunidade fazem a sua parte colaborando e adquirindo reputação dentro da mesma. A empresa pode abraçar a(s) idéia(s) e a partir daí o relacionamento está aberto inclusive para oportunidades de trabalho e remuneração em troca de insights. A propósito, tem um desafio no ar que está prometendo 3 mil euros em prêmios!

Para quem quer se aventurar, eu acredito que essa rede de crowdsourcing vai pra frente porque apresenta uma plataforma consolidada de reconhecimento e recompensa dos esforços dos próprios usuários de forma  individual.


Carnaval Científico :: Serendipidade e Supercondutores

14 outubro 2008

Descobertas científicas geralmente demandam tempo, dedicação, criatividade, conhecimento, dinheiro e muitos outros esforços, mas quero destacar que um dos grandes impulsionadores da ciência é a serendipidade. Aqui no blog já falei da descoberta do polietileno e da penicilina.

Acontece que no ramo dos supercondutores os dois andam muito mais próximos do que imaginamos. Talvez essa seja a ramificação da ciência que mais depende desse tipo de casualidade devido suas características curiosas e as constantes revisões de suas teorias.

Supercondutores são materiais que não oferecem nenhuma resistência ao fluxo de eletricidade. Esses materiais adquirem essa propriedade supercondutora em temperaturas extremamente baixas, por isso hoje em dia a batalha é para encontrar o material ou composto que se transforma em supercondutor na temperatura mais alta possível.

Tudo começou com um holandês – destaque para a coincidência serendipitosa da localidade com minha residência atual – que observou, em 1911, que o mercúrio se tornava um supercondutor quando resfriado na temperatura de 4 Kelvin (-269,15 °C). A curiosidade acabava de abrir novas portas para a ciência.

Nas décadas seguintes surgiram outros materiais que requeriam uma temperatura um pouco mais elevada, sendo que alguns deles surgiram pela mão ‘divina’ da serendipidade.

Esse é o caso dos cientistas Alexander Müller and Johannes Georg Bedborz. Em 1986 eles estavam buscando o melhor isolante elétrico e acabaram encontrando um composto cerâmico que se tornava um supercondutor na temperatura mais elevada até então, 30 Kelvin (-243,15 °C). A serendipidade rendeu um Prêmio Nobel e muitas outras descobertas de novos materiais em seguida.

Em 2001 a serendipidade aconteceu de novo com um grupo de cientistas japoneses. Eles descobriram, sem querer, que o diboreto de magnésio (MgB2) – um composto existente há tempos nas bancadas dos cientistas – também se transforma em supercondutor na temperatura de 39 Kelvin (-234,15 °C) em uma de suas experiências.

A temperatura recorde é 138 Kelvin (-135,15 °C), mas já existe um candidato para quebrar essa marca. Mais uma vez a serendipidade deu uma mãozinha para direcionar as pesquisas em busca dos 195 Kelvin (-78,15 °C).

Os supercondutores são usados em máquinas de ressonância magnética, aceleradores de partículas, circuitos digitais, filtros usados nas estações rádio base de redes móveis celulares e nos trens maglev – aqueles que levitam sobre os trilhos (quem lembra da capa da primeira edição da revista Superinteressante?).

Para finalizar, encontrei sem querer a Serendipity Electronics – a loja se declara a fonte número 1 para componentes eletrônicos difíceis de se encontrar. Quem sabe eles não vendem um supercondutor que funciona na temperatura ambiente?

Esse post aconteceu porque o Lablogatórios está promovendo hoje, dia 14 de outubro, o Carnaval Científico. A idéia é que todos participem postando algo sobre uma (ou mais) grande descoberta científica. Eu abraço a causa dessa blogagem coletiva porque sou um dos que acompanham os blogs que fazem parte desse interessante condomínio de informações interessantes.


O Especialista Enganado

30 setembro 2008

Conhecimento é poder. Fingir é arrogante. E errar?

Quando falamos de conhecimento no âmbito individual temos duas situações:

1 – De um lado temos o que a real presença do conhecimento pode provocar (ou deixar de provocar). Aqui a palavra conhecimento significa saber alguma informação privilegiada, conhecer um assunto mais que outros ou mesmo conhecer pessoas e suas qualidades e defeitos mais a fundo para vivermos melhor em comunidade. Isso pode nos dar poder para nos destacar ou o poder de decidir melhor sobre os nossos atos.

2 – Do outro lado temos a arrogância de acharmos que sabemos tudo (ou quase tudo de tudo), um tipo de manifestação quase que intuitiva e inata de não parecer ignorante perante os demais. Dizer – “eu não sei” – parece ser muito difícil às vezes. O resultado é que podemos fornecer respostas inexatas que podem ter conseqüências imprevistas.

Só que a coisa toda não é assim tão simplória. E se o homem mais sábio do mundo errar porque arrogantemente achou que sabia? (1+2)

Pesquisando a respeito achei uma frase do Albert Einstein que caiu como uma luva: “Um ser humano é uma parte deste todo que chamamos de universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto. Uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e reservando a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas da gente.”

A frase parece ser uma extensão da segunda afirmação acima, mas na verdade ela nos mostra outra situação. Vou chamá-la de “o especialista enganado”.

Vamos imaginar que sou especialista em web 2.0. Isso me coloca como algo separado de todo o resto pois li muito a respeito, escrevi um livro, diversos artigos e dei entrevistas. Todos ao meu redor podem me ver assim. Toda vez que alguém me perguntar algo sobre web 2.0 eu estarei tão mergulhado na ilusão da minha consciência que a resposta virá fácil. Ao mesmo tempo é “inadmissível” que o especialista não saiba responder.

Talvez ele saiba a resposta de fato, mas talvez não. Nesse caso ele será “o especialista enganado”. Ele poderá estar pensando tão “dentro da caixa” – a prisão que nos restringe aos desejos pessoais, que a resposta poderá estar errada. E se ela realmente estiver equivocada? É culpa minha ou é só mais uma das falácias de ser um ser humano?

“O especialista enganado” é o meio termo entre ter conhecimento e ser arrogante. É com ele que, apesar de possuirmos a faculdade de saber, cometemos erros todos os dias. “O especialista enganado” é a mais perfeita tradução de que errar é humano.


Papo furado #3 – Criando seu próprio charlatanismo

25 agosto 2008

Ao invés de quebrar as pernas de histórias “mal contadas” como fizemos nos dois primeiros “papos furados“, vamos passar a receita para criar o seu próprio charlatanismo. Por meio desse exemplo podemos educar as pessoas para não sair acreditando em tudo que é dito nesse tão deturpado mundo.

As “dicas” estão resumidas abaixo e são extraídas da tradução do artigo da Skeptical Inquirer obtida aqui.  Essas táticas ilustram as características comuns das pseudociências.

1. Crie um fantasma

O fantasma é uma meta distante que é vendida como possível quando fazemos o esforço certo. Exemplo:  contatar um parente morto numa sessão espírita ou receber a sabedoria do Universo através de um golfinho canalizado e melhorar o jogo de boliche.

2. Arme uma cilada racionalizadora

A cilada racionalizadora é baseada na seguinte premissa: faça a pessoa se comprometer com a causa o mais rápido possível. Isso feito, a natureza do pensamento muda. O coração comprometido não está muito interessado numa avaliação cuidadosa dos méritos do rumo de uma ação, mas sim em provar que está certo.

3. Fabrique uma fonte de credibilidade e sinceridade

Crie um guru, líder, místico, senhor ou outra autoridade genericamente aceitável e poderosa, uma em que as pessoas teriam de ser loucas para não acreditar. Por exemplo, vendedores de fitas subliminares alegam possuir conhecimento especializado e treinamento em campos como o da hipnose.

4. Estabeleça um “granfalloon

Estabeleça um grupo de pessoas que possa seguir esse líder e que, dentro dessa comunidade, defenda os pontos de vista da causa. Use algumas identidades sociais para ajudar como: rituais e símbolos, jargões e crenças que só os membros do grupo entendem e aceitam, informações especializadas, entre outros.

5. Use persuasão autogerada

Uma das mais poderosas táticas para espalhar sua pseudociência identificada por psicólogos sociais é a persuasão autogerada. Quando as pessoas ativamente criam argumentos a favor de uma causa é muito mais provável que elas mudem sua atitude a favor desses argumentos.

6. Construa apelos vívidos

As pessoas se importam com um indivíduo ou uma história singular, e não com um grupo ou uma estatística. Um estudo de caso ou exemplo bem-apresentado pode causar uma impressão duradoura. Veja a vivacidade dessa: alienígenas do espaço examinando os órgãos sexuais de seres humanos.

7. Use a pré-persuasão

Pré-persuasão é quando se define a situação ou o cenário de modo que convençamos sem ter o trabalho de levantar um argumento válido. Estabeleça a natureza da questão (liberdade para acreditar mesmo que existam opositores), crie expectativas (use o fator placebo a seu favor) e demonstre critério (técnicas que comprovem seu argumento e invalide novos argumentos “suspeitos”).

8. Use heurísticas e lugares-comuns com freqüência

Heurísticas são regras condicionais simples do tipo “Se… então…” amplamente aceitas; por exemplo, se algo é mais caro, então deve ser mais valioso. Já os lugares-comuns são crenças amplamente aceitas que servem como base para um apelo; por exemplo, o que é natural é bom e o que é artificial é ruim. Outros exemplos: se é raro é valioso, se todos concordam é verdade, se o texto é longo é válido, entre outros.

9. Ataque os oponentes destruindo seu caráter

Finalmente, você vai querer que a sua pseudociência fique a salvo de ataques externos. Já que a melhor defesa é o ataque, ofereço-lhe o conselho de Cícero: “Se você não tem um bom argumento, ataque o demandante”.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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