Recebi por email a figura ao lado. Para que lado a bailarina gira? Horário? Anti-horário? Os dois?
O email diz que dependendo do resultado você usa mais o lado esquerdo ou direito do cérebro:
Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher
girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do
cérebro (intuição). Se, no entanto, você a vê girar no sentido
anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro (raciocínio). Faça a
experiência…
Se você se esforçar você conseguirá ver a bailarina rodando para qualquer dos lados. Eu vejo anti-horário na maioria das vezes que olho, mas consigo inverter facilmente (admito que a primeira vez foi mais difícil). Sou engenheiro (raciocínio?) e, portanto, o teste supostamente acertou. Mas não me convenço que um teste tão simples pode dizer tanto.
Você pode achar vários links para o teste na rede. Alguns deles inocentemente incentivam o conceito e outros, como é o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, opinam que o teste é papo furado. Deixando a neurociência de lado, o autor do livro “Freakonomics” também discutiu o teste e realizou uma pequena análise estatística para desbancar o teste.
Mas não vamos parar por aqui. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Melbourne e da U.S. Army Research Institute for the Behavioral and Social Sciences demonstrou que jovens com talento para matemática aparentemente usam melhor ambos os lados do cérebro, e que os dois lados estão envolvidos na resolução dos problemas matemáticos. Dizer que matemáticos usam “só” ou “mais” o lado direito é vago demais.
Outro artigo ainda mais interessante discute e trás a idéia de que mesmo tendo metade do seu cérebro removido cirúrgicamente você pode eventualmente (re)aprender recursos que seriam supostamente usados na metade removida. A chamada Plasticidade Cerebral.
Acho que a bailarina é mais uma ilusão de ótica que um teste científico. Um papo furado.





