Serendipidade

Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso

Por Fabio Cipriani
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Aportuguesamento de Serendipity Ing. (1754) Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada por Horace Walpole, a partir do conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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    Atos Instintivos

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    Aqui estão sendo mostradas as fotos de Atos Instintivos.
     

    Cisnes coloridos, sagacidade e ciência

    5 agosto 2008

    http://www.susetic.com/fotos/AlexOD/?C=M;O=DO Rodolfo Araújo da Adrenax Capital me escreveu contando sobre seu interesse pela palavra que dá nome a este blog. Ele leu recentemente ‘The Black Swan‘ e desde então sua vida parece ter mudado. Não li esse livro ainda, mas sobre o tema é isso que eu penso a respeito do fator descoberta:

    - nós crescemos e paramos de nos impressionar com as pequenas coisas da vida, então quando olhamos as coisas com uma certa dose de mente aberta podemos nos impressionar

    - o mundo, apesar de pequeno na distância entre as pessoas, tem uma infinidade de temas e conhecimento que podem ser, quando revelados, um grande achado para os nossos valores e opiniões. Só que se você exagerar você pode ficar burro.

    Ele escreveu muito bem a respeito de Serendipidade (enriqueci com links):

    [...]

    Diversas listas de descobertas acidentais freqüentemente incluem a anestesia, o celofane, dinamite, nylon (que por sinal são as iniciais das capitais da moda quando da sua descoberta: NY e Londres), PVC, vacina de sarampo, aço inoxidável, Teflon, raios-X, forno de microondas e outros. Mas como tantos acidentes assim acontecem dentro dos ambientes que deveriam primar pela organização, precisão e previsibilidade?

    A verdade é que a lista é, provavelmente, muito maior do que os próprios cientistas querem que acreditemos. No provocante ensaio Accidental Innovation (Harvard Business School working paper 06-206, 2006), Austin, Devin e Sullivan argumentam que muitos pesquisadores preferem omitir o papel desempenhado pela sorte em seus trabalhos, temendo que isso possa diminuir ou desmerecer seus resultados.

    Os autores foram mais além e pesquisam as histórias por trás das descobertas que levaram aos Prêmios Nobel de Medicina e Fisiologia, no período entre 1980 e 2005. Nada menos do que 13 em 27 (48%) incluem algum tipo de sorte em suas narrativas.

    Mas se serendipity é algo assim tão bom – por contribuir para a inovação – por que temos a impressão que nossos assépticos laboratórios tentam negá-la, baní-la, em vez de fomentá-la? A primeira parte da pergunta foi mencionada uns parágrafos atrás, especulando em torno do receio de que o público leigo atribua o trabalho de uma vida à mera sorte. O Dr. Stoskopf responde com outra pergunta: “Será que o peso cada vez maior dos controles externos na experimentação e exploração científicas não diminuem o benefício potencial da ciência, ao limitar as oportunidades para as descobertas ao acaso?” (Observation and Cogitation: How serendipity provides the building blocks of scientific discovery – ILAR Journal, Vol 46, Núm 4, 2005).

    Mas a segunda parte… bem, como se precipita a sorte? De que forma se alimenta o acaso? É possível favorecer um acidente? Como se subverte tão descaradamente o método científico? Como os três príncipes testariam a hipótese de que a mula era manca?

    A pasteurização do raciocínio – não só no ambiente científico, mas também no acadêmico e empresarial – pode limitar nossas chances de criar coisas realmente novas. Indução e dedução contribuem para expandir o conhecimento existente, mas não constroem conceitos verdadeiramente inéditos. Novas idéias precisam de um quê de irracionalidade, acaso, criatividade e – especialmente – uma apuradíssima capacidade de observação. Envolve, freqüentemente, ver o que todos vêem, mas pensar o que ninguém pensa.

    Estimula-se serendipity, pois, quando se desprende a mente do pesquisador – ou do administrador, empreendedor – das convenções, das regras e das idéias pré-estabelecidas. Para criar e inovar é preciso um observador neutro, treinado para apreciar eventos inéditos sem viéses pré-concebidos sobre o que deveria acontecer. É preciso ver as coisas com a mesma curiosidade como se fosse a primeira vez.

    Todos conhecemos a sensação de déjà vu, um forte sentimento de que já experimentamos algo anteriormente, mesmo que isso não tenha acontecido. Vuja de é exatamente o oposto: a sensação de ver algo pela primeira vez, mesmo que já tenhamos visto inúmeras vezes. E com esses novos olhos devemos buscar o que não se encaixa ou o que se encaixa bem demais, o que se parece com outras coisas ou o que não se parece com nada.

    Desse olhar descompromissado, dessa curiosidade aleatória, da capacidade de unir o que parece incompatível e da criatividade incomum surgem os avanços mais surpreendentes, as inovações mais improváveis. Desses hábitos, mais eficazes que os outros sete – ou oito – constrói-se serendipity, a sagacidade acidental.

    Está prestando atenção?

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    Leituras que valem a pena #25

    14 julho 2008

    Disney’s $100,000 Salt + Pepper Shaker | David Armano
    David resgata a história do professor Randy Pausch para reforçar o seu conceito de Microinterações.

    The power of FREE! | Roger Dooley
    Roger fala sobre recentes pesquisas no campo do neuromarketing sobre o que é grátis. Seu texto está conectado com outro post sobre o que é novo. Coincidentemente no último Leituras a segunda indicação era o conceito de grátis do Chris Anderson da Wired.

    2009 Search Marketing Benchmark Guide | Marketing Sherpa
    Uma pena que é só o sumário, mas já dá pra ver que além do Google Adsense ainda existem possibilidades (ou não).

    Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.

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    E-mail recebido diretamente do passado

    28 junho 2008

    Este é o conteúdo do email que escrevi há 3 anos e recebi na minha caixa de mensagens na última sexta-feira dia 27 de junho de 2008:

    The following is an e-mail from the past, composed on Monday, June 27, 2005, and sent via FutureMe.org
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

    Dear FutureMe,

    Este é um e-mail que foi enviado em 27 de junho de 2005 para você mesmo.

    Lembra-se disso?

    Não, não lembrava disso. Porque você não me conta o que estava rolando nesse dia? Onde você estava e tal… Pena eu não ter colocado alguma coisa de interessante para que eu pudesse sentir nostalgia, ficar feliz/triste ou mesmo fazer uma comparação banal. Nem pude reviver uma emoção ou um sentimento 2 vezes.

    Com base no meu erro, entre no site e mande agora mesmo uma mensagem para o seu futuro. Lembre-se que isso é um link que você está criando, portanto seja mais criativo que eu e mande uma mensagem decente.

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    “Sim, agora Deus existe”…

    10 junho 2008

    …foi a primeira coisa que me ocorreu quando vi a notícia sobre o computador mais veloz do mundo.

    “Para entender o quão rápido ele será, se cada uma das 6 bilhões de pessoas do mundo tivessem uma calculadora e trabalhassem juntas 24 horas por dia, 365 dias por ano, ainda assim levaria 46 anos para todos processarem o que o Roadrunner poderá processar em um único dia”

    Fredric Brown escreveu em 1954 um conto de ficção científica chamado “Resposta” que nunca esqueço - talvez porque é curto e marcante. Nele, Fredric nos conta a história de um super-computador conectando todo o conhecimento de todos computadores de mais de 96 bilhões de planetas e, quando perguntado se Deus existia… bom você pode ler o conto e me contar o que acha.

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    Twittei

    15 maio 2008

    Sim, depois de muito lutar contra, me vejo na situação de que preciso tentar usar o Twitter para ver na pele o que acontece. Como não sou empresa, talvez exista no fundo alguma coisa que posso aproveitar dali. Vou experimentar por alguns meses e ver no que dá. Se eu não estiver obtendo nada de bom de retorno, prometo desabafar tudo aqui. Por isso espero:

    - Aprender mais sobre as pessoas,
    - Aprender mais sobre assuntos que me interessam,
    - Conhecer gente interessante,
    - Conversar, opinar e gerar assuntos.

    Eu tinha criado um perfil muito antes da moda pegar, mas ele foi apagado. Por isso fiz outro. Quem quiser interagir, fique a vontade.

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    Memes que suportam a economia

    24 abril 2008

    Quando falamos de meme aqui no blog no ano passado, não imaginava a quantidade de memes que a revista americana Wired já criou e o quanto esses memes significam para a economia atual dependendo do contexto. Isso é o que eu chamo de capacidade de identificar tendências (o que já é grande coisa) e nomeá-las de forma criativa (o que pode ser ainda mais difícil).

    A tabela abaixo foi extraída do website da revista e estava na forma de um teste de conhecimento devido as comemorações do seu 15o aniversário. Eu já relacionei cada meme com a sua definição correta mas foi mal aí, não vou traduzir nada dessa vez.

    Meme Definição
    1 Technolust (1993) A near-obsessive fascination with the newest digital gadgetry
    2 Netizen (1996) A person who engages in online communities to further discussion and add to collective knowledge
    3 The Long Boom (1997) An extended period of intense economic expansion propelled by the forces of free markets, unprecedented globalization, and advancing technologies
    4 The New Economy (1997) A system in which wealth is driven by information and technological infrastructure
    5 Geek Syndrome (2001) A mild form of autism that afflicts a disproportionate number of techies; better known as Asperger’s syndrome
    6 The Long Tail (2004) The niche-based culture catching up to the hit-driven economy
    7 Crowdsourcing (2006) Tapping the ingenuity of the networked masses
    8 Radical Transparency (2007) The exposure of a company’s inner machinations in order to improve customer relations and amp up profits

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    Já pensou descobrir que sua mulher é homem na lua-de-mel?

    15 abril 2008

    Existem serendipidades que agradam e serendipidades que não agradam.

    Mas o mundo anda tão cheio de situações improváveis que quase chegamos a acreditar que tudo é possível nessa vida. De vez em quando dou destaque para algumas dessas “notícias populares” para mostrar que a serendipidade está sempre presente temperando nossa estadia nesse mundo. Para ver mais situações inesperadas navegue pela categoria “Serendipidade”.

    E foi assim que ocorreu com o nosso amigo na história a seguir:

    O fazendeiro alemão Wolfgang Zober, 55 anos, de Naumburg, descobriu que sua mulher era um homem durante a lua-de-mel do casal. Ele agora tenta a anulação da união. [...]

    Fonte

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    Leituras que valem a pena #24

    9 março 2008

    The Ten (and a half) Commandments of Visual Thinking: The Lost Chapter from The Back of the Napkin | Dan Roam
    O autor explora o pensamento visual e prevê: Visual Thinking é o futuro no que tange solução de problemas nos negócios.

    Free! Why $0.00 Is the Future of Business | Chris Anderson
    Quando o pai do “Longa Tail” ou “Cauda longa” fala, o mercado é todo ouvido. Veja o tema do seu novo livro e entenda porque a economia da internet tende a zero na precificação de produtos e serviços.

    Placebos, Price, and Marketing | Roger Dooley
    Roger está dando continuidade a uma série de posts que exploram como o preço dos produtos influenciam diretamente na satisfação dos consumidores. Com uma explicação empírica e tudo.

    Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.

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    Comunidades no infinito, vida plugada e CRM

    12 janeiro 2008

    2008 vai ser o ano da explosão social. Em 2008 o número de websites com foco em nichos e pequenas comunidades de “like-minded people” vai alcançar topos maiores, e acredito sériamente que poderá crescer ainda mais tendo em vista o crescimento vegetativo da internet e o oportunismo automático que isso tudo pode gerar em terceiros.

    Eu vivi boa parte da minha vida sem Internet. As comunidades não são essenciais para o crescimento de uma pessoa, mas interferem na evolução humana muito mais do que imaginamos. Aceleram o processo, talvez exageradamente. Pesquisas são muito mais fáceis de executar, as pessoas estão mais conectadas às fontes de informação ou outras pessoas. O acesso por mera curiosidade de um novo internauta alimenta uma indústria de propaganda de tamanhos inimagináveis. E essa propaganda, ao menos em celulares, em 2008, estará mais direcionada e relevante. De fato o rumo agora é estarmos conectados a esse mundão virtual mesmo quando estivermos nas ruas. O 3G bate na porta dos brasileiros com força em breve.

    A busca pela velocidade de acesso à Internet já não é mais o foco das discussões. Agora a onda será discutir quanto dessa velocidade o cliente está afim de pagar ou mesmo necessita ter, porque a partir de um certo ponto não será necessário ter 100M ou 2Gbits/s, nessas velocidades você já estará assistindo HDTV, ouvindo um stream de música, acessando websites e ainda terá muita banda de folga… passa a ser estranha a relação que vamos ter com a Internet.

    Enquanto esse mundo anda acelerado, as empresas continuam com seus “currais departamentalizados” com foco no produto ou na oferta e não no cliente. Melhor ainda, com foco no umbigo. Na onda de fusões e aquisições sobrará espaço para as consultorias nadarem de braçadas porque na compra de uma empresa gasta-se muito, dependendo no nível de dívida da empresa comprada gasta-se mais. E em CRM, menos. Daí o cliente recebe 3 faturas, uma para telefone, uma para TV a cabo e uma para Internet e não consegue, dentro da sua capacidade de raciocínio, entender porque uma empresa única (chamada elegantemente de “Triple-Play“) não consegue ter uma fatura única e um call center para reclamar único.

    Com eletrônicos cada vez mais presentes dentro de nossas casas, TV digital com DVR que consome muito mais que aquele mero conversor UHF/VHF, cable modems, carregadores de celular e até mesmo SERVIDORES, haja apagão para dar conta. Os recursos naturais serão suficientes? Temos a energia nuclear, que é mais limpa que imaginamos e bastante disponível, mas ninguem acredita nisso. Eles dizem: “É melhor emitir carbono das usinas de carvão, ninguém morre com acidentes nucleares…” (mas essas usinas emitem mais radiação na atmosfera que uma usina nuclear).

    Haja planeta para aguentar…

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    Crowdsourcing na pele

    9 janeiro 2008

    Pra quem pensa que eu fiquei os últimos 3 meses coçando enquanto aguardava minha vinda pro velho continente, queria dizer que as coisas não são bem assim.

    Momentaneamente me veio à mente um episódio da minha pré-adolescência onde uma professora do colégio me instruia que em redações não devemos usar a palavra “coisa”. Engraçado como fixamos lembranças desse tipo

    Voltando para a terra.

    Algum tempo atrás mencionei o Crowdspirit e que eu fazia parte da equipe de beta-testers da bagaça. Pois então. Há dois meses estou envolvido na construção do primeiro produto eletrônico produzido inteiramente por uma comunidade virtual. Dentro da comunidade estou liderando a frente de marketing e acabo de publicar internamente o rascunho daquele que será o plano de marketing do nosso primeiro produto, com direito a SWOT, 4Ps e tudo.

    Ainda falta muito trabalho até o lançamento do nosso Calendário Digital para pendurar na parede! Sim, esse é o produto. Nesse meio tempo estou tendo uma ótima experiência conhecendo novas pessoas do mundo todo e tendo a oportunidade de sentir na pele o que é Crowdsourcing e como funciona a dinâmica das interações entre membros de uma equipe voluntária.

    Não sei como vão me pagar ainda. Por enquanto estou mais preocupado em aprender novos conceitos. Mas se quiserem me pagar com stock options eu to dentraço. Não sou massagista, mas quem sabe eu ganho uns milhões no futuro…

    Quem estiver afim de ajudar é bem-vindo. Mas primeiro é preciso pedir acesso, veja no website como ajudar.

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