Vida Digital

9 agosto 2009

Ontem a noite estava folheando as páginas da revista Veja dessa semana que fala sobre a vida digital e o quanto ela está mudando o cérebro, os costumes, os comportamentos, etc, etc, etc…

Aí meu irmão me mandou esse vídeo sobre um incêndio em um dormitório de estudantes em Nova Iorque e as evidências que ajudaram encontrar a causa. Ainda bem que nem perdi tempo lendo a reportagem da revista…


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5 destaques de 2008

10 janeiro 2009

Este ano, mais precisamente em junho, este blog fará 4 anos, jamais pensei que chegaria tão longe quando comecei em Junho de 2005. Todo ano que termina recebe um post especial onde eu seleciono alguns dos posts que foram destaque durante aquele ano. Sendo assim, aproveitem para relembrar alguns dos bons momentos e desde já desejo um ótimo e bem sucedido 2009 com saúde e muitas surpresas!


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Imitação e satisfação no universo do consumismo

18 dezembro 2008

iStockPhoto / Isabel MassTerminei de ler Buyology na semana passada. Uma bela introdução ao mundo do neuromarketing misturados com momentos desnecessários onde o autor se gaba o melhor especialista em marcas do mundo e um dos pioneiros no assunto.

De qualquer forma, o que persiste ainda na minha cabeça é a explicação sobre a relação dos neurônios espelho e a dopamina com o nosso comportamento no momento da compra, e a frase defendida por alguns especialistas em neurociência:  “São necessários apenas 2,5 segundos para decidir comprar um produto“.

Discorrendo rapidamente sobre os 3 temas:

- Neurônios espelho explicam porque quando alguem boceja na sua frente nós temos a tendência de abrir a boca ao mesmo tempo. Temos uma tendência natural de imitar o que vemos ou mesmo sentir sensações associadas com o que lemos ou imaginamos. Traduzindo para o momento da compra, isso conseguiria explicar porque queremos comprar um objeto que vemos em uma vitrine ou usado por uma celebridade que admiramos. No primeiro caso nós nos imaginamos possuidores daquele produto e literalmente experimentamos a sensação de tê-lo em nossas mãos. No caso da celebridade, a explicação é pura e simplesmente o fato de que queremos ser como ela, por isso compramos para conseguir “ser” como ela.

- A Dopamina liberada pelo cérebro no momento que decidimos comprar algo nos dá uma sensação de bem estar. Viciados nela, nossa tendência é sempre continuar comprando para obter mais desse prazer.

- Os 2,5 segundos estão entre os dois elementos acima. Se sentir como proprietário de um produto é rápido. Dentro desses 2,5 segundos a dopamina inunda nosso organismo. O lance é que se demoramos demais, o suficiente para pensar melhor, como descrevi em outro post, a dopamina é absorvida e a vontade passa porque o racionalismo impera. De compra instintiva passamos para a negação racional.


Seu cérebro já não é mais o mesmo

28 outubro 2008

Nativos digitaisA Internet alterou de forma definitiva nossa economia, costumes, comportamento e muitos outros aspectos da nossa vida. Mas segundo o Dr. Gary Small, ela, a Internet, alterou também o nosso cérebro. Ele acabou de lançar um livro sobre esse assunto.

Eu tive contato pela primeira vez com o conceito de plasticidade cerebral em um dos livros do aclamado Steven Pinker. O cérebro se adapta a estímulos externos segundo nossa experiência, entre eles, como resultado de esforços repetitivos. O estudo do doutor Small segue essa linha para explicar as consequencias e possíveis sequelas dessa alteração por uso constante da Internet e outras tecnologias recentes.

Ele demonstra que usuários experientes de Internet possuem uma atividade cerebral mais elevada no geral e muito mais ativa em áreas do cérebro que controlam processos decisórios e o raciocínio do que de usuários iniciantes. Ficamos mais ágeis, rápidos, criativos e filtramos melhor a informação.

O lado negativo, porém, é que a reclusão pelo uso exagerado de computador, internet e outras tecnologias vicia, prejudica o convívio social e pode gerar distúrbios mais graves.

Segundo ele, essa evolução do cérebro implica em uma lacuna entre os “nativos digitais” – que nasceram e cresceram no mundo digitial – e os “imigrantes digitais” – aqueles que nasceram sem acesso à tecnologia atual e a adotaram mais tarde. É necessário que os imigrantes ajudem os nativos no que tange o lado social da vida em família e comunidade para evitar os problemas vistos anteriormente.

Só assim a geração nativa estará preparada para encarar o novo perfil profissional exigido hoje e futuramente: agilidade por aptidão tecnológica e capacidade de se relacionar face-a-face.


Sobrevivendo na era do conteúdo infinito

27 outubro 2008

É uma inundação de informação na rede hoje em dia. Tem horas que olho para minha lista de feeds e imagino que não existe cérebro humano capaz de absorver tamanha quantidade de dados. É aterrador. Por muitas vezes é inevitável não se sentir medíocre, pequeno, ou pior, ignorante.

Existem 3 possíveis atitudes: ou afundamos, ou nadamos, ou construímos um barco.

  • Afundando significa tentar absorver tudo ao mesmo tempo e não sair do buraco. Quando se está num buraco o fluxo de informação entra como uma cachoeira. Bloqueia a saída. Para evoluirmos precisamos transmitir mensagens também. Comece por ignorar parte do exagero, não vai te fazer falta e vai te dar fôlego para reagir.
  • Nadar é algo que gosto de fazer. É navegar na imensidão da informação em busca de títulos interessantes ou mesmo abrir artigos sorteados para ver se o achado oferece um pouco de serendipidade. Não é legal se esticar muito nessa prática porque, apesar de divertida, oferece uma armadilha de viver perdido em sonhos. Na verdade, no sonho de que boas idéias virão sem esforço.
  • Fazer um barco é a melhor opção mas é a mais complicada. Somente a combinação da estratégia correta e ferramentas especializadas podem ajudar nesse caso. Fazer um barco é o que as empresas da web estão tentando fazer hoje em dia para facilitar o trabalho de muitos nadadores e náufragos. Fazer um barco é o que enriqueceu muitos dos grandes nomes da internet hoje. Fazer um barco é a linha que separa aqueles que conseguem bons insights da rede daqueles que apenas a usam como entretenimento. Lembre-se: se você tem um barco você pode cobrar para transportar passageiros.

E então? Qual vai ser a sua escolha?


Teorema da economia viral

14 agosto 2008

Esse é o teorema de retalhos dos livros abaixo.

Quando lidos individualmente, estes livros trazem muitas idéias que provocam o leitor, faz com que nossa cabeça pense e raciocine sobre o ambiente que nos cerca. Mas quando lemos e refletimos sobre o grupo, temos a impressão que o círculo se fecha. Existem sobreposições e variações dos mesmos (parecidos ou relacionados) temas. Um livro puxa outro.

As conexões são as seguintes:

1O Gene Egoísta (1976) – Dawkins criou o conceito de meme. Unidades ou fragmentos de idéias e pensamentos que habitam nosso cérebro e que tem a capacidade de se autopropagar.

2The Tipping Point (2000) – Pegou um nome e conceito criado por Morton Grodzins nos anos 60 e elaborou um ótimo livro em torno dele. Ali foi definido que quem espalha o vírus das idéias são os conectores, especialistas e os vendedores. Ah, o livro também fala sobre o fator “stickiness” (pegajosidade) das idéias que espalham.

3Made to Stick (2007) – Pelo nome do livro dá até para imaginar que o texto faz referência ao The Tipping Point. Sim, o livro é, de certa forma, dedicado a ele. Os autores desenrolaram uma regra chamada “SUCCES” (Simples, Inesperada, Concreta, Crível, Emocionante e Histórica) para criar idéias e trouxeram o conceito da “maldição do conhecimento” – que a grosso modo diz que quando sabemos algo é difícil explicarmos. Aqui o SUCCES é a máquina processadora de memes e criadora de idéias.

4The Social Atom (2007) – Descreveu as pessoas como átomos os quais seguem padrões. Somos adaptadores, imitadores e cooperadores. A idéia de um tipping point é descrito na forma em que imitamos os outros e causamos uma avalanche de mudanças.

5Predictably Irrational (2008) – Um dos últimos que li e que fecha o cerco. Migrando para a área de economia baseada no comportamento humano, o livro nos traz vários exemplos que abordam diversos temas dentro do assunto. Aversão à perda (evitar riscos), endowment effect (o que possuo é mais valioso), enquadramento (dependendo da forma que contamos uma idéia ela será adotada), são alguns exemplos da economia comportamental.

Perceba como os conectores, especialistas e vendedores (grupo 1) se relacionam com os adaptadores, imitadores e cooperadores (grupo 2) e como o fator pegajosidade (informação) consiste em memes ordenados trocados entre essas partes. O fator irracional provoca a reação desejada.

Como no caso do ovo e da galinha, não sabemos ao certo se o grupo 1 veio antes do 2 ou vice versa. Além disso, o grupo 1 pode ter qualidades do grupo 2 e vice versa também. Mas deixamos separados para fazer a teoria funcionar.

Observe que coloquei o meu livro na transmissão da idéia, mas aqui vale qualquer veículo.

Curiosamente a ordem cronológica de publicação dos livros segue a ordem do ciclo implícito no teorema:

Criar – Transmitir – Receber – ReagirCriar

Tem material o bastante aqui para gerar um outro livro ;-)


Papo Furado #1 – Lado esquerdo versus lado direito do cérebro

1 julho 2008

Bailarina girandoRecebi por email a figura ao lado. Para que lado a bailarina gira? Horário? Anti-horário? Os dois?

O email diz que dependendo do resultado você usa mais o lado esquerdo ou direito do cérebro:

Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher
girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do
cérebro (intuição). Se, no entanto, você a vê girar no sentido
anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro (raciocínio). Faça a
experiência…

Se você se esforçar você conseguirá ver a bailarina rodando para qualquer dos lados. Eu vejo anti-horário na maioria das vezes que olho, mas consigo inverter facilmente (admito que a primeira vez foi mais difícil). Sou engenheiro (raciocínio?) e, portanto, o teste supostamente acertou. Mas não me convenço que um teste tão simples pode dizer tanto.

Você pode achar vários links para o teste na rede. Alguns deles inocentemente incentivam o conceito e outros, como é o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, opinam que o teste é papo furado. Deixando a neurociência de lado, o autor do livro “Freakonomics” também discutiu o teste e realizou uma pequena análise estatística para desbancar o teste.

Mas não vamos parar por aqui. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Melbourne e da U.S. Army Research Institute for the Behavioral and Social Sciences demonstrou que jovens com talento para matemática aparentemente usam melhor ambos os lados do cérebro, e que os dois lados estão envolvidos na resolução dos problemas matemáticos. Dizer que matemáticos usam “só” ou “mais” o lado direito é vago demais.

Outro artigo ainda mais interessante discute e trás a idéia de que mesmo tendo metade do seu cérebro removido cirúrgicamente você pode eventualmente (re)aprender recursos que seriam supostamente usados na metade removida. A chamada Plasticidade Cerebral.

Acho que a bailarina é mais uma ilusão de ótica que um teste científico. Um papo furado.


Dormir ajuda “resetar” o cérebro

21 janeiro 2008

homepagepic.jpgÉ possível dormir menos e manter o ritmo de trabalho diariamente?

Recentemente li em alguma revista uma reportagem com presidentes de diversas empresas. A grande maioria dormia pouquíssimas horas por noite, chegando em até 4 horas por noite, mantendo a disposição para o trabalho no dia seguinte. Seria essa situação condicionável ao nosso corpo? É uma questão de treino?

Popularmente os cientistas afirmam que o nosso cérebro passa o dia aprendendo e que a noite ele continua trabalhando para fixar melhor o que foi absorvido durante o dia. A habilidade do cérebro de mudar conforme estímulos externos (chamada plasticidade) está no centro do aprendizado e foi o tema para uma pesquisa divulgada ontem.

Nela, os cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison anunciaram que o cérebro precisa, na verdade, de sono para descansar e ser capaz de continuar se transformando com as ligações sinápticas no dia seguinte. Em outras palavras, o cérebro cansa, e precisa descansar para trabalhar 100%, e isso pode se dar a qualquer momento durante o dia dependendo da carga de trabalho exigida.

Nosso corpo cansa, os músculos cansam, porque não a cabeça? Mas a pergunta que fica é: teria algumas pessoas a capacidade de descansar esses neurônios mais rápido que outras? Ou devem os executivos pensar seriamente em dormir um pouquinho mais pelo bem geral do seu corpo?


Leituras que valem a pena #23

30 novembro 2007

Tarda mas não falha. Segue mais um Leituras…

Is The Beauty Of A Sculpture In The Brain Of The Beholder? | Science Daily
Equipe de cientistas verificaram que formas de proporções áureas ativam áreas específicas do cérebro como a ínsula (ligada às emoções). O que vc está esperando para redesenhar seu logo ou sua marca?

Innovate or Die! | Google e Specialized
Não bem uma leitura, mas um concurso promovido pela Google e pela Specialized convocando as pessoas a criarem máquinas movidas por pedais. Caráter social. Inove ou morra!

Innovation Networks: Looking for Ideas Outside the Company | Knowledge@Wharton
Já se fala no mercado de que M&A tem os dias contados e que inovação é a forma de se continuar crescendo. Esse artigo vai além, defende as redes de inovação (pessoas fora das firmas, ou se preferir, o povão por esse mundo virtual afora) como a maneira de solucionar problemas e gerar novas idéias. Um tom acadêmico para: “duas cabeças inovam melhor que uma”.

Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.


Problema de afiliados Submarino Afundado

6 novembro 2007

Quer ver blogueiro ficar esbaforido de raiva? É só não pagar sua comissão. Pior. Não pagar e dar baixa no sistema dizendo que pagou.  Haja paciência e emails sem respostas.

Logo depois de afundar por alguns dias, o Submarino e seu “problema de afiliados” se superou. “Estão reformulando” – um pode dizer. Mas é injustificável. A empresa tupiniquim precisa de óculos, a governança das empresas precisa de um cérebro e os funcionários precisam receber o troco do que promovem. Lições de vida, ainda que não absorvidas, são saborosas.

Escutem empresas varonis que querem aproveitar o zum-zum-zum da rede: Pisar no calo do blogueiro dói mais em você do que nele. Mas que estou magoado eu estou, afinal, meu bolso é muito sensível.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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