7 aleatórias sobre blogs

10 outubro 2008
  1. O blog é mais que seu cartão de visita. Com o tempo ele vai falar mais de você que um mero espaço de 9×5 cm.
  2. Alguns blogs tem tanto anúncio que me pergunto se quantidade dá lucro. E a suposta qualidade que o autor deveria praticar? E a poluição visual?
  3. Blogueiros gostam de falar sobre eles mesmos. E seus blogs. Isso é gostar do que se faz.
  4. Já temos um cemitério no ar. Blogs de pessoas que se foram podem ficar e fazer com que a presença nessa vida seja ao menos estendida um pouco.
  5. Temos berçários também.
  6. O blog luta por seu espaço na mídia. Mas blog é diálogo. Mídia não é diálogo (ao menos ainda). Não combina. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mania de comparação que temos.
  7. Os blogs de uma nação mostram o caráter e características do seu povo.


Aprendendo a viver e deixando de se impressionar

3 junho 2008

Estava atualizando o Blog Corporativo Wiki fazendo algumas pesquisas na rede e vi algumas notícias sobre uso de blogs para diferentes objetivos. Daí percebi que não dava mais importância para isso como antes. Já vi tanto sobre o assunto que simplesmente não estou reagindo mais a esses “estímulos”.

Na mesma hora lembrei de uma música do cantor/compositor italiano Giuseppe Povia chamada “Quando as crianças fazem oh“. A música é sobre a pureza das crianças e de como esquecemos de nos impressionar com as coisas simples da vida como a chuva.

Imagino um ciclo de aprendizagem do seguinte modo: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer.

Se manter aberto a novidades é importante para evoluírmos com criatividade, mas ao mesmo tempo considero importante saber e sempre se lembrar do caminho que nosso conhecimento tomou até aqui. Ignorar algo que possa parecer batido é prepotente. Além disso, é o primeiro passo para perder novas oportunidades.

É super piegas dizer isso, mas oportunidade, assim como a flecha lançada e a palavra pronunciada, não volta.


Títulos devem ser bem escritos

1 junho 2008

[[ Se você manja tudo de internet seja paciente - estou sendo didático nesse post ]]

Quando um blogueiro ou jornalista termina de escrever seu texto, ele precisa sempre decidir qual será o título do seu post, artigo ou notícia. Isso me remete ao colégio durante as aulas de redação, onde escolhíamos o título do texto após escrever ou dávamos uma revisada no título escolhido antes para deixar o leitor mais interessado.

O tempo passou e, o que antes era escrito à mão ou publicado em papel, hoje é publicado em blogs e páginas online. Cada post ou artigo passa a aparecer então como uma lista de posts ou lista de artigos na página e até mesmo em feeds RSS.

Os títulos são lidos pelas ferramentas de busca (por meio dos robôs) e acabam sendo referência de palavras-chave durante a busca. Por isso é importante que o título seja atrativo – ele é o primeiro retorno quando você busca alguma coisa na rede.

Segundo, e por isso escrevo esse post, eu disse que o título aparece em listas de artigos ou em leitores (agregadores) de RSS como o Google Reader. Quem usa um agregador geralmente “assina” o conteúdo de dezenas ou mesmo centenas de blogs e sites de notícia. Pior. Quem usa o agregador acaba tendo sua produtividade atrapalhada pela imensidão de coisas a ler, assim, ele só lê aquilo onde o título interessa mais.

Sim, o mundo exige cada vez mais das pessoas porque as próprias pessoas estão falando mais alto (com a internet e os blogs todo mundo tem um palanque). Como tudo na vida, se você quer se destacar, você tem que trabalhar mais. Portanto, se você quer atrair leitores, você tem que ser autêntico na escolha do título. Depois na qualidade do conteúdo.

Se você não fizer assim, seus concorrentes ganharão a atenção do público.

Comparação básica entre três jornais:

IDGNow!
Jornais da Bélgica pedem indenização de US$ 77,5 milhões ao Google

INFO Online
Belgas vão à Justiça contra Google News

O Globo Online
Jornais querem indenização de US$ 77 milhões do Google News

Qual você escolheria se você estivesse passando os olhos pelos títulos. O mais curto é mais fácil de ler na minha opinião, mas eu acabei lendo o terceiro. Qual você escolheria?

Escolha do título significa tráfego para seu site (principalmente caso não mostre a notícia inteira no feed, apenas uma lista) e consequentemente mais cliques em anúncios, mais notícias lidas com você, mais possibilidade de conquistar leitores ou clientes.


Conteúdo gerado por empresas

29 abril 2008

Key to company visibility - Mauro Lupi presentationSopa de letrinhas para classificar o caos de informação que encontramos na internet hoje. Depois de User Generated Content (UGC) e Employee Generated Media (EGM), me deparei ontem com o EGC (Enterprise Generated Content).

Parece brincadeira, mas esse tal de “Conteúdo gerado por empresas” faz realmente sentido.

Nas tentativas de ganhar visibilidade no mercado, as empresas sempre criaram dois tipos de fonte de informação sobre ela: Publicidade e Conhecimento. No começo só a publicidade imperava com mais força, com uma pequena ajuda do marketing boca-a-boca dos clientes satisfeitos (reconhecimento por conhecer vantagens da marca). Mas com a quebra das barreiras de comunicação, o conhecimento passou a ser uma interessante forma de fazer com que sua marca seja reconhecida no mercado. Conhecimento hoje em dia é o conteúdo gerado pela empresa para obter reconhecimento.

As empresas passaram então a dar mais importância para a geração de conteúdo e públicar artigos em websites, slides no slideshare, posts em blogs corporativos, e qualquer outra forma de contribuição que ao mesmo tempo eduque os clientes e elucide a marca. A web 2.0 trouxe uma série de plataformas para viabilizar essa geração incontrolável de conteúdo.

O slide da apresentação do Mauro Lupi acima descreve o que ocorre. Que tipo de visibilidade a empresa pode ter com o mercado? – Resposta: a paga e a conquistada.

No final, nós, meros consumidores teremos que conviver com o oceano de bits que compõe a internet. No final (ou seria hoje?), não somente as empresas precisarão de peneiras, conforme descrevi nesse artigo, todos nós precisaremos de peneira, filtro solar e sombra. Porque a peneira não tampa o sol.

Peneira versus Esponja


O que você vê é o que você compra?

16 abril 2008

Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?

No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.

Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.

É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?

Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.

Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.
Pundo3000.com
Pundo3000.com
Pundo3000.com

Fonte: Barcode


Blogueiro brasileiro morre de infarto?

8 abril 2008

O IDG Now reporta: “New York Times destaca casos de blogueiros que sofreram infarto e relata os males do trabalho 24 horas por dia, sem interrupção. A atividade de blogueiro começa mostrar sinais que podem enquadrá-la na categoria de “profissões de risco”, confome mostra uma reportagem do New York Times.”

1 – Galera, pega leve na blogosfera. Tem gente parando de trabalhar durante o dia (como eu nesse momento) para postar alguma coisa. 1 vez ao dia não faz mal, mas tudo em exagero faz mal. Mas, no fundo, algo me diz que brasileiros, mesmo quando 100% dedicados como blogueiros, dificilmente vão se estressar tanto como os americanos.

2 – A morte é uma das únicas certezas nessa vida. Se blogar é algo que realmente o deixa feliz, morra blogando, mas morra feliz. Se você quer viver mais ou blog é seu meio de vida porém não traz felicidade, reveja seus conceitos e estabeleça margens entre trabalho (blog), vida social e entretenimento off-line.

3 – Blog é blog. Está em pauta, todo mundo fala nisso hoje em dia. Porém, se a reportagem mostrou só 2 blogueiros que falerecam de infarto em uma blogsfera de mais de 150 milhões de blogs, acho que estamos indo bem.

4 – Acho que não levo reportagens muito a sério porque na maioria delas sinto que existe muita generalização de conceitos e não fatos comprovados e empíricos atingindo larga escala de diferentes aspectos do assunto em questão. Talvez eu esteja redondamente enganado, mas ceticismo (ainda quando tenho uma religião) é uma palavra que me agrada muito. Mas já fugi completamente do assunto o qual comecei essa discussão. That’s what blogging is about!


CONVERSAS! – não meras fontes de notícias

27 março 2008

Vi hoje na Folha de S.Paulo a matéria “Jornal domina noticiário na internet e ganha leitor” divulgando os resultados de um relatório americano chamado “The State of the News Media 2008“. Sempre afirmei aqui que temos que ver pesquisas ou notícias de forma neutra e com a vigilância epistêmica ativada. O exercício é contra-argumentar. Dois fatos chamaram minha atenção no resultado da pesquisa os quais eu discordo de ambos categoricamente:

Os dez principais sites de notícias, em sua maior parte de marcas tradicionais, estão mais para uma oligarquia do que para a democratização via internet prevista por obras como “A Cauda Longa”

Na lista de fontes importantes (confiáveis) de notícias, os blogs apareceram no final. 30% dos americanos consideram blogs fontes confiáveis de notícias. Outros são sites de notícias (81%), televisão (78%), rádio (73%), jornais (69%), amigos e vizinhos (39%) e revistas (38%)

Primeiramente não entendo porque o blog foi tratado como fonte de notícias quando seu propósito é ser uma ferramenta de conversação. Tenho clara em minha mente essa diferença. Depois, mesmo os websites tradicionais que fazem parte do “clubinho dos 10″ citados acima, se beneficiaram do aumento da audiência por conta da democratização da internet, tanto em número de leitores como em feedbacks com maior qualidade e quantidade do público leitor – os blogueiros linkam notícias também. Então por quê ser separatista no uso do termo oligarquia versus democratização? Não são os blogs ferramentas acessíveis a todos que querem se expressar, e não é a internet o melhor meio para ser ouvido, mesmo que sejam por poucos?


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Revisitando o Cluetrain

19 fevereiro 2008

Há 10 anos o Cluetrain manifesto foi lançado. Em um evento recente em Nova Iorque para revisitar seu conteúdo, Doc Searls (um dos autores) esteve presente e a conversa foi acompanhada por Josh Bernoff da Forrester.

No post do Josh tem bastante informação e 10 pontos que Doc destacou na conversa sobre propaganda na web 2.0.

Só escrevi este post para refletir a opinião de Doc sobre Web 2.0. Segundo ele, O’Reilly (inventor do termo) deu muita ênfase ao software. E web 2.0 não é sobre software, é sobre a maneira como relacionam-se empresas e mercado dentro de um novo contexto.


Preciso postar algo no meu blog

17 janeiro 2008

Essa frase acima não é meio besta? Se vc somar o “… é que ultimamente ando meio ocupado…” fica mais besta ainda…

Tenho visto vários blogs e blogueiros se incomodando com o fato de que não postaram nada nos últimos dias e estão lamuriando on-line essa ausência. Eu também sou bobo porque já devo ter escrito aqui alguma coisa desse gênero.

Se tanta gente não considera o blog uma ferramenta bacana de comunicação, o que dizer do sentimento compulsório de que TEMOS que postar alguma coisa? Soa estranho para quem não dá a mínima para blogs e até para quem dá a máxima. O blog, além de incutir diversas experiências novas nas nossas vidas, também nos torna escravos. Ficamos presos a essa necessidade “inata” de escrever algo.

Algumas vezes tenho a sensação de que não é necessário se justificar. Apenas faça seu trabalho bem e bem feito.


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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