Enfim pagamentos via celular.

12 julho 2005

Depois de fazer fotos e vídeos, tocar músicas e telefonar, aparelhos celulares já podem pagar contas no Brasil. A reportagem da IDG Now de ontem, anunciou que a empresa Wappa Benefícios entrou em operação oficial. A Wappa utiliza o aparelho móvel como ferramenta para o pagamento de benefícios concedidos pela empresa a seus funcionários.

Wappa Benefícios (c) Wappa.com.br

“À exemplo de um cartão de débito ou um tíquete eletrônico, o serviço permite que contas em restaurantes, viagens de táxi e compras em farmácias possam ser pagas com uma senha – nesse caso, o meio é o telefone e a confirmação vem via SMS. A empresa interessada, quando contrata o Wappa, faz uma lista com os nomes e números de celulares dos funcionários. Cada um deles têm uma conta, em que a empresa deposita os benefícios, tal qual um plano pré-pago de telefonia.

Após efetuar uma compra, o estabelecimento credenciado manda um SMS com detalhes da transação para o servidor da Wappa, que repassa o SMS com a cobrança para o usuário. Ele entra sua senha pessoal e recebe outra mensagem confirmando o fim da compra.”

A Wappa já havia anunciado este programa de pagamentos via celular há mais tempo, mas ainda corria como projetos pilotos. Vale ressaltar que o pagamento via celular é somente para BENEFÍCIOS.

Para o pagamento de contas (compras em lojas ou postos por exemplo) via débito eletrônico, sabemos que as duas empresas autorizadas a fazer isso aqui no Brasil são a Visanet e a Redecard e infelizmente esse monopólio não possibilitou ainda o pagamento via débito na sua conta corrente, ou o pagamento via desconto no seu crédito ou conta da operadora celular. Tudo por questões regulamentares ou de mercado de um país que ao meu ver está ficando atrasado neste contexto de mobilidade.

MobileLime (c) mobilelime.com

Enquanto isso no exterior, em alguns países do norte da Europa, pagar lojas ou comércio geral via celular já é uma realidade um pouco antiga. E a exemplo dos Estados Unidos, que ganhou ontem (também) um serviço de pagamento via celular, o MobileLime, que está funcionando em Boston, mas vai ser extendido a outras cidades em breve.

E ai, quando vou pagar balada ou supermercado via celular com desconto em minha conta-corrente???


Por quê o teclado é assim? Dos cliques mecânicos aos mais virtuais possíveis…

7 julho 2005

A primeira máquina de escrever foi feita em 1714 por um engenheiro britânico chamado Henry Mill. Nessa época, as letras eram dispostas no teclado em ordem alfabética. Mas para quem se lembra da mecânica das máquinas de escrever, sabemos que as letras eram impressas através de tipos de impressão que ficavam nas pontas de hastes metálicas acionadas pela pressão dos dedos no teclado. O problema era que essas hastes emperravam com freqüência.

Christopher Sholes, criou um layout de teclado que reduzia este emperramento constante. Esse layout é o conhecido padrão QWERTY que é usado até hoje nos teclados da grande maioria dos microcomputadores. Essa disposição das letras reduzia a freqüência com que os tipos se emperravam. Portanto foi uma solução para um problema puramente mecânico, que acabou sendo usado hoje em dia por acomodação dos usuários e inércia do mercado.

Dvorak Keyboard - Public Domain

Depois vieram outras inovações nas disposições das letras, como o exemplo de 1932 feito por John Dvorak e Willian Dealey (figura). O teclado Dvorak trouxe algumas mudanças para aumentar a produtividade e diminuir o cansaço das mãos. É uma inovação que existe mas não é na prática adotada pela maioria das pessoas. Algumas variações do padrão Dvorak também surgiram depois de sua invenção.

Com a tecnologia de hoje, estamos perto de algo como digitação por voz, ou digitação por conversão da escrita em letras. Ambas são possíveis, mas ainda com muito por evoluir devido às diferenças físicas (voz e caligrafia) de pessoa para pessoa. Com certeza serão áreas que evoluirão muito nos próximos anos devido a presença avassaladora de novas aplicações para a telefonia celular, que esta deixando de ser telefonia para se transformar em todo um completo serviço de dados e multimídia.

E falando em celular, escrever no tecladinho do celular ainda não é uma tarefa fácil e agradável, apesar dos auxiliares de escrita em diversas línguas terem facilitado muito esse processo. A tecnologia Predictive Text Input ou T9, é um padrão feito por uma empresa chamada Tegic e que é usado pelas principais fabricantes de aparelhos celulares. Facilitou bastante a vida dos escritores compulsivos de SMS, ou torpedo como foi chamado aqui no Brasil.

Siemens SX1 (c) VKB Inc./Siemens

Enquanto isso, vão surgindo outras maneiras de facilitar a escrita nos cada vez menores celulares e PDAs. A VKB Inc. é detentora da patente do teclado virtual a laser que promete uma grande revolução no auxílio à escrita em pequenos aparelhos. Basicamente é um teclado laser projetado em uma superfície lisa, que com o “teclar dos dedos” detecta o movimento e funciona! Mesmo usando o padrão QWERTY, só de fugir do minúsculo padrão alfanumérico já basta. O aparelho para ser conectado em PDAs já é vendido e pode ser comprado por cerca de US$199,00. A Siemens anunciou recentemente o lançamento de um celular com essa tecnologia (figura). E a Sybian que produz sistemas operacionais para a maioria das grandes fabricantes também anunciou que vai utilizar a tecnologia.

Prefiro ainda o futuro da digitação por voz ou por conversão da caligrafia manual, escrever todo esse artigo teria sido muito mais fácil do que “catar milho” no teclado.


Ajuda oportunista na velocidade da luz (tanto pra começar quanto pra terminar)

5 julho 2005

Recentemente publiquei um post aqui que falava de como muitos de nós nos comportamos como oportunistas na hora de fazer solidariedade. Há alguns meses atrás, mais precisamente dia 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunami no oceano índico como conseqüência de um terremoto. Foi uma catástrofe, um dia muito triste para a humanidade onde muitas vidas foram perdidas.

Tsunami (c) DigitalGlobe.com

A repercussão da tragédia foi enorme. Milhares de pessoas em todo o mundo ficaram comovidas com o tamanho da notícia que chegava rapidamente através da Internet, rádios e TVs. Tanto foi significativa essa notícia, que serviu para mostrar como a Internet já está praticamente em todo canto do globo terrestre, páginas e mais páginas de fotógrafos e repórteres anônimos traziam em primeira mão imagens e filmes que foram então utilizados pelas redes de TV. A Internet foi veloz para divulgar a notícia e também para motivar ações solidárias regionais e globais. Foi uma ferramenta poderosa.

Ontem, dia 7 de julho, o ataque terrorista em Londres repercutiu rapidamente em diversos sites e blogs na internet. As vítimas publicaram protestos com fotos e filmes feitos em celulares quase que imediatamente após os atentados.

Por outro lado, no plano físico, milhares de pessoas por todo o mundo começaram a se mexer e construir algum tipo de ação que pudesse ajudar todas aquelas famílias desabrigadas. Impressionante ver como podemos ser solidários quando realmente nos envolvemos. Aliás, envolvimento é tudo em todas as coisas que fazemos na vida.

No Brasil centenas de famílias montaram “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas do tsunami”, onde o objetivo era angariar alimentos e roupas para serem enviados para a Ásia. Ajuda oportunista no bom sentido, eram ações solidárias de valor e que precisavam ser feitas naquele momento. As redes nacionais de televisão mostravam esses brasileiros que estavam ajudando uma causa mundial – sempre de forma oportunista.

Porque eu digo oportunista?

Hoje já se passaram mais de 6 meses e seguramente muitas dessas pessoas que ajudaram de alguma maneira nem sequer sabem e nem querem saber como está a situação corrente. Se a situação por lá já está mais calma e mais assentada, onde estão os solidários brasileiros? Onde está a mídia cobrindo matérias de ajuda solidária?

Deixando o tsunami de lado, hoje vivemos no Brasil uma realidade social precária, onde milhares de pessoas morrem de fome ou não tem onde viver. Só porque não é uma coisa magnífica como um tsunami, um terremoto ou um vulcão, parece que o resto dos problemas nacionais passam desapercebido. A mídia brasileira só exporta desgraça, pobreza e tragédias para o exterior, e aqui dentro, o que vale são notícias de ibope. Mesmo assim nós brasileiros já estamos cansados de saber que existem pobres, famintos e sem terra no nosso país.

Se existe tanta gente morrendo no Brasil, onde estão os famosos “Postos de Arrecadação para ajudar as vítimas da(o) (escolha seu motivo)” ? Na época do tsunami eu via vários pelas ruas onde passava, hoje não vejo mais. Seriam aqueles postos um tipo de ajuda oportunista para aparecer? E sendo para aparecer, porque a mídia não mostra isso mais vezes e provoca uma motivação geral?

Pra mim o motivo é óbvio: Precisamos de uma catástrofe de gênero, número e grau elevadíssimo para despertar a boa alma.

Mas… espera um pouco. Existe maior catástrofe do que o que vivemos hoje no Brasil, com uma distribuição de renda desigual e fome generalizada?


Google Earth

29 junho 2005

A Google acaba de lançar a sua versão de “navegador terrestre”. Se trata do Google Earth, que era de uma empresa da califórnia chamada Keyhole e que foi comprada há alguns meses atrás pela Google.

O software tem aproximadamente 10 Mb e é gratuito para todos no plano básico, onde é possível acessar todos os mapas sem restrições de resolução ou acesso.

Nele você poderá navegar por todos os lugares do mundo vendo as imagens através de fotos aéreas ou de satélite. A cobertura com alta resolução se restringe apenas a algumas das principais cidades do mundo, principalmente as dos Estados Unidos, as quais possuem uma resolução ainda maior e mais algumas outras funcionalidades.
(c) Google Earth
No Brasil, temos somente a cidade de São Paulo em alta resolução (foto do estádio do Morumbi), ficando os arredores com um pouco menos de qualidade e o restante do Brasil apenas com vista para os principais acidentes geográficos.

A Google suspendeu ontem (29/06) os acessos para download do programa devido ao número grande de downloads e novos acessos. Segundo eles, devem liberar em breve novamente.


Atos Instintivos 2

26 junho 2005

BicicletaAs maneiras com que agimos na interação com o meio em que vivemos:

Adaptando – Nós alteramos o propósito e o contexto das coisas para atingir nossos objetivos

Reagindo – Nós interagimos automaticamente com espaços e objetos que encontramos

Respondendo – Algumas qualidades e características nos fazem se comportar de maneiras peculiares

Sinalizando – Nós transmitimos mensagens e lembretes a nós mesmos e a outras pessoas

Aceitando – Nós aprendemos padrões de comportamento de outras pessoas do nosso grupo social e cultural

Explorando – Nós tiramos vantagens de qualidades físicas e mecânicas que conhecemos

Usando – Nós fazemos uso das oportunidades presentes à nossa volta

Comecei com um site paralelo a este para publicações de fotos minhas (ou de quem quiser participar) sobre Atos Instintivos. A idéia é publicar fotos do cotidiano dos Atos Instintivos do Brasileiro, e é baseada no livro Thoughtless Acts, ao qual já fiz referencia aqui.

Este é o link para o site Atos Instintivos

Na barra vertical ao lado, também é possível acessar diretamente daqui deste site e ver uma introdução das fotos mais recentes do álbum.


A expressão através das placas

23 junho 2005

Copyright (c) Colors - Taschen BooksVarios tipos de sinais podem fazer parte de uma maneira de comunicação onde, cada indivíduo humano é bem capaz de traduzir as imagens em uma mensagem. Basicamente é assim:

Imagem + Interpretação Lógica Cognitiva = Mensagem

Essa interpretação parte do princípio que nós sendo vivos e vivendo o cotidiano, somos capazes de fazer associações daquela imagem com alguma experiência anterior na nossas vidas, ou seja, a imagem remete a uma experiência vivida antes.

Isso vale tanto para “imagens FIGURAS”, ou “imagens LETRAS”. Ainda nas letras temos algo mais, uma composição de imagens (palavras) transmitindo a mensagem.

Incrível é ver em alguns casos a incrível capacidade de criação do homem no momento da criação… Como uma placa de trânsito por exemplo, que por muitas vezes podem remeter a algo engraçado, de dupla interpretação ou passar a mensagem desejada. Esses podem ser sinais feitos meio que sem pensar ou por deficiência em algumas disciplinas vitais na comunicação como o alfabetismo ou cultura geral.

Dentro dessa linha, convido vocês a conhecerem um pouco mais do mundo dos sinais transmitidos via PLACAS:

Copyright (c) Colors - Taschen Books

- O Site Signs of Life possui um acervo interessante de placas curiosas pelo mundo.

- O livro 1000 Signs lançado pela Colors Magazine da Benetton, é um livro que tras placas do mundo inteiro reunidas por assunto, como por exemplo: Animais, Homem, Pare, Transporte, etc.

- Já no Brasil, temos o Brasil das Placas lançado pela Editora Abril que trata mais de erros de português ou placas que anunciam um estabelecimento de nome incomum.


Pulseiras da moda ou da distância?

12 junho 2005

Um dia, há varios meses atrás eu vi um sujeito usando uma dessas pulseiras amarelas e confesso que fiquei curioso por saber do que se tratava esse ornamento uma vez que comecei a perceber a sua presença em vários braços a partir de então.

Se tratava da pulseira lançada pela fundação de um famoso ciclista para angariar fundos em prol das jovens vítimas do Câncer, que juntamente com uma grande companhia de equipamentos esportivos, através do seu website passou a vendê-las aos milhões.

Não que não seja uma ótima campanha, muito séria e comprometida com seus objetivos financeiros e “marketeiros” (falo disso mais tarde). O mundo precisa disso, a solidariedade das pessoas comprando essas pequenas lembranças. Uma ótima oportunidade para mover as pessoas a colocar dinheiro na solidariedade. Muitos de nós não fazemos nada para construir ou tentar ajudar um próximo necessitado, assim, essas pulseiras são um escambo muito justo, faz com que o indivíduo dôe seu dinheiro indiretamente, recebendo um “recibo” por isso. Recibo esse que poderá ser mostrado aos seus amigos na sociedade capitalista de hoje que ele é uma pessoa “engajada” com a ajuda e as boas ações. Quem sabe até propagar a boa ação pelos amigos e parentes próximos.

Feliz a idéia do nosso ciclista que fomentou diversas ações do gênero pelo mundo surgindo assim todo uma nova linhagem de “pulseiras solidárias”. Repito, não é que não seja uma boa idéia, é ótimo e tem trazido bons resultados, mas quero mostrar que precisamos ser sensatos ao comprar uma delas, e perceber que podemos fazer ainda mais pelo mundo do que simplesmente “andar na moda”. Além das pulseiras ainda existem outras maneiras de ajudar, não basta ajudar na “onda da moda”, tem que ajudar sempre. Em uma outra oportunidade, outro dia, gostaria de falar sobre essa “ajuda oportunista”.

Aqui no Brasil eu percebo que somos muito Humanos com “H” maiúsculo, fomos tomados subitamente pela febre das pulseiras, todo mundo, todo mundo ajudando… ajudando? Sim, ajudando… ajudando também nossos amigos falsificadores a ganhar mais dinheiro por causa de MODA, sim, Humanos gostam de ficar na moda, estar sempre da maneira que estão os demais da sua tribo, se parecer bem e no alto da hierarquia do bem estar que nós buscamos em nós mesmos: ser aceito pelos outros Humanos.
Infelizes são os falsificadores que para não passarem fome, seja aqui ou seja em outro país, são muitas vezes astutos e acompanham uma onda que pode trazer o seu ganha pão. E no final o que temos? Que a pulseira da solidariedade acaba servindo também para os “pobres” falsificadores! Bom? Mal? Veremos…

Faço uma pequena interrupção na linha de raciocínio porque queria ainda completar um outro aspecto. A fraternidade, amizade e solidariedade são coisas que estão na moda também. Hoje em dia as empresas estão cada vez mais investindo em programas de responsabilidade social. Através de voluntários do próprio corpo de funcionários, a empresa entra com o patrocínio ou eventos que promovem o crescimento da sociedade necessitada utilizando a sociedade mais abastada.

Assim, ao comprarmos a pulseira temos que botar a mão na cabeça e pensar: Estamos ajudando? Ou estamos tentando ficar longe da pobre realidade social ajudando remotamente, indiretamente, à distância? Temos medo?

Algema com pulseira

Aos que compram as falsificadas, não temos como saber de onde vem e se o falsificador é realmente pobre. Se ele utiliza mão de obra infantil ou promove o tráfico com o dinheiro.

Por outro lado, aos que compram as originais, lembrando do marketing que as empresas estão fazendo com a Responsabilidade Social, sabemos que o dinheiro provavelmente vai promover o bem. Porém não sabemos se a empresa também não usa mão de obra infantil ou conta com empresários corruptos que desviarão uma parte da grana. A Responsabilidade Social pode ser uma mascara ou um elixir que apaga a memória de todos nós, pobres consumidores capitalistas.

E os que compram pela moda? Nem precisamos nos preocupar, pois eles nem devem ter entendido tudo isso… pecam pela inocência.

Como diria Luciano Ligabue de um grupo de rock italiano em uma de suas canções: Baby, é um mundo super.


Atos Instintivos

8 junho 2005

Foto publicação do site oficial.Thoughtless Acts é um livro muito interessante que fala sobre atos humanos instintivos ou impensados. Compilado pela Janet Fulton Suri que integra o time de profissionais da IDEO, o livro consiste em um conjunto de fotografias que mostram como nós adaptamos, usamos, interagimos, sinalizamos e adequamos a nossa existência com o ambiente e os objetos que nos circundam.

Trecho da introdução:
“Algumas ações, como por exemplo segurar em algo para balançar, são universais e instintivas. Outras, como aquecer as mãos em uma caneca quente ou acariciar veludo, se baseiam em experiências tão incorporadas que se tornam quase inconscientes. Pendurar um paletó para reservar uma cadeira se tornou espontâneo através de hábitos e aprendizagem social. A observação de cada uma dessas interações cotidianas revela detalhes sutis sobre como nós relacionamos com o mundo natural e projetado. Esta é a informação e a inspiração chave para o design, e um ótimo ponto de partida para qualquer iniciativa criativa.”

O livro publicado pela Chronicle Books não tem versão brasileira mas pode ser encontrado nas grandes lojas on-line internacionais. O site oficial é uma oportunidade de conhecer melhor o livro e também possui uma seção dedicada a fotos enviadas por leitores com suas próprias observações.

Um ensaio no final do livro nos ensina a perceber melhor essas ações inconscientes gerando a oportunidade de enchermos os olhos com fascinação.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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