Maior desenho do mundo é falso e o vírus da internet é bonzinho

29 maio 2008

A Wired andou questionando a veracidade do desenho e no final o artista acabou admitindo na própria página do suposto projeto que tudo não passa de pura ficção e que ele fez isso como parte de seu trabalho de graduação em Propaganda e Design Gráfico no Beckmans College of Design.

Além disso, a galera não perdoa e encontrou o “O mundo é minha tela” na rede – um site lançado pela Nokia para promover o N82. Lógico que todo mundo disse que o artista do maior desenho estava copiando, mas, segundo ele, o projeto já estava em andamento quando o The World is My Canvas entrou no ar.

No final todo mundo saiu ganhando. A DHL por ter deixado filmar seu centro de distribuição, o artista que ficou conhecido no mundo todo, a escola de design por criar essas “mentes brilhantes” e, de quebra, até a Nokia…

Quando o conteúdo da mensagem é adequado, o vírus da internet é benéfico. Não é malvado como o Influenza.


Seqüenciamento completo do DNA, eu também quero

27 maio 2008

Li primeiro ontem no DutchNews.nl e depois fui ver a repercursão do fato nos principais portais de ciência, entre eles o ScienceDaily.

Os cientistas seqüenciaram o primeiro DNA de uma mulher. Não vou contar a notícia que pode ser lida aqui em português, mas quero só ressaltar o que podemos saber com um negócio desses.

Segundo li, agora ela descobriu que há 10 mil anos atrás, seus ancestrais habitaram a Polônia, Irlanda e Turquia, além de saber riscos acentuados de desenvolver doenças hereditárias ou mesmo câncer. A brincadeira traça sua árvore genealógica e ainda de quebra te ajuda a prolongar um pouco mais sua vida.

Não estou aqui me preocupando com pirataria genética ou outros sonhos cyberpunks, eu realmente quero saber quanto custa fazer o meu. Quem sabe em pouco tempo teremos kits para fazermos nós mesmos em casa…

Update (06/06/08): Li na Exame dessa semana uma reportagem que apontava o 23andMe, um site que vende um kit que revela algumas coisinhas sobre o seu DNA. Não é um sequenciamento completo, mas já é alguma coisa nesse sentido…


O maior desenho do mundo

26 maio 2008

Li no NextWeb que o artista Erik Nordenankar fez o maior desenho do mundo. Ou melhor, o maior desenho e auto-retrato do mundo. Mas ele não fez à mão, ele mandou, com instruções de caminho específicas, uma maleta com um GPS que gravava sua posição de tempos em tempos. Depois de 55 dias ele recebeu a maleta de volta e plotou o desenho num mapa-múndi. O desenho tem mais de 110 mil quilômetros de extensão e passa por 6 continentes e 62 países.

Detalhe. Altamente viral e propagandístico para a DHL, que foi a responsável pelo transporte da maleta.

O resultado:

A maleta (clique no desenho para o site do projeto):


Benchmarketing versus Benchmarking

21 maio 2008

Guerrilla action for Revero Denim made by Dear Communications Hub.Em fevereiro de 2006 escrevi um post sobre o uso do termo Benchmarketing (muito frequente no Brasil) para definir o que na verdade se chama Benchmarking. Num post seguinte apresentei uma metodologia para medir resultados. Relembrando:

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes.

Essa comparação serve para que possamos ter uma base para verificar nossas próprias ações. O procedimento é normalmente conduzido internamente e muitas vezes os dados não são divulgados para o público. Principalmente quando seus resultados são piores que seus concorrentes.

Porém volto ao tema para uma pequena observação. Apesar de Benchmarketing não existir oficialmente, eu aposto que muitas empresas o praticam indiscriminadamente.

O termo Benchmarketing é há muito tempo usado para definir o comportamento de alguns fabricantes de placas de vídeo para computadores, que alteram de propósito os números de performance das placas, para se colocarem como melhores que os concorrentes. É literalmente vender gato por lebre.

Muitas empresas devem praticar esse pequeno “arredondamento” na performance dos produtos, ou mesmo manter o número correto mas comparar seu produto com um produto da concorrência pior para parecer na frente. Por isso existem tantas comissões e agentes reguladores nesse mundo. Trapaçar é humano.

Deixando a propaganda enganosa cometida propositalmente de lado, se a sua empresa emprega o termo Benchmarketing em seu website ou processos internos, cuidado! Saibam que isso significa literalmente assumir que vocês são mentirosos!

A foto é de uma ação de marketing de guerrilha que também é um Bench Marketing (Marketing em bancos)


Inovação não é só web 2.0

20 maio 2008

Amazon.comGuru fala e seus seguidores escutam. C.K. Prahalad, o homem que descobriu a riqueza na base da pirâmide, lançou no mês passado, em conjunto com and M.S. Krishnan, suas idéias sobre inovação no livro: The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.

Segundo os autores, uma mudança global está ocorrendo no momento que você lê essas linhas. Essa mudança diz respeito à forma que as empresas criam proposições de valor para seus clientes, e se dá, segundo os autores, baseados em 2 pilares:

1. “Valor é fundado sobre experiências dos clientes únicas e personalizadas.” – O nome desse pilar é N = 1 (um cliente por vez) e podemos lê-lo como “cada cliente é único.”

2. “Nenhuma empresa é grande o suficiente em escopo e tamanho para satisfazer as experiências de um cliente em um determinado momento.” – O nome desse pilar é R=G (recursos de múltiplos fornecedores freqüentemente provenientes do mundo todo) e significa que o segredo é ter acesso aos recursos e não possuí-los.

Os autores nos lembram que a inovação não está somente em Google, Apple, web 2.0 e tecnologia de ponta, mas possuem outras facetas que não podem ser ignoradas. Já comprei o meu.


Twittei

15 maio 2008

Sim, depois de muito lutar contra, me vejo na situação de que preciso tentar usar o Twitter para ver na pele o que acontece. Como não sou empresa, talvez exista no fundo alguma coisa que posso aproveitar dali. Vou experimentar por alguns meses e ver no que dá. Se eu não estiver obtendo nada de bom de retorno, prometo desabafar tudo aqui. Por isso espero:

- Aprender mais sobre as pessoas,
- Aprender mais sobre assuntos que me interessam,
- Conhecer gente interessante,
- Conversar, opinar e gerar assuntos.

Eu tinha criado um perfil muito antes da moda pegar, mas ele foi apagado. Por isso fiz outro. Quem quiser interagir, fique a vontade.


A armadilha e a bola de neve da empresa magra

13 maio 2008

pffc-online.com/mag/paper_latitudes_leanLean‘ é uma das palavras mais importantes desta década. E não estou falando somente de 6-sigma ou qualquer outra maneira de enxugar seus processos produtivos, estou falando de enxugar TODO E QUALQUER processo dentro de sua empresa para cortar custos e economizar alguns trocados, no jargão de negócios: lean enterprise.

Toda empresa busca e sonha em ter seus processos correndo redondinhos, sem nenhuma falha nas etapas e com todos sistemas integrados e sem bug. O conceito é nobre e respeito de coração a busca por processos perfeitos ou otimizados para cortar custos, mas isso pode fazer com que a empresa passe toda a sua vida apagando incêndios. É como uma bola de neve se você se descuidar.

Você toma um prejuízo e a primeira reação é: otimizar e demitir. Essa é a armadilha e é preciso ter muito cuidado, em pouco tempo você estará cronometrando o tempo que seus funcionários passam no banheiro.

Uma vez que seus esforços estão direcionados no sentido de otimizar, otimizar e demitir, pouco sobrará para duas parcelas esquecidas: a inovação e o relacionamento com o cliente.

É como uma gangorra. Se um lado melhora (pra cima) o outro piora (pra baixo).

Inovar e criar novas oportunidades é muito melhor. É esperto, desafiador e corajoso. Cortar postos de trabalho é para quem já se viciou no ciclo do extintor (ou para empresas em países em crise, mas aí já é outra história).


Quanto menos palavras melhor

7 maio 2008

O post anterior foi o post de número 400 e hoje está faltando um mês para esse blog completar 3 anos de vida. E está valendo a pena. Só para constar.

Li um artigo do Jacob Nielsen hoje que discutia a quantidade média de palavras que um visitante lê em um tempo de visita médio a um website. O sumário é que o visitante geralmente tem tempo para ler algo em torno de 20% das palavras antes de zarpar para outro lugar. Em outras palavras, não importa o quanto você vai escrever, os usuários só tem tempo para ler, em média, 20% do que você está escrevendo.

A outra face do estudo é que se seus posts, artigos ou webpage tem menos de 111 palavras, um visitante com tempo de visita médio conseguirá ler mais de 50% do seu conteúdo. Portanto menos é mais! O gráfico abaixo (extraído do estudo) mostra isso.

Escolha bem suas palavras e seja objetivo. (160 palavras – poucos chegarão até aqui)

Percentagem do texto lido em uma visita média a um website


Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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