Batalha nas midias sociais

16 novembro 2009

Li uma notícia na Financial Times já há um bom tempo sobre a batalha travada pelas empresas em busca de atenção no mundo das mídias sociais. Porém a busca de atenção em si não era o mais marcante. O que chamou minha atenção foi o insight de que os grandes grupos controladores de marcas poderosas e conglomerados corporativos complexos, já não estavam preocupados em falar com o público em geral por meio das mídias sociais. Os seus produtos ou linhas de produtos é que estão falando mais alto.

Foram citados exemplos da Ford, a qual já partia para criação de comunidades online para cada linha de veículo, e não mais para a marca Ford em si.

É como se fosse uma tentativa de tribalização dos consumidores de determinada “sub-marca” de algo maior e menos próximo do cliente final.

Isso não é novidade. Os próprios clientes já criaram essa segmentação quando decidiram criar a comunidade de fãs da Barbie no Facebook. Isso também já acontecia em divisões geográficas para empresas multinacionais (Twitter da Empresa EUA, Brasil, Itália, etc.).

Com isso, mídias sociais de um produto podem ser mais bem sucedidos que aqueles de marcas. Pior, colocar a presença de uma empresa nesse contexto ganha mais uma variável estratégica para ser analisada quando da decisão de entrar no vasto mundo social online. Junte essa com a identificação de perfis, escolha do canal social online, tática de métricas para medir o sucesso e preparação da equipe para a empreitada, e você tem um belo cenário complexo e traiçoeiro dos mares sociais.


2.0

1 abril 2008

http://businessshrink.biz/psychologyofbusiness/2008/02/28/company-gaming-google-search-results-leads-to-2-million-in-revenue/O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.

  • B2B 2.0
  • Consumidor 2.0
  • Automação de força de vendas 2.0
  • Call center 2.0
  • Supply Chain 2.0
  • CRM 2.0

Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.

UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.


Enterprise 2.0 – Socializando a empresa

1 abril 2008

No próximo mês irei participar de um congresso aqui na Holanda sobre as empresas 2.0 ou o uso de softwares sociais (2.0) nas empresas. O congresso se chama “De web 2.0 até empresa 2.0 – Socializando seus negócios” e terá a participação de figuras importantes de dentro desse contexto como Ross Mayfield, fundador e presidente do Socialtext e o professor da Harvard Business School, Andrew McAfee (aliás, ele tem um ótimo blog sobre o impacto da tecnologia da informação nos negócios). Prometo colocar aqui alguns dos insights que tiver durante o evento.


Leituras que valem a pena #24

9 março 2008

The Ten (and a half) Commandments of Visual Thinking: The Lost Chapter from The Back of the Napkin | Dan Roam
O autor explora o pensamento visual e prevê: Visual Thinking é o futuro no que tange solução de problemas nos negócios.

Free! Why $0.00 Is the Future of Business | Chris Anderson
Quando o pai do “Longa Tail” ou “Cauda longa” fala, o mercado é todo ouvido. Veja o tema do seu novo livro e entenda porque a economia da internet tende a zero na precificação de produtos e serviços.

Placebos, Price, and Marketing | Roger Dooley
Roger está dando continuidade a uma série de posts que exploram como o preço dos produtos influenciam diretamente na satisfação dos consumidores. Com uma explicação empírica e tudo.

Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.


O mundo é uma cópia…

11 fevereiro 2008

Imperdível…

Dê uma olhadela nos 13 produtos falsificados (que são comercializados abertamente em lojas comuns e supermercados pelo mundo) que foram campeões do Plagiarism Award 2008. Com destaque na reportagem da BusinessWeek para a frase: “nem todos os campeões são chineses“.

Onde estão os direitos autorais desse povo? Como controlar a incontrolável cópia? Questão de sobrevivência?


Elite blogosférica segundo eu

1 dezembro 2007

O Fabio Seixas passou a bola para que eu indicasse os meus cinco representantes da elite blogosférica. Mais do que indicação, é uma chance de trazer a vcs alguns blogs nacionais interessantes que acompanho. Compartilhar fontes. Sendo assim:

Techboogie – O Gilberto é um coolhunter e transmite em seu blog a ligação entre cybercultura e negócios.

CeticismoAberto – Promoção do ceticismo contra a pseudo-ciência.

CarreiraSolo – O Mauro faz um trabalho que admiro: reúne infos, divulga vagas, ajuda muito a comunidade de profissionais da web.

Blog Tecnisa – Não só por ser um blog corporativo de referência, mas pelo aproveitamento de outras ferramentas web dentro da companhia como Google Earth, SecondLife, Chats, Podcasts e vídeos no YouTube. O time de e-business liderado pelo Romeo Busarello e composto pelo Denilson Novelli estão por dentro.

Fabio Seixas – O meu xará também compartilha grande parte dos meus interesses de leitura.


As grandes inovações de todos os tempos

10 outubro 2007

semiconductor.jpgLarry Keeley da Doblin preparou uma lista das inovações que mais mudaram as vidas dos seres humanos. Tudo isso em termos de segurança, longevidade e padrões e qualidade de vida. A BusinessWeek publicou um slideshow sobre esta lista.

Cadê iPods, Googles e Blogs? Será que um dia ainda irão mudar a vida a ponto de significar mais do que a própria internet (item 13)?

1. Armas

2. Matemática e o número zero

3. Dinheiro

4. Impressão

5. Mercado livre e mercado de capitais

6. Agricultura e domesticação de animais

7. Posse de bens

8. Responsabilidade limitada

9. Democracia participatória

10. Cirurgia e anestésicos

11. Antibióticos e vacinas

12. Semicondutores

13. A Internet

14. Seqüenciamento genético

15. Contâineres


Comportamento dos consumidores – “quero” versus “deveria”

30 agosto 2007

A Harvard Business School conduziu um estudo sobre o comportamento dos consumidores no momento da compra de bens ou serviços. O estudo foi conduzido por Katy Milkman e Todd Rogers em conjunto com o Professor Max Bazerman.

É como se tivéssemos um anjo e um diabo falando no nosso ouvido, como aqueles que vemos em desenhos animados. Algo do tipo “Eu quero comprar isso mas eu deveria comprar aquilo”.

O estudo concluiu que as pessoas se comportam como se existisse multiplas personalidades com interesses conflitantes – batizados de “want-self” contra o “should-self” (ou “personalidade quero” contra “personalidade deveria”).

O want-self clama por gratificação instantânea, enquanto que o should-self olha os interesses em mais longo prazo.


Leituras que valem a pena #22

28 agosto 2007

Desde abril que eu não publicava nada na série Leituras. Aí vai.

The Encyclopedia of Business Cliches | Seth Godin
Seth preparou uma lista de clichês usados no mundo dos negócios para que os próprios leitores votem nos “piores” clichês

The Right Way to Use Web 2.0 | BusinessWeek
Especialistas avaliam a web 2.0 e maneiras de explorá-la com eficiência.

100 Websites You Should Know and Use | TED Blog
No âmbito da inovação o blog da TED nos trouxe uma lista interessante de websites que devemos conhecer e usar.


O início da queda

17 julho 2007

Matéria do dia 14 de julho do Los Angeles Times revela que algumas empresas estão saindo fora do Second Life. Como eu esperei por isso…

“You’re talking about a much smaller audience than advertisers are used to reaching”

Em outro post já falava que a presença das empresas na nova realidade virtual era errônea e não trazia benefícios aos poucos usuários que tem paciência para viver eletronicamente.

Está na hora de redirecionar os esforços para Blogs Corporativos. Essa outra onda já cresceu o bastante e já se é sabido que veio pra ficar.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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