Conteúdo gerado por empresas

29 abril 2008

Key to company visibility - Mauro Lupi presentationSopa de letrinhas para classificar o caos de informação que encontramos na internet hoje. Depois de User Generated Content (UGC) e Employee Generated Media (EGM), me deparei ontem com o EGC (Enterprise Generated Content).

Parece brincadeira, mas esse tal de “Conteúdo gerado por empresas” faz realmente sentido.

Nas tentativas de ganhar visibilidade no mercado, as empresas sempre criaram dois tipos de fonte de informação sobre ela: Publicidade e Conhecimento. No começo só a publicidade imperava com mais força, com uma pequena ajuda do marketing boca-a-boca dos clientes satisfeitos (reconhecimento por conhecer vantagens da marca). Mas com a quebra das barreiras de comunicação, o conhecimento passou a ser uma interessante forma de fazer com que sua marca seja reconhecida no mercado. Conhecimento hoje em dia é o conteúdo gerado pela empresa para obter reconhecimento.

As empresas passaram então a dar mais importância para a geração de conteúdo e públicar artigos em websites, slides no slideshare, posts em blogs corporativos, e qualquer outra forma de contribuição que ao mesmo tempo eduque os clientes e elucide a marca. A web 2.0 trouxe uma série de plataformas para viabilizar essa geração incontrolável de conteúdo.

O slide da apresentação do Mauro Lupi acima descreve o que ocorre. Que tipo de visibilidade a empresa pode ter com o mercado? – Resposta: a paga e a conquistada.

No final, nós, meros consumidores teremos que conviver com o oceano de bits que compõe a internet. No final (ou seria hoje?), não somente as empresas precisarão de peneiras, conforme descrevi nesse artigo, todos nós precisaremos de peneira, filtro solar e sombra. Porque a peneira não tampa o sol.

Peneira versus Esponja


2.0

1 abril 2008

http://businessshrink.biz/psychologyofbusiness/2008/02/28/company-gaming-google-search-results-leads-to-2-million-in-revenue/O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.

  • B2B 2.0
  • Consumidor 2.0
  • Automação de força de vendas 2.0
  • Call center 2.0
  • Supply Chain 2.0
  • CRM 2.0

Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.

UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Pensar é fácil… difícil é demonstrar que sabe…

11 março 2008

comunicacao.jpgSe você é o maior especialista do mundo em um determinado assunto, você pode ser requisitado em diversas partes por seu conhecimento. Supondo que você só falasse português e que não haveria nenhum intérprete disponível no local requisitor, o que resta de você?

Nada, é a resposta.

A gente pode passar a vida toda acumulando conhecimento, experiência, técnicas ou macetes, mas se não formos capazes de passar o recado pra frente, não conseguimos nos firmar perante empregos, desafios e indagações do cotidiano humano.

Daí a importância de uma segunda língua ou habilidades de comunicação interpessoal ligadas ou não à fala. Conhecimento e raciocínio são os combustíveis e a comunicação é a faísca para movimentar o motor da vida.

Tudo o que falei é óbvio, mas não custa manter esse pensamento funcionando no segundo plano da sua cabeça.


Preciso postar algo no meu blog

17 janeiro 2008

Essa frase acima não é meio besta? Se vc somar o “… é que ultimamente ando meio ocupado…” fica mais besta ainda…

Tenho visto vários blogs e blogueiros se incomodando com o fato de que não postaram nada nos últimos dias e estão lamuriando on-line essa ausência. Eu também sou bobo porque já devo ter escrito aqui alguma coisa desse gênero.

Se tanta gente não considera o blog uma ferramenta bacana de comunicação, o que dizer do sentimento compulsório de que TEMOS que postar alguma coisa? Soa estranho para quem não dá a mínima para blogs e até para quem dá a máxima. O blog, além de incutir diversas experiências novas nas nossas vidas, também nos torna escravos. Ficamos presos a essa necessidade “inata” de escrever algo.

Algumas vezes tenho a sensação de que não é necessário se justificar. Apenas faça seu trabalho bem e bem feito.


Último do ano

28 dezembro 2007

Os blogs estão todos se despedindo do ano com um post derradeiro de flashback. Não quero ser diferente. Segue a minha seleção de 6 destaques da programação serendipitosa que busco oferecer:

Livro do ano: Tabula Rasa – Steven Pinker – Finalmente terminei essa bíblia depois de 1 ano e meio. Li mais algumas coisas bacanas, mas esse aí me inspirou para o próximo livro.


Mão na massa

23 dezembro 2007

Muitos dos leitores de Serendipidade conhecem o Springwise – um blog que busca apontar inovações em diversas áreas relacionadas a produtos, serviços e relacionamento.

Todo mundo está farto de saber que a distância entre uma empresa e seus clientes já quase não existe mais. Essa “união” trouxe uma nova série de possíveis vantagens e desvantagens para ambas as partes. Pelo menos do lado da empresa, o que pode abrir novos horizontes em pesquisa e desenvolvimento pode, por outro lado, prejudicar na imagem perante uma comunidade de consumidores insatisfeitos que reverberam a situação no mundo on-line.

Enquanto tem um monte de empresa perdendo os cabelos tentando encontrar uma forma de se conectar eficientemente com seus clientes, alguns aproveitam o desejo dessa massa ansiosa por comunicação para dar a eles o que eles estão pedindo: meter a mão no produto ou serviçono matter what.

Pegando emprestado dois websites apresentados pelo Springwise para ilustrar o que digo:


Não é a mídia que importa, mas os modos

1 novembro 2007

O artigo de Rick Milenthal na Advertising Age apresenta um conceito conhecido que relaciona publicidade ao estado, o modo em que seus clientes se encontram no momento do bombardeamento da mensagem. Ele acredita que os consumidores não abandonaram a publicidade de vez, e afirma que adequando a mensagem ao estado de comportamento do cliente pode fazer a diferença.

Ele identifica seis principais modos/estados em que os consumidores se encontram dependendo do que estejam buscando naquele momento (leia detalhes no artigo):

  1. ENTRETENIMENTO
  2. INFORMAÇÃO
  3. DESCOBERTA
  4. CONECTANDO
  5. COMPARTILHANDO
  6. EXPRESSANDO

Exemplo: Se os consumidores estão buscando entretenimento, eles querem ser entretidos. Se estão buscando conhecimento, eles querem informação. Se eles querem compartilhar, descobrir ou se expressar, eles querem que você viabilize isso.

O objetivo não é introduzir uma idéia blockbuster para o profissional de marketing, mas passar o recado de que com os novos canais de comunicação, é preciso também adequar a filosofia por trás das mensagens que buscam, de alguma forma, conquistar a preferência do mercado.


Revolução na comunicação – Novas profissões = Novas competências

4 outubro 2007

(c) Yotophoto.comNo mês passado quando comentei sobre reputação corporativa, mencionei o fato de as empresas estarem mais sensíveis a ataques ou problemas por causa da internet, mais ainda por conta dos blogs e comunidades virtuais.

Percebo que com a onda da web 2.0 e do wikinomics começaram a aparecer diversas agências ditas especializadas em webmarketing da nova geração da web. Pior, diversos profissionais se improvisam como consultores de blogmarketing.

Toda profissão está sujeita a sofrer mudanças por conta da prosperidade. A comunicação social e o marketing são algumas das tantas profissões existentes que estão sofrendo mudanças bruscas nesse contexto.

É importante estar atento, porém, às competências necessárias para manter a excelência nos serviços prestados no cenário 2.0.

Exemplo:

Dizer-se conhecedor da tecnologia e das plataformas de gestão de conhecimento como os blogs não basta para se auto-denominar um blogmarketeiro, é necessário saber gerir a complexidade da reputação (seja da empresa ou pessoal) nas novas mídias sociais.

Diversas são as competências necessárias para ser um verdadeiro marketeiro ou comunicador da nova geração. A publicidade televisiva em tempos de YouTube, os mash-ups, a wikiconomia, juntamente com outros neologismos da nova geração da internet exigem muito mais do neoprofissional do que podemos inicialmente imaginar.


Blogs vs. Jornais

2 outubro 2007

Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.

Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.

Segue a comparação:

Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático” Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Fomenta comunidades variadas Fomenta a comunidade da imprensa
Sempre grátis Grátis ou pago
Despretensioso na maioria dos casos Tendência a teor político e tendencioso
Público-alvo: somente Internet Público-alvo: Internet e população em geral
Novidade, em franco desenvolvimento Velho, tentando se inovar para sobreviver


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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