Encerramento deste blog

31 maio 2011

Caro amigo leitor, com a aproximação do lançamento do meu segundo livro: “Estratégia em Mídias Sociais – Como romper o paradoxo das redes sociais e tornar a concorrência irrelevante“, eu decidi reunir os meus dois blogs: Blog Corporativo e Serendipidade em um único endereço que passará a ser:

http://www.fabiocipriani.com

Todos os posts deste blog já foram transferidos para este novo endereço e o novo feed RSS é http://feeds.feedburner.com/FabioCipriani. Fique a vontade para alterá-lo. Para facilitar, eu vou substituir a fonte do RSS dos meus dois blogs originais diretamente no Feedburner, assim, não se faz necessário alterar o endereço no seu leitor de feeds. Além disso, os comentários neste blog serão desativados.

Obrigado a você que acompanhou os posts nesses últimos anos e espero vê-lo no novo endereço!


Brasil: primeiras impressões

24 junho 2009

Escrevi um post no Blog Corporativo semana passada e agora escrevo um aqui. O primeiro depois da minha chegada ao Brasil e antes, muito antes que eu me acostume com a vida por aqui de novo. Tirando a poeira.

Impressões sempre tendem a refletir lados negativos (crítica e autocrítica), por isso saibam que, de forma alguma, estou insatisfeito ou infeliz por estar de volta. De qualquer forma, sempre dizem que quando você mora longe e volta parece que o tempo parou. Tudo parece igual enquanto sua vida foi agitadíssima. Dizer isso é egoísmo, mas eu digo porque reflete o sentimento. Mas existem diferenças se você olha mais a fundo.

As coisas por aqui andam caras. Desabafo. Preço é talvez a única exceção à regra do expatriado.

Brasileiro no volante é mal educado. Triste realidade. Difícil mudar. Só questão de tempo até eu reaprender por harmonização.

Todos estabelecimentos comerciais agora possuem estacionamento pago (já era assim?). Supermercado de bairro, consultório médico, corretoras, e muitos outros estabelecimentos comerciais de serviços (ao menos em SP-capital). É uma grande proliferação de estacionamentos. Os pequenos locais e seus pequenos estacionamentos com seus muitos empregados pendurados nessa nova modalidade de exploração. Pensei nisso depois que li a matéria “O mundo é mini” na Istoé Dinheiro dessa semana. O reporter da revista cita Schumacher e sua obra Small is Beautiful. Podia até emendar na mais recente Small is the new big do Seth Godin também. Pequeno é moda. Pequeno é o primeiro passo para crescer e o primeiro para se organizar e resolver problemas, as pequenas coisas e seus detalhes. Não faço nenhuma analogia direta desse pequeno aos pequenos estacionamentos, mas o pequeno consumidor (em importância) é quem se oprime pela exploração dos “grandes”. O mesmo pequeno que é moda e bonito. E essa é a mesma e imutável no mundo todo. Atemporal.

O “Homem é pequeno, e, portanto, pequeno é bonito” (1), e mesmo sendo diminuto, “nenhum homem é uma ilha” (2). Mas em matéria de consumidores e civilidade somos menores. Micróbios.

(1) – O mesmo Schumacher de cima
(2) – John Donne


Para pescar você precisa saber onde está navegando

18 maio 2009

Jeremiah OwyangHoje participei de uma sessão de conscientização sobre Mídias Sociais patrocinada pela minha empresa, que incluiu uma mesa redonda com diversas empresas de diversas indústrias expondo suas dúvidas e práticas dentro desse mundo fantástico, dinâmico e cheio de oportunidades. Contamos com a presença e mediação de Jeremiah Owyang, analista da Forrester, o qual recentemente publicou seu último artigo (recomendado!) sobre o futuro da web social.

Achei interessante sua analogia com a pesca. Clientes são os peixes (que também vivem em comunidades), você usa as ferramentas sociais – tecnologia – (isca, vara, anzol) para pescar, mas precisa saber onde está navegando, especialmente se quiser achar os peixes grandes, as melhores oportunidades.

É divertido e instrutivos fazer analogias. Os caras da Forrester parecem ter um dom especial, ainda quando elas podem ser meio chocantes porém verdadeiras, como a do George Colony, CEO da empresa, que eu publiquei no Blog Corporativo semana retrasada:

[...] Social [Media] é como sexo. É divertido falar e ler a respeito, mas você não pode compreendê-lo completamente ao menos que você o faça.[...]

Troquei algumas idéias com Jeremiah sobre Social CRM e as recentes discussões da comunidade dos consultores dessa área. Também comentei sobre meu novo livro e que não tinha nenhuma intenção de competir com o Groundswell – ao qual ele disse “Go ahead!” – e eu disse “I’d better do”.

Com ou sem analogia, o recado final é que não adianta escapar ou dizer que o Brasil ainda não tem mercado para esse tipo de conversa, ou seja, que as empresas no Brasil não investem ou estão esperando os resultados dos demais países. Alô Brasil! Precisamos correr atrás do que nossos clientes, sejam eles ativos ou passivos nas redes sociais, estão aprontando.

E isso não significa adotar tecnologia. Significa entender o mercado em que você atua e modelar sua estratégia social. Aí sim podemos eventualmente falar de bits e bytes.

Qual é a experiência dos seus clientes digitais com a sua marca?


Redes sociais patrocinadas são uma bomba!

1 agosto 2008

Ainda conectado ao estudo sobre a tribalização dos negócios que publiquei na semana passada, via LinkedIn fui redirecionado a um post num blog e depois a um post de um blog do Wall Street Journal e ao artigo do ReadWriteWeb.

As conclusões a que os artigos chegaram (e a pesquisa também) é que comunidades virtuais patrocinadas por empresas são um desperdício de dinheiro. Mas também especularam bastante sobre os resultados.

Eu acho que a falta de informação prevalece, mas gerenciar uma rede social inteira e esperar que os clientes, além de usar Orkuts e LinkedIns da vida, também usem a rede da empresa, é um pouco complexo demais para ser verdade. E se as empresas pudessem criar um perfil nessas redes?

Mesmo nos blogs os comentários estão se distanciando e caindo no Twitter, FriendFeed, etc. Já está ficando difícil hospedar uma discussão somente no seu mundinho.

Legal também é ler os comentários nos dois últimos blogs mencionados acima. Grandes exemplos de blogs funcionando a pleno vapor que até soa contraditório com os resultados da pesquisa e com minha afirmação anterior.

Vale a pena contrapor também os resultados da pesquisa mencionada acima com a pesquisa da McKinsey que publiquei no Blog Corporativo hoje.


Qual é o objetivo do Marketing?

16 junho 2008

Não vou responder a pergunta eu mesmo. Peter Druker já respondeu isso em 1973:

“Pode-se presumir que sempre haverá necessidade de algum esforço de vendas, mas o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. A meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou serviço disponível.”

Só queria começar bem a semana com uma frase que traz para muito perto o conceito e os benefícios de um blog corporativo. Para deixar um cliente pronto para comprar entregue a ele o que ele deseja. Para deixar seus vendedores livres antecipe as necessidades do cliente extraindo a informação deles próprios antes.

Como fazer isso? Pergunte aos seus próprios clientes e potenciais clientes. Use o blog para isso.


Aprendendo a viver e deixando de se impressionar

3 junho 2008

Estava atualizando o Blog Corporativo Wiki fazendo algumas pesquisas na rede e vi algumas notícias sobre uso de blogs para diferentes objetivos. Daí percebi que não dava mais importância para isso como antes. Já vi tanto sobre o assunto que simplesmente não estou reagindo mais a esses “estímulos”.

Na mesma hora lembrei de uma música do cantor/compositor italiano Giuseppe Povia chamada “Quando as crianças fazem oh“. A música é sobre a pureza das crianças e de como esquecemos de nos impressionar com as coisas simples da vida como a chuva.

Imagino um ciclo de aprendizagem do seguinte modo: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer.

Se manter aberto a novidades é importante para evoluírmos com criatividade, mas ao mesmo tempo considero importante saber e sempre se lembrar do caminho que nosso conhecimento tomou até aqui. Ignorar algo que possa parecer batido é prepotente. Além disso, é o primeiro passo para perder novas oportunidades.

É super piegas dizer isso, mas oportunidade, assim como a flecha lançada e a palavra pronunciada, não volta.


Elite blogosférica segundo eu

1 dezembro 2007

O Fabio Seixas passou a bola para que eu indicasse os meus cinco representantes da elite blogosférica. Mais do que indicação, é uma chance de trazer a vcs alguns blogs nacionais interessantes que acompanho. Compartilhar fontes. Sendo assim:

Techboogie – O Gilberto é um coolhunter e transmite em seu blog a ligação entre cybercultura e negócios.

CeticismoAberto – Promoção do ceticismo contra a pseudo-ciência.

CarreiraSolo – O Mauro faz um trabalho que admiro: reúne infos, divulga vagas, ajuda muito a comunidade de profissionais da web.

Blog Tecnisa – Não só por ser um blog corporativo de referência, mas pelo aproveitamento de outras ferramentas web dentro da companhia como Google Earth, SecondLife, Chats, Podcasts e vídeos no YouTube. O time de e-business liderado pelo Romeo Busarello e composto pelo Denilson Novelli estão por dentro.

Fabio Seixas – O meu xará também compartilha grande parte dos meus interesses de leitura.


Crescimento da blogosfera corporativa brasileira

12 setembro 2007

Outro dia fiz um post no site do livro que me levou a considerar o quanto a blogosfera corporativa brasileira cresceu nesse último ano.

Quando montei o Blog Corporativo Wiki, eu esperava a contribuição de leitores para encontrar exemplos e construir um índice de blogs corporativos brasileiros. Poucos ajudaram.

Certamente existem muitos outros blogs corporativos por aí. Se alguém conhecer algum me avise. Aí vai o resultado de 1 ano e 3 meses de levantamento da blogosfera corporativa brasileira:

- Número total de blogs corporativos brasileiros no wiki no dia 15/06/2006: 3
- Número total de blogs corporativos brasileiros no wiki no dia 11/09/2007: 62
- Crescimento de quase 2000%

blog_corporativo_barras.jpg

Distribuição:

- CEO Blogs: 5
- CEO Blogs internos: 2
- Blogs corporativos de pequena empresa: 28
- Blogs corporativos de média/grande empresa: 17
- Blogs corporativos para promoção de produtos: 10

blog_corporativo_pizza.jpg

Tirem suas próprias conclusões nos comentários ou pense a respeito.


CEO’s e blogs em evidência

1 agosto 2007

Este post é uma continuação de um post do Blog Corporativo. Achei relevante postar aqui também.

Se usar o blog para se aproximar dos investidores parece ser polêmico, veja o que fez o CEO da Whole Foods e o que o Jonathan falou a respeito.

John Mackey, um CEO que também possui um blog, postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um forum de discussão sobre investimentos do Yahoo. Até aí tudo bem? Nada. O fato é que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa que não tinha nada haver com a empresa a qual ele representava. O nick de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa (que criativo!).

Ele está sendo investigado pela SEC.

E como ele tem um blog, a imprensa foi perguntar ao Jonathan qual era a sua opinião.

Além da resposta ter sido divertidíssima, veja um destaque do que ele falou:

“Eu adoraria que um dia todos nós eliminássemos o termo “blogueiro” do dicionário (e que parássemos de perseguir o CEO que bloga). CEO’s que possuem um celular não são “celuleiros“, aqueles que utilizam emails não são “emailuzeiros” e aqueles que dão entrevistas na TV não são “TVzeiros” – eles são líderes usando a tecnologia para comunicar. Comunicação é o centro da liderança – usar palavras, escritas ou ditas, para articular a estratégia, guiam as organizações, implicam em diálogo, e… lidera.”

O blog do John está suspenso por um período indeterminado.


Brand management é outra coisa

5 julho 2007

Muito linda toda essa movimentação migratória para dentro do Second Life, toda marca que se preza está botando um pé lá dentro. Como? Do jeito que sempre fez: Propaganda e exibição da marca e seus produtos. Um belo show-room e só.

Aí eu paro e penso. O que isso tem de diferente do que já é feito no mundo real?

Não vi nenhuma empresa falar que vai, pelo Second Life, estabelecer um canal de customer service inovador ou mesmo criar um ambiente inovador e que produza interação. Ninguém quer se expor demais ou dar algo realmente palpável para potenciais e atuais clientes.

A onda de blogs corporativos foi bem mais tímida que a do Second Life. Lógico. Second Life é muito mais revolucionário, porém o blog é muito mais desafiador. O blog demanda mais tempo, cuidado e transparência!

As empresas, menos aquelas que nem sabem o que é um blog corporativo, têm medo de blogar, têm pavor de se tornarem transparentes. Parece que existe uma premissa de que é proibido ou pecado tratar bem um cliente, dar-lhe atenção e bônus.

LUCRO! – A palavra de ordem das empresas é hoje alcançada por esforços cegos de CORTE NOS CUSTOS. E nós, clientes TOMAMOS.

Esse paradigma deve mudar, ninguém trabalha hoje (por preguiça?) para aumentar a PRODUTIVIDADE, ou mesmo a EFICIÊNCIA, ou quem sabe até mesmo trabalhar para INOVAR. O está acontecendo?

Se entregar para comunidades virtuais, confiar o desenvolvimento de produtos aos clientes, ser viral. A BusinessWeek dessa semana estava falando disso quando contou a história da juventude que mudou de vez o way of life nos negócios.

Uma resistência ao 2.0 sem nexo e que fez com que a onda Second Life e esses eventos cheio de gringos tenham peso significativo, mas que podem desviar o caminho. Falando nisso, o John Batelle vai estar num desses eventos, parece coisa de primeiro mundo, mas gente, nós estamos atrasados!

(c) Business Week

Imagem da BusinessWeek.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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