Encerramento deste blog

31 maio 2011

Caro amigo leitor, com a aproximação do lançamento do meu segundo livro: “Estratégia em Mídias Sociais – Como romper o paradoxo das redes sociais e tornar a concorrência irrelevante“, eu decidi reunir os meus dois blogs: Blog Corporativo e Serendipidade em um único endereço que passará a ser:

http://www.fabiocipriani.com

Todos os posts deste blog já foram transferidos para este novo endereço e o novo feed RSS é http://feeds.feedburner.com/FabioCipriani. Fique a vontade para alterá-lo. Para facilitar, eu vou substituir a fonte do RSS dos meus dois blogs originais diretamente no Feedburner, assim, não se faz necessário alterar o endereço no seu leitor de feeds. Além disso, os comentários neste blog serão desativados.

Obrigado a você que acompanhou os posts nesses últimos anos e espero vê-lo no novo endereço!


Mídias Sociais, relacionamento Homem-”Máquina” é mais eficiente

23 março 2009

ipodvendingmachineNesse final de semana estive em Cracóvia lutando contra meu joelho. Sim, eu caí entre a plataforma e o trem quando estava embarcando e tive um final de semana mais desafiador. Felizmente não quebrei nada e passo bem. Só o meu relaciomento com o trem que não foi dos mais felizes.

Mas por “máquina” eu não quis dizer trem nem macchina. As aspas significam que o relacionamento ainda é entre seres humanos, mas com um intermediário não-síncrono como e-mail, blogs, redes sociais, etc. Coisas que não requerem a contraparte dar uma resposta imediata.

Pois bem. A minha história ocorre ainda em Cracóvia. Por causa de muitos hotéis em Varsóvia toda semana (estou em projeto na Polônia) estava sem limite no cartão de crédito. Liguei umas 3 vezes para o help desk para tentar pegar um aumento temporário de limite. Foi uma batalha mortal com a atendente e sem sucesso. Ela me dava mil razões para não aumentar um mísero centavo de Euro.

Aí entrei no website, olhei a página de FAQ, e vi que eles poderiam aumentar o limite por pedido via email. Enviei.

2 horas depois o meu limite tinha aumentado!

Ambos email e ligação foram encaminhados para a pessoa correta, mas porque quando você conversa com uma pessoa “ao vivo” a coisa muitas vezes não anda?

O primeiro motivo que me vem em mente é essa tendência humana de querer contradizer o próximo e a mania de criticar. Ou talvez é porque temos atendentes despreparados e/ou pressionados pela solução imediata que uma ligação telefonica requer.

O fato é que via um intermediário a coisa parece andar melhor. É uma mera constatação, mas que pode ajudar muito no campo do estudo das mídias sociais e seu uso pelas empresas para promover uma melhor experiência do cliente com a marca. Outro exemplo de “máquina” intermediária são as as vendas online. Um sucesso absoluto em crescimento pleno com a vantagem de não precisar aturar vendedores chatos.

A falta de imediatismo da maioria das mídias sociais certamente será um dos fatores de sucesso do seu uso por empresas.

Fonte da imagem


Jogos blogosféricos – o umbigo pop

23 dezembro 2008

Blogopoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogpoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogstar @ blogstargame.com
As pessoas e a sociedade desenvolvem a tecnologia para atender suas demandas. Ao mesmo tempo, a tecnologia, fruto do esforço do homem, molda a sociedade provocando novas atitudes, mudanças de comportamento e cultura. É a simbiose que constitui o nosso zeitgeist.

A introdução do post pode parecer séria, mas o conteúdo não é. O tema da vez é entretenimento. Mais especificamente jogos e passatempos baseados na blogosfera, uma modalidade de divertimento que é impulsionada pelos próprios blogueiros – principalmente entre os escolhidos para estrelar o seleto grupo de participantes. Um exercício pretencioso e saudável de navel-gazing que combina estrelato, reputação e polêmica.

Começo com alguns exemplos brasileiros. Em 2007, talvez estreando a modalidade no Brasil, o blog Treta divulgou suas cartas que constituíam parte do novíssimo SupeTrunfo Blogs de blogs brasileiros. Quase ao mesmo tempo o carioca Fabio Lopez lançava o War in Rio, parte de outra modalidade que chamaremos aqui de um ‘espelho da realidade‘, o choque da realidade com a sociedade nos moldes que apresentei logo no primeiro parágrafo, e que certamente foi referência para a criação do Blog War no início de 2008. Por último consegui encontrar referências a dois ou três diferentes tipos de Caça-Palavras da blogosfera como esse do blog Karynemlira.

Fora do Brasil temos exemplos na espanha representado pelo Juego de la Blogosfera de 2007, visivelmente baseado no “Quantas bandas você consegue encontrar?” divulgado pela Virgin Digital em 2005 e que virou febre gerando muitas outras versões criadas por outras marcas como M&M’s e Vodka Absolut. Uma variação do clássico “Onde está Wally?“, criado em 1987. Já o cosmopolita chinês littleoslo “plagiou” o Blogopoly, criado em 2004, ao criar o Blogpoly em 2005, o banco imobiliário dos blogs que explodiu quando foi linkado pelo BoingBoing ainda em 2005. Existe uma versão espanhola também.

Para completar a história, deixo o link para o mais recente e completo trabalho no universo do entretenimento blogosférico: o BlogStar Game. Mais um “banco imobiliário” dos blogs criado por dois italianos (via Catepol 3.0). O jogo é comercializado de verdade (acho que até a Hasbro descobrir) e pode ser obtido em PDF para impressão gratuitamente. Haja criatividade…

Um pequeno update: Você pode jogar Blogpoly online aqui.


Diálogo e a Economia de Rede

2 dezembro 2008

Economia de Rede no contexto da Internet A Internet hoje possui inúmeros termos que ajudam explicar nada mais nada menos que a Economia de Rede.

Economia de Rede é a criação de valor por redes sociais em escala global que conectam empresas, governos e principalmente as pessoas que movimentam os mesmos. O combustível que movimenta uma economia de rede são as conversações entre as pessoas, o diálogo. Esse tipo de economia acontece não só na Internet, mas também fora dela no mundo físico.

A figura ao lado demonstra o ambiente que temos hoje traduzido para o contexto da Internet. Entre a economia de rede e o diálogo temos alguns elementos importantes.

Economia da Internet é a economia de rede localizada na rede mundial de computadores.

Mídias Sociais são ferramentas que permitem a formação de discussões entre as pessoas e empresas conectadas na rede. Web 2.0 é a plataforma que sustenta as mídias sociais por meio de blogs, wikis, redes sociais, entre outras aplicações.

Redes Sociais são um dos tipos de ferramentas oferecidas pela plataforma web 2.0 e constitui um dos melhores exemplos de mídia social. Facebook, Orkut e MySpace são os exemplos mais populares de redes sociais.

Comunidades Virtuais são as pequenas tribos formadas dentro de uma rede social, onde pessoas se conectam para conversar sobre os assuntos de seu interesse e descobrir que no final das contas todos temos várias características em comum quando temos objetivos parecidos.

Diálogo é o que permitiu que nós seres humanos formássemos o mundo como ele é hoje, a sua sociedade, economia e essa complexa bola desenhada logo acima.

Faz sentido?


Carnaval Científico :: Serendipidade e Supercondutores

14 outubro 2008

Descobertas científicas geralmente demandam tempo, dedicação, criatividade, conhecimento, dinheiro e muitos outros esforços, mas quero destacar que um dos grandes impulsionadores da ciência é a serendipidade. Aqui no blog já falei da descoberta do polietileno e da penicilina.

Acontece que no ramo dos supercondutores os dois andam muito mais próximos do que imaginamos. Talvez essa seja a ramificação da ciência que mais depende desse tipo de casualidade devido suas características curiosas e as constantes revisões de suas teorias.

Supercondutores são materiais que não oferecem nenhuma resistência ao fluxo de eletricidade. Esses materiais adquirem essa propriedade supercondutora em temperaturas extremamente baixas, por isso hoje em dia a batalha é para encontrar o material ou composto que se transforma em supercondutor na temperatura mais alta possível.

Tudo começou com um holandês – destaque para a coincidência serendipitosa da localidade com minha residência atual – que observou, em 1911, que o mercúrio se tornava um supercondutor quando resfriado na temperatura de 4 Kelvin (-269,15 °C). A curiosidade acabava de abrir novas portas para a ciência.

Nas décadas seguintes surgiram outros materiais que requeriam uma temperatura um pouco mais elevada, sendo que alguns deles surgiram pela mão ‘divina’ da serendipidade.

Esse é o caso dos cientistas Alexander Müller and Johannes Georg Bedborz. Em 1986 eles estavam buscando o melhor isolante elétrico e acabaram encontrando um composto cerâmico que se tornava um supercondutor na temperatura mais elevada até então, 30 Kelvin (-243,15 °C). A serendipidade rendeu um Prêmio Nobel e muitas outras descobertas de novos materiais em seguida.

Em 2001 a serendipidade aconteceu de novo com um grupo de cientistas japoneses. Eles descobriram, sem querer, que o diboreto de magnésio (MgB2) – um composto existente há tempos nas bancadas dos cientistas – também se transforma em supercondutor na temperatura de 39 Kelvin (-234,15 °C) em uma de suas experiências.

A temperatura recorde é 138 Kelvin (-135,15 °C), mas já existe um candidato para quebrar essa marca. Mais uma vez a serendipidade deu uma mãozinha para direcionar as pesquisas em busca dos 195 Kelvin (-78,15 °C).

Os supercondutores são usados em máquinas de ressonância magnética, aceleradores de partículas, circuitos digitais, filtros usados nas estações rádio base de redes móveis celulares e nos trens maglev – aqueles que levitam sobre os trilhos (quem lembra da capa da primeira edição da revista Superinteressante?).

Para finalizar, encontrei sem querer a Serendipity Electronics – a loja se declara a fonte número 1 para componentes eletrônicos difíceis de se encontrar. Quem sabe eles não vendem um supercondutor que funciona na temperatura ambiente?

Esse post aconteceu porque o Lablogatórios está promovendo hoje, dia 14 de outubro, o Carnaval Científico. A idéia é que todos participem postando algo sobre uma (ou mais) grande descoberta científica. Eu abraço a causa dessa blogagem coletiva porque sou um dos que acompanham os blogs que fazem parte desse interessante condomínio de informações interessantes.


7 aleatórias sobre blogs

10 outubro 2008
  1. O blog é mais que seu cartão de visita. Com o tempo ele vai falar mais de você que um mero espaço de 9×5 cm.
  2. Alguns blogs tem tanto anúncio que me pergunto se quantidade dá lucro. E a suposta qualidade que o autor deveria praticar? E a poluição visual?
  3. Blogueiros gostam de falar sobre eles mesmos. E seus blogs. Isso é gostar do que se faz.
  4. Já temos um cemitério no ar. Blogs de pessoas que se foram podem ficar e fazer com que a presença nessa vida seja ao menos estendida um pouco.
  5. Temos berçários também.
  6. O blog luta por seu espaço na mídia. Mas blog é diálogo. Mídia não é diálogo (ao menos ainda). Não combina. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Mania de comparação que temos.
  7. Os blogs de uma nação mostram o caráter e características do seu povo.


Quer ser uma empresa social? Comporte-se como tal!

8 agosto 2008

1035599_have_a_seat @ stock.xchngHoje em dia todas as empresas tem vontade de ser uma empresa social.  Elas querem abraçar de vez os seus clientes de uma forma amigável, dando um rosto e uma mão amiga, trocando insights, gerando conhecimento juntos, espalhando as novidades, educando, etc, etc. Mas a grande questão é: sua empresa está preparada para viver a vida em comunidade com seus clientes?

A pergunta acima vem sendo levantada cada vez mais pelos profissionais de marketing e relações públicas (e por mim também). Na vida da web 2.0 ou dos blogs, ou das comunidades virtuais só devem entrar as empresas que querem passar um tempo junto com seus clientes e potenciais clientes, e a linguagem deve ser de um ser humano para outro.

Por que a pergunta acima faz sentido?

Encontrei uma resposta no livro Predictably Irrational de Dan Ariely. Uma pequena seção do livro fala sobre Normas de Mercado e Normas Sociais.

Normas de Mercado é quando dinheiro entra na jogada. É o relacionamento comercial entre um cliente e uma empresa: pagar por algo significa receber um produto que corresponda ao preço dentro da nossa noção de mercado, deixar de pagar uma conta vencida significa pagar uma multa.

Normas Sociais é quando não temos dinheiro envolvido mas sim favores, brindes, mimos ou pura solidariedade. Quando pedimos e recebemos ajuda de estranhos na rua, por exemplo, não é esperado que paguemos em dinheiro, um obrigado ou um café pago basta.

No entando, se misturamos as bolas temos problemas.

Se depois de comer aquela ceia especial de Natal preparado pela sua sogra (social), você pegar sua carteira e perguntar: “quanto é que eu devo?” (mercado), isso seguramente pode contrariar a família da sua pretendente, mas se você der uma garrafa de vinho não.

Se sua empresa trata os clientes amigavelmente, envia presentes e coisa e tal, mantendo um relacionamento social com seus clientes (social), na primeira pisada no calo desse cliente (a cobrança de uma taxa inesperada porém justa e dispensável, por exemplo) – (mercado), ele vai botar a boca no mundo buzinando o quão injusto sua empresa e suas taxas são.

O recado é que se sua empresa quer agir de forma transparente e sociável, seus processos por trás desse relacionamento devem estar preparados para evitar conflitos com as normas de mercado.

Pense nisso.


Redes sociais patrocinadas são uma bomba!

1 agosto 2008

Ainda conectado ao estudo sobre a tribalização dos negócios que publiquei na semana passada, via LinkedIn fui redirecionado a um post num blog e depois a um post de um blog do Wall Street Journal e ao artigo do ReadWriteWeb.

As conclusões a que os artigos chegaram (e a pesquisa também) é que comunidades virtuais patrocinadas por empresas são um desperdício de dinheiro. Mas também especularam bastante sobre os resultados.

Eu acho que a falta de informação prevalece, mas gerenciar uma rede social inteira e esperar que os clientes, além de usar Orkuts e LinkedIns da vida, também usem a rede da empresa, é um pouco complexo demais para ser verdade. E se as empresas pudessem criar um perfil nessas redes?

Mesmo nos blogs os comentários estão se distanciando e caindo no Twitter, FriendFeed, etc. Já está ficando difícil hospedar uma discussão somente no seu mundinho.

Legal também é ler os comentários nos dois últimos blogs mencionados acima. Grandes exemplos de blogs funcionando a pleno vapor que até soa contraditório com os resultados da pesquisa e com minha afirmação anterior.

Vale a pena contrapor também os resultados da pesquisa mencionada acima com a pesquisa da McKinsey que publiquei no Blog Corporativo hoje.


Tranformando empresas por meio de redes sociais

21 julho 2008

A Deloitte lançou no final da semana passada um estudo sobre a Tribalização dos negócios. Várias empresas que utilizam comunidades virtuais foram entrevistadas e os resultados apresentam um mix de idéias e melhores práticas. Como era de se esperar, muitas dessas iniciativas de colocar uma comunidade online dentro de uma empresa falham.

Hoje mesmo estava comentando sobre um comentário feito no meu post Além dos Blogs no blog do meu livro. O assunto era: mantendo sua base de usuários na sua rede social e a possível bolha da web 2.0. A coisa ia mais ou menos na linha da álgebra (sem números):

  • Conteúdo interessante = Audiência
  • Falta de inovação = Volatilidade + Declínio

Para quem se interessar pelo assunto, a Deloitte vai realizar (com base nos resultados da pesquisa) um webcast no próximo dia 30 de julho chamado: Tribalização do Business: Transformando empresas com comunidades e redes sociais. Para quem se interessar em participar é de graça!

UPDATE: Eles disponibilizaram a apresentação no SlideShare:


Aprendendo a viver e deixando de se impressionar

3 junho 2008

Estava atualizando o Blog Corporativo Wiki fazendo algumas pesquisas na rede e vi algumas notícias sobre uso de blogs para diferentes objetivos. Daí percebi que não dava mais importância para isso como antes. Já vi tanto sobre o assunto que simplesmente não estou reagindo mais a esses “estímulos”.

Na mesma hora lembrei de uma música do cantor/compositor italiano Giuseppe Povia chamada “Quando as crianças fazem oh“. A música é sobre a pureza das crianças e de como esquecemos de nos impressionar com as coisas simples da vida como a chuva.

Imagino um ciclo de aprendizagem do seguinte modo: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer.

Se manter aberto a novidades é importante para evoluírmos com criatividade, mas ao mesmo tempo considero importante saber e sempre se lembrar do caminho que nosso conhecimento tomou até aqui. Ignorar algo que possa parecer batido é prepotente. Além disso, é o primeiro passo para perder novas oportunidades.

É super piegas dizer isso, mas oportunidade, assim como a flecha lançada e a palavra pronunciada, não volta.


Página 1 de 1212345...Última »

Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

Você tem serendipidade?
Leia um post aleatório

Categorias

Compre o livro

Assine este blog

Digite seu email:

Drops Twitter

Top Comentários

Top 5 Leitores com mais comentários no ano:

Calendário

fevereiro 2012
S T Q Q S S D
« mai    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
272829  

Arquivos

  • â–¶2011 (2)
  • â–¶2010 (5)
  • â–¶2009 (41)
  • â–¶2008 (91)
  • â–¶2007 (115)
  • â–¶2006 (146)
  • â–¶2005 (111)
  • Diversos



    Geo-Serendipidade
    GeoURL
    Technorati





    Creative Commons License
    Obra licenciada pela
    Creative Commons

    Palavras soltas

    Livros Indicados

    Links

    Ajude!

    Filantropia.org

    Atos Instintivos

    O que são “Atos Instintivos” ?
    Aqui estão sendo mostradas as fotos de Atos Instintivos.