Falimento humano?

4 março 2009

Eu tenho uma página de contato aqui no blog para que as pessoas possam me enviar mensagens. É prático, funcional e todo mundo usa. Só que a prática do email está tão solidamente imortalizada no nosso cotidiano que é quase impossível não confundir a minha página de mensagem com o envio de um email.

Tenho os seguintes campos:

  • Seu nome
  • Seu email
  • Seu website
  • Sua mensagem

E não é que (quase) todo mundo coloca o assunto da mensagem no campo website?

O mundo é que não presta atenção ou o meu formulário que precisa ser adaptado aos costumes do mundo?


Carnaval: afastar a carne e o dia do sonho

19 fevereiro 2009

Paczek @ http://www.siemionko.plHoje cheguei no escritório aqui em Varsóvia e a galera tava maluca atrás de uns sonhos que eu chamei de “berliner“. Comi um e perguntei qual era o recheio, me falaram que era tipo uma geléia de rosas e que pela tradição Polonesa, se come esse tipo de “doughnut” na quinta-feira antes do Carnaval. Bizarro. O nome então é pior ainda: Pączek.

Depois que inventaram a wikipédia não tem mais graça contar história. Está tudo lá. Mas vamos na minha versão.

Hoje é a “Quinta-feira gorda” aqui na Polônia, na Alemanha, na Itália e na Grécia também se comemora algo do gênero nesse dia. O lance é comer adoidado porque a quaresma e a abstinência está chegando. Outros gulosos como os franceses, americanos, canadenses e mais uma pancada de países comemoram a “Terça-feira gorda” ou Mardi Gras em francês, e eles comem o que podem para não passar fome na quaresma, as variedades de guloseimas vão de panquecas doces até os próprios sonhos.

Existe até a hipótese de que a comida preferida dos policiais americanos teve origem nos Estados Unidos graças aos imigrantes Poloneses… Mas no final ninguém sabe quem inventou esses bolinhos fritos e suas variações. Em Portugal algo similar é servido também no Natal e na Holanda faz as festividades de final de ano ficarem muito, mas muito mais gordas (e saborosas) com os Oliebollen (literalmente bola de óleo).

Uns na terça, uns na quinta, mas nenhum falou de CARNE aqui. Num antigo post meu de 2006, eu estava explicando esse excesso antes da abstinência. “Carnem-levare”: afastar a carne, e sua derivação: Carnaval, falava do tema de um banquete de abolição da carne antes da quaresma. No fim das contas, “terça-feira gorda” e “carnaval” são o mesmo dia e defendem a mesma gulodice – respectivamente de doces e carne.

Aqui eles comem doces, no Brasil comemos churrasco (e que falta me faz). Faz sentido dado que a carne da europa é de qualidade inferior à brasileira. Mas isso já é divergir demais.

Bom carnaval a todos (porque eu não tenho e vou estar trabalhando para o bem da humanidade)

A foto acima é exetamente o Paczek que eu comi. Roubei a imagem de uma confeitaria Polonesa, veja aqui outros quitutes locais.


Internet é o melhor exemplo de serendipidade

17 fevereiro 2009

Artigo do Ethevaldo Siqueira publicado no Estadão essa semana indicado a mim pelo @Busarello (obrigado).

[Vou pular a definição do termo - você pode ler aqui do lado direito do blog]

[...] Minha última experiência de serendipidade ocorreu há duas semanas na internet, quando lia meus e-mails. Ao abrir a newsletter diária do site Slashdot.org, me deparei com a notícia da descoberta de uma técnica ultrassofisticada que poderá, talvez, levar à construção de memórias milhões de vezes mais poderosas do que as atuais, capazes de armazenar numa pastilha de alguns milímetros quadrados todo o conteúdo dos 60 milhões de livros da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

A notícia dizia que pesquisadores da Universidade de Stanford, valendo-se de um modelo de holograma quântico, conseguiram armazenar as letras “S” e “U”, sob a forma de dados, codificados a uma taxa de 35 bits por elétron. Se confirmada cientificamente, essa conquista mudará radicalmente a ideia hoje corrente entre os cientistas de que a representação de dados atinge seu limite quando um átomo representa um bit.

Nesse ponto, o que me preocupava era saber o que é holograma quântico. Em minha garimpagem pela rede, logo me deparei com outra notícia de cientistas da Universidade de Maryland que conseguiram transferir informação de um átomo carregado eletricamente para outro, como numa mágica, sem cruzar o espaço de um metro que os separavam. Imagino, então, que um holograma quântico seja uma espécie de teletransporte de partículas menores do que o elétron.

Insatisfeito, prossegui na pesquisa sobre esse tipo de holografia na versão eletrônica da enciclopédia Britannica – que, aliás, nada registra sobre o assunto. Na Wikipedia (em inglês, francês e português) achei diversos artigos interessantes. Finalmente, fui ao Google e encontrei quase 6 mil referências sobre o tema. O melhor artigo que li sobre holograma quântico, no entanto, foi o do professor Renato Sabbatini, da Unicamp, no link.

Essa pesquisa sobre holograma quântico me levou ao site do astronauta norte-americano Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar o solo lunar, que estuda o tema há mais de 30 anos. Quando retornava à Terra, Mitchell viu uma luz verde-azulada intensa que cortava o fundo negro do universo. “Aquela visão – conta o astronauta – teve o efeito de um raio que mudou minha cabeça e minha vida para sempre. Desde então, dedico todo o meu tempo e esforço a compreender a natureza metafísica do universo.” (http://www.edmitchellapollo14.com/naturearticle.htm)

O SHOW DA TERRA

O leitor deve conhecer o novo Google Earth, uma ferramenta de busca surpreendente da internet hoje. Associado ao Google Maps, ele faz uma coisa admirável: transforma a Terra em um espetáculo cotidiano. Nunca pensei que um dia pudesse esquadrinhar cada cidade do mundo, aglomerados urbanos, chagas de desmatamento nas maiores florestas, comprovar a poluição marinha, rever a pequena fazenda de café e a vila de Aparecida de Monte Alto, onde passei minha infância.

Com o Google Earth, visitei dezenas de locais interessantes e famosos deste mundo e aprendi nos últimos meses mais geografia do que em todos os cursos formais que já fiz. Mergulhei no fundo dos oceanos, sobrevoei a massa de arranha-céus de Manhattan; visitei a Praça Vermelha, em Moscou; a Étoile, em Paris; o mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio; e o Lago Baikal, na Sibéria.

Com o Google Latitude, disponho de coordenadas terrestres em todos os mapas, o que me permite localizar pessoas via telefone celular ou GPS. O que me assusta é pensar o que será de nossa privacidade?

ENCICLOPÉDIAS

Outra forma deliciosa de serendipidade é navegar em qualquer grande enciclopédia, como a Britannica, a Larousse, a Spasa Calpe e a Wikipedia. Tenho paixão por esses repositórios do conhecimento humano.

Li na semana passada a notícia da descoberta de um pequeno erro da Wikipedia, edição alemã, na biografia do novo ministro da Economia da Alemanha, Von und zu Guttenberg, descendente do famoso inventor da imprensa. Seu nome completo é: Karl Theodor Maria Nikolaus Johann Jacob Philipp Franz Joseph Sylvester Freiherr von und zu Guttenberg. Alguém, contudo, introduziu por brincadeira, depois de Philipp, mais um nome: Wilhelm. O ministro não teve dúvida: comunicou-se logo com os grandes jornais e sites de TV alemães que haviam consultado a Wikipedia e pediu que corrigissem seu nome. E pediu que o chamassem apenas de Karl-Theodor zu Guttenberg.


Minha contribuição científica para o mundo

2 fevereiro 2009

Acebei de ver a lista de trainees que estão ingressando em consultoria na minha firma no Brasil, fiquei feliz ao ver o tamanho da lista porque isso demonstra que as empresas no Brasil estão caminhando relativamente bem apesar dessa crise toda rolando no mundo.

Por outro lado, me chamou atenção o fato de o nome de quase todos esses 46 trainees ser longo, 27 desses trainees (58,7%) tem de 4 a 6 palavras no seu nome+sobrenome. Seguem os números:

  • 2 deles tem 6 nomes
  • 8 deles tem 5 nomes
  • 17 deles tem 4 nomes
  • 17 deles tem 3 nomes
  • 2 deles tem 2 nomes

Eu sou de uma geração em que as pessoas recebiam 2 ou 3 nomes e sobrenomes, sendo que os 2 primeiros, quando tínhamos 3 palavras no nome, eram geralmente os diferenciadores, e o último era o sobrenome paterno. O sobrenome materno eventualmente ocorria ao invés do segundo nome genérico. No meu caso, Fábio Henrique Cipriani, meus 2 primeiros nomes são os que eu chamo “genéricos”, ou seja, não são “sobrenomes de família”.

Acontece que o mundo ganhou as mentes e a força de trabalho das mulheres, sua independência financeira e espaço. Sabendo que hoje em dia muitas mulheres não adotam o sobrenome do marido e não querem abandonar seu nome de solteiro ao casarem, quão longe estaríamos do veredito de que os longos nomes dessa geração é uma soma dos nomes das gerações anteriores mais a propagação do orgulho familiar, ou seja, não querer que seu sobrenome predileto caia no esquecimento?

Uma outra vertente poderia explicar isso também. O crescimento populacional vegetativo positivo. Ou só o crescimento dos nomes em geral. Com tanta gente no mundo, está ficando difícil encontrar combinações de nomes que mantém o pedigree e diferencia os indivíduos dos demais. Eu já vi outro(s) Fábio(s) Henrique(s) Cipriani(s) no Brasil, na Itália já vi Fabio Enrique Cipriani também. Nesse caso, além de explicar o aumento no número de nomes, poderíamos, com uma cajadada só, explicar os nomes absurdos que vemos por aí.


Qual é a próxima web?

30 janeiro 2009

The Next Web 2009Em meados de abril deste ano vou participar da The Next Web Conference em Amsterdam. A principal proposta deste evento é apresentar reflexões de especialistas para discutir o futuro da internet e abrir espaço para novas e inovadoras companhias mostrarem o que as mesmas tem para oferecer, nos moldes do Techcrunch.

Nos últimos anos esse evento ganhou bastante evidência ao trazer palestrantes importantes no palco. Em 2009, os grandes destaques são Matt Mullenweg (Criador do WordPress), Andrew Keen (nosso querido anticristo e autor do “The Cult of the Amateur”) e Chris Sacca (ex-lider de iniciativas especiais no Google).

Espero que esse evento possa gerar algumas entrevistas interessantes para meu novo livro sobre mídias sociais nas empresas e ao mesmo tempo espero compartilhar as novidades aqui no blog ao longo e após o evento. Aguardem as novidades em breve.


O rebanho nosso de cada dia

26 janeiro 2009

from commutebybike.comHoje tive uma visão intrigante.Quando meu avião decolava do aeroporto em Amsterdam por volta das 8 da manhã eu pude pela primeira vez notar uma grande extensão de 3 ou 4 das principais rodovias do país que “desaguam” no anel viário da capital holandesa. Ainda estava relativamente escuro e duas faixas coloridas davam o tom da manhã no país das bicicletas. E não eram bicicletas. Eram milhares de veículos de pessoas viajando para seu trabalho diário.

Eu vivi esse cotidiano ao longo de 9 meses enquanto trabalhava em um projeto em Haia, há aproximadamente 60 km de Amsterdam, mas visto de cima foi assustador. Nesse pequeno país não existe o conceito do “eu moro onde trabalho”. Pior. Nesse pequeno país superpovoado de bicicletas o pior trânsito diário não é dentro das cidades, nem nas ciclovias, mas nas rodovias.

De la de cima a visão se transformou num sentimento de estupefação. “Que coisa besta” – eu pensei – “que bando de idiotas”. Depois estremeci ao lembrar que em poucos meses voltarei para o caos paulistano para ser mais um idiota no rebanho.

Em pleno 2009, será que ainda estamos muito longe de trabalhar de casa?

A foto ao lado além de não ter nada haver com o assunto do post, serve para lembrar que aqui, no país das bicicletas, temos problemas até para estacionar as magrelas.


5 destaques de 2008

10 janeiro 2009

Este ano, mais precisamente em junho, este blog fará 4 anos, jamais pensei que chegaria tão longe quando comecei em Junho de 2005. Todo ano que termina recebe um post especial onde eu seleciono alguns dos posts que foram destaque durante aquele ano. Sendo assim, aproveitem para relembrar alguns dos bons momentos e desde já desejo um ótimo e bem sucedido 2009 com saúde e muitas surpresas!


Relacionamento com clientes + mídias sociais = $

8 janeiro 2009

Ainda não tive coragem de transformar este blog num autêntico “diário de um livro” – e nem vou -  mas alguns de vocês já devem saber que estou trabalhando na minha nova obra porque mencionei algumas das minhas idéias aqui antes. Primeiro falei do novo consumidor digital nos moldes do “ciclo de vida da empresa”, depois discorri rapidamente sobre a descentralização da informação sobre clientes, conceito super alinhado ao badalado termo “cloud computing“, só que incluindo um passo além, dados sobre relacionamento com empresas sob a posse dos próprios consumidores. Finalmente apresentei minhas idéias sobre o que eu considero ser “Social CRM” no Slideshare e aqui no blog.

Tudo isso ajuda colher idéias também. Além de alguns outros contatos valiosos, graças a essa última apresentação, ganhei os olhos do VP global da Oracle para CRM, Anthony Lye, com quem conversei no começo dessa semana. E daí eu vim com essa equação do título desse post. Seja por meio de economias ou por aumento das vendas, as mídias sociais irão transformar a forma de se relacionar com os clientes. Sim, ainda estamos no começo apesar de tanto barulho que vemos por aí.

O negócio é que o $ não pára só nas receitas e lucros das empresas, ele entra também num novo mercado que mobilizará bilhões e bilhões de dólares para vendedores de software, consultorias, consultores e agências de marketing em geral. Não é difícil perceber quanta gente boa já existe no mercado e que já explora esse nicho, inclusive no Brasil. Ou seja, mídias sociais são uma máquina de fazer dinheiro, mas vejo ainda mais dinheiro fluindo dentro do universo das vendas e serviço ao consumidor, e não em marketing em geral (que é a coqueluche do momento, mas com retorno sobre investimento difícil de mensurar).

Segundo Lye, ainda levará de 5 a 8 anos para que a idéia se firme no mercado. Eu acredito que possa acontecer ainda mais rapidamente. Uma opinião nós compartilhamos claramente: a melhor base de dados sobre clientes é aquela que utiliza informações criadas pelo próprio cliente e pelos que estão em torno a ele por meio de conversações, e isso já está impregnado nas mídias sociais. E só aumenta.


Leituras que valem a pena #27

24 dezembro 2008

Sobre humanos e animais | Alexandre Inagaki
Belíssimo ensaio sobre o efeito espectador e sua relação com ser humano e ser animal. Inagaki menciona Kitty Genovese como caso notório desse efeito e que se relaciona com a próxima leitura, sendo um caso notório de conformidade social também.

Conformidade elevadorística | Kentaro Mori
O efeito espectador e a conformidade social estão fortemente ligados um ao outro. Vejo sutis diferenças entre os dois. É como se o efeito espectador fosse a causa da “não-reação” e a conformidade fosse o motivo dela durar tanto tempo. Somente especulação, mas pode existir também um link aqui entre a conformidade e os  neurônios espelho.

Brazil: Balancing on the Brink? | Knowledge@Wharton
Mudando completamente de assunto, essa é uma série de entrevistas com CEOs e outros especialistas brasileiros sobre como a crise poderá impactar a economia local. Entre os entrevistados temos representantes de vários setores da economia.

Leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.


Jogos blogosféricos – o umbigo pop

23 dezembro 2008

Blogopoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogpoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogstar @ blogstargame.com
As pessoas e a sociedade desenvolvem a tecnologia para atender suas demandas. Ao mesmo tempo, a tecnologia, fruto do esforço do homem, molda a sociedade provocando novas atitudes, mudanças de comportamento e cultura. É a simbiose que constitui o nosso zeitgeist.

A introdução do post pode parecer séria, mas o conteúdo não é. O tema da vez é entretenimento. Mais especificamente jogos e passatempos baseados na blogosfera, uma modalidade de divertimento que é impulsionada pelos próprios blogueiros – principalmente entre os escolhidos para estrelar o seleto grupo de participantes. Um exercício pretencioso e saudável de navel-gazing que combina estrelato, reputação e polêmica.

Começo com alguns exemplos brasileiros. Em 2007, talvez estreando a modalidade no Brasil, o blog Treta divulgou suas cartas que constituíam parte do novíssimo SupeTrunfo Blogs de blogs brasileiros. Quase ao mesmo tempo o carioca Fabio Lopez lançava o War in Rio, parte de outra modalidade que chamaremos aqui de um ‘espelho da realidade‘, o choque da realidade com a sociedade nos moldes que apresentei logo no primeiro parágrafo, e que certamente foi referência para a criação do Blog War no início de 2008. Por último consegui encontrar referências a dois ou três diferentes tipos de Caça-Palavras da blogosfera como esse do blog Karynemlira.

Fora do Brasil temos exemplos na espanha representado pelo Juego de la Blogosfera de 2007, visivelmente baseado no “Quantas bandas você consegue encontrar?” divulgado pela Virgin Digital em 2005 e que virou febre gerando muitas outras versões criadas por outras marcas como M&M’s e Vodka Absolut. Uma variação do clássico “Onde está Wally?“, criado em 1987. Já o cosmopolita chinês littleoslo “plagiou” o Blogopoly, criado em 2004, ao criar o Blogpoly em 2005, o banco imobiliário dos blogs que explodiu quando foi linkado pelo BoingBoing ainda em 2005. Existe uma versão espanhola também.

Para completar a história, deixo o link para o mais recente e completo trabalho no universo do entretenimento blogosférico: o BlogStar Game. Mais um “banco imobiliário” dos blogs criado por dois italianos (via Catepol 3.0). O jogo é comercializado de verdade (acho que até a Hasbro descobrir) e pode ser obtido em PDF para impressão gratuitamente. Haja criatividade…

Um pequeno update: Você pode jogar Blogpoly online aqui.


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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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