7 aleatórias sobre blogs

10 outubro 2008
  1. O blog é mais que seu cartão de visita. Com o tempo ele vai falar mais de você que um mero espaço de 9×5 cm.
  2. Alguns blogs tem tanto anúncio que me pergunto se quantidade dá lucro. E a suposta qualidade que o autor deveria praticar? E a poluição visual?
  3. Blogueiros gostam de falar sobre eles mesmos. E seus blogs. Isso é gostar do que se faz.
  4. Já temos um cemitério no ar. Blogs de pessoas que se foram podem ficar e fazer com que a presença nessa vida seja ao menos estendida um pouco.
  5. Temos berçários também.
  6. O blog luta por seu espaço na mídia. Mas blog é diálogo. Mídia não é diálogo (ao menos ainda). Não combina. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mania de comparação que temos.
  7. Os blogs de uma nação mostram o caráter e características do seu povo.


Enquanto eu estava de férias…

21 setembro 2008

…muita coisa aconteceu. No nosso mundinho online a minha percepção me conta:

- No Twitter todo mundo parece estar escutando ♫ agora. Ainda mais, podem fazer várias coisas… ✈ ☎ ☠

- A Microsoft está fazendo com que todo mundo abra seu peito e fale bem alto “Eu sou um PC“. Os blogueiros estão a mil.

É isso. Tem muito mais acontecendo, mas é isso.


Popularidade dos blogueiros não significa credibilidade

20 junho 2008

Falou tá falado

Todos confiamos nas indicações de amigos próximos ou da própria família para o consumo de novos produtos ou serviços. Isso faz parte de uma relação de confiança conquistada pela proximidade, mesmos ideiais, conhecimento das nossas preferências, e assim por diante. Acredito que nenhuma ação de marketing, tanto online quanto offline, jamais conseguirá ter o mesmo poder de persuasão. Seria o mesmo que dizer que uma companhia tem uma marca fortíssima, um porto seguro, e consegue enxergar o que você necessita nesse exato momento. Para começar quase nenhuma empresa “conversa” com seus clientes, não são onipresentes, e nós todos temos uma certa aversão a acreditar no que eles dizem por experiências próprias.

Se você teve problema eu também vou ter

Em uma segunda categoria de confiança está o testemunho de consumidores que passaram pela experiência de consumo antes. Eles dividem suas impressões e opiniões sobre o que ocorreu na internet ou em sua comunidade e, de uma forma mais amena, influenciam a decisão daquele que quer gastar. O grande abismo que separa isso de uma indicação de amigo/família é a capacidade de proativamente indicar produtos que você provavelmente está precisando mas não se deu conta ainda.

Ambos casos acima tem uma peculariedade semelhante: credibilidade.

Sendo assim, o que dizer de empresas que utilizam blogueiros influentes para divulgar seus produtos? São eles mais críveis do que pensamos?

Para responder, a firma de pesquisas Pollara divulgou uma pesquisa em abril/2008 sobre o uso de blogueiros famosos na divulgação de propagandas. O lance é que a bola deles não está tão cheia segundo a pesquisa. Depois eu vi, do lado oposto, a recente pesquisa da Forrester divulgada no último dia 12 dizendo que os marketeiros devem ficar de olho nos usuários mais ativos dentro das redes sociais, pois são eles que poderão ter uma voz de comando mais significativa.

Um ponto para cada lado.

Pausa para reflexão (necessária nesse mundo “informaçãoníaco“).

Se você acompanhou o raciocínio não é difícil entender que os dois cenários mais acima são de fato mais influentes que os próprios blogueiros influentes (os quais nem sempre são nossos amigos ou consumiram o produto por livre vontade e tiveram uma autêntica experiência). Mas cada um tem o seu papel. O blogueiro famoso sempre será mais convincente que um anônimo. E mais, os blogueiros são o que as empresas encontraram e que estão mais próximos dos consumidores no momento.


Blogueiro brasileiro morre de infarto?

8 abril 2008

O IDG Now reporta: “New York Times destaca casos de blogueiros que sofreram infarto e relata os males do trabalho 24 horas por dia, sem interrupção. A atividade de blogueiro começa mostrar sinais que podem enquadrá-la na categoria de “profissões de risco”, confome mostra uma reportagem do New York Times.”

1 – Galera, pega leve na blogosfera. Tem gente parando de trabalhar durante o dia (como eu nesse momento) para postar alguma coisa. 1 vez ao dia não faz mal, mas tudo em exagero faz mal. Mas, no fundo, algo me diz que brasileiros, mesmo quando 100% dedicados como blogueiros, dificilmente vão se estressar tanto como os americanos.

2 – A morte é uma das únicas certezas nessa vida. Se blogar é algo que realmente o deixa feliz, morra blogando, mas morra feliz. Se você quer viver mais ou blog é seu meio de vida porém não traz felicidade, reveja seus conceitos e estabeleça margens entre trabalho (blog), vida social e entretenimento off-line.

3 – Blog é blog. Está em pauta, todo mundo fala nisso hoje em dia. Porém, se a reportagem mostrou só 2 blogueiros que falerecam de infarto em uma blogsfera de mais de 150 milhões de blogs, acho que estamos indo bem.

4 – Acho que não levo reportagens muito a sério porque na maioria delas sinto que existe muita generalização de conceitos e não fatos comprovados e empíricos atingindo larga escala de diferentes aspectos do assunto em questão. Talvez eu esteja redondamente enganado, mas ceticismo (ainda quando tenho uma religião) é uma palavra que me agrada muito. Mas já fugi completamente do assunto o qual comecei essa discussão. That’s what blogging is about!


CONVERSAS! – não meras fontes de notícias

27 março 2008

Vi hoje na Folha de S.Paulo a matéria “Jornal domina noticiário na internet e ganha leitor” divulgando os resultados de um relatório americano chamado “The State of the News Media 2008“. Sempre afirmei aqui que temos que ver pesquisas ou notícias de forma neutra e com a vigilância epistêmica ativada. O exercício é contra-argumentar. Dois fatos chamaram minha atenção no resultado da pesquisa os quais eu discordo de ambos categoricamente:

Os dez principais sites de notícias, em sua maior parte de marcas tradicionais, estão mais para uma oligarquia do que para a democratização via internet prevista por obras como “A Cauda Longa”

Na lista de fontes importantes (confiáveis) de notícias, os blogs apareceram no final. 30% dos americanos consideram blogs fontes confiáveis de notícias. Outros são sites de notícias (81%), televisão (78%), rádio (73%), jornais (69%), amigos e vizinhos (39%) e revistas (38%)

Primeiramente não entendo porque o blog foi tratado como fonte de notícias quando seu propósito é ser uma ferramenta de conversação. Tenho clara em minha mente essa diferença. Depois, mesmo os websites tradicionais que fazem parte do “clubinho dos 10″ citados acima, se beneficiaram do aumento da audiência por conta da democratização da internet, tanto em número de leitores como em feedbacks com maior qualidade e quantidade do público leitor – os blogueiros linkam notícias também. Então por quê ser separatista no uso do termo oligarquia versus democratização? Não são os blogs ferramentas acessíveis a todos que querem se expressar, e não é a internet o melhor meio para ser ouvido, mesmo que sejam por poucos?


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Preciso postar algo no meu blog

17 janeiro 2008

Essa frase acima não é meio besta? Se vc somar o “… é que ultimamente ando meio ocupado…” fica mais besta ainda…

Tenho visto vários blogs e blogueiros se incomodando com o fato de que não postaram nada nos últimos dias e estão lamuriando on-line essa ausência. Eu também sou bobo porque já devo ter escrito aqui alguma coisa desse gênero.

Se tanta gente não considera o blog uma ferramenta bacana de comunicação, o que dizer do sentimento compulsório de que TEMOS que postar alguma coisa? Soa estranho para quem não dá a mínima para blogs e até para quem dá a máxima. O blog, além de incutir diversas experiências novas nas nossas vidas, também nos torna escravos. Ficamos presos a essa necessidade “inata” de escrever algo.

Algumas vezes tenho a sensação de que não é necessário se justificar. Apenas faça seu trabalho bem e bem feito.


Memética e viralidade

19 outubro 2007

A blogosfera fala bastante a palavra ‘meme‘ e a emprega para fazer com que outros blogueiros repitam uma mesma ação, sendo influenciado pelo blogueiro anterior e chamando novos a participar. Um exemplo é a lista de resoluções para o ano novo.

Todo mundo também fala muito em ‘marketing viral‘ e, assim como as pessoas que falam em memes, quase nenhuma jamais leu um livro do Richard Dawkins ou da Susan Blackmore.

O Dawkins é o criador da palavra “meme”. É a extensão dos conceitos de Darwin para explicar a propagação de idéias e os tais marketings virais. Ou seja, a propagação das idéias ocorrem de forma similar ao da propagação dos genes. A memética é o estudo da transmissão das idéias, e a genética é o estudo da transmissão das características biológicas.

Vamos divagar…

- Ontem o Seth Godin publicou um post explicando que Marketing boca-a-boca e Marketing viral não são a mesma coisa. Discordo. Sob o ponto de vista de memética eles são.

- Aplicar o termo “meme” para essa cadeia de listas da blogosfera é de certa forma errôneo. Não ocorre uma transmissão de idéias espontânea, o convite aos outros blogueiros e sua subseqüente participação está mais para um “átomo social” do que para um meme.

- Mais intrigante. Se as empresas conhecessem um pouco mais das teorias evolucionistas, iriam elas ter mais êxito na formulação de ações de marketing? Lógico. Memética na ementa dos cursos já!

- A figura abaixo ilustra o ciclo de um meme. A Market Semiotics que conceptualizou o traçado.

chart_memetics.gif


Nem só de monetização vive o blogueiro

28 agosto 2007

A frase acima é verdadeira e acredito que 100% dos demais blogueiros provavelmente concorda comigo. O problema é que parece que a mídia só percebe isso (ou é isso que ajuda a notícia se vender). Parece que o BlogCamp só discutiu monetização (não sei se isso é verdade porque eu não fui, mas a mídia só está falando disso e do Estadão). E o pior problema é que qualquer um que não conhece blogs acha que a finalidade é somente essa.

Essa semana me perguntaram se eu escrevo um blog para tentar ganhar dinheiro. No fundo eu diria que sim, mas por meio de relacionamentos e geração de oportunidades de negócio porque afinal de contas eu escrevi um livro por causa deles (os blogs). Não pelo uso de ferramentas X ou Y ou vendendo a minha capacidade de liderar, influenciar ou atrair leitores para terceiros.

Não sou contra a profissão blogueiro, mas acho que tem muita gente gerando informação desnecessária poluindo (e isso já se é sabido há bastante tempo) a internet.

O leque blog é amplo e dentro dele existem diversos nichos de atuação. Sei lá, só quis escrever isso para o caso de algum marinheiro de primeira viagem passe por aqui.


Nosso querido “Anticristo”

30 julho 2007

Eu já havia lido a respeito de Andrew Keen e seu livro: “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture“. O cara basicamente “amaldiçoa” os blogueiros e a web 2.0 porque nós, usuários finais, podemos estar sendo iludidos por um jornalismo sem credibilidade e excesso de informação inútil.

É que hoje saiu uma pequena entrevista com ele na Folha de S.Paulo (necessário ser assinante para ler).

Até certo ponto acredito que a visão de Keen está correta, porque tem muita gente entrando na onda dos blogs para poluir o universo informativo da internet visando outros ganhos.

“Não vejo como a web 2.0 está democratizando a mídia, acho que acontece o oposto: a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e não acho que a segunda geração da web esteja reproduzindo isso.”

Certamente é muito, mas muito difícil ler um blog que forneça informação de qualidade, mas eles existem. Ele peca por generalizar demais.

Meu livro não defende que as pessoas não tenham blogs, apenas que não finjam que são substitutos da mídia tradicional ou representantes de fontes de informação confiáveis sobre o mundo. Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo?

Aí ele falou uma coisa séria. Blogs verdadeiros vs. blogs falsos. A comunidade deve sempre buscar desmascarar tentativas artificiais de manipulação ou de autopromoção. Se não existisse o conceito web 2.0 ou mesmo o conceito blog, acho que seria inevitável dizer que ainda assim as pessoas encontrariam meios de se expressar na rede.

Como em toda evolução tecnológica – Schumpeter tem haver com isso – a sustentação só ocorre com a educação. Ou seja, a civilização deve evoluir, se educar para adaptar. Devemos estar sim mais preparados para filtrar melhor o ruído, e não censurar o movimento inovador que estamos vivendo na comunicação.

Valeu Pedro pelo link da Folha.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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