Serendipidade

Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso

Por Fabio Cipriani
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Aportuguesamento de Serendipity Ing. (1754) Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada por Horace Walpole, a partir do conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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    Atos Instintivos

    O que são “Atos Instintivos” ?
    Aqui estão sendo mostradas as fotos de Atos Instintivos.
     

    O YouTube paga algo pelos seus vídeos?

    31 janeiro 2008

    Não?

    Então conheça o primeiro web 2.0 a pagar pelos vídeos que você prepara. O Tripr.TV.

    Segundo o CEO da empresa “seremos o YouTube dos hotéis!”.

    A idéia é a seguinte:

    1 - você faz um vídeo de um hotel que você se hospedou e dá sua opinião sobre o mesmo,
    2 - você sobe o vídeo na Tripr.TV,
    3 - seu vídeo rende uma reserva naquele hotel,
    4 - você ganha dinheiro por isso.

    Quem disse que a web 2.0 deve ser rentável só para os criadores?

    Mas e se começarem a enviar vídeos assim? Se vender eles vão pagar? Nem vão publicar? Onde vai parar a liberdade de expressão?

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    Dormir ajuda “resetar” o cérebro

    21 janeiro 2008

    homepagepic.jpgÉ possível dormir menos e manter o ritmo de trabalho diariamente?

    Recentemente li em alguma revista uma reportagem com presidentes de diversas empresas. A grande maioria dormia pouquíssimas horas por noite, chegando em até 4 horas por noite, mantendo a disposição para o trabalho no dia seguinte. Seria essa situação condicionável ao nosso corpo? É uma questão de treino?

    Popularmente os cientistas afirmam que o nosso cérebro passa o dia aprendendo e que a noite ele continua trabalhando para fixar melhor o que foi absorvido durante o dia. A habilidade do cérebro de mudar conforme estímulos externos (chamada plasticidade) está no centro do aprendizado e foi o tema para uma pesquisa divulgada ontem.

    Nela, os cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison anunciaram que o cérebro precisa, na verdade, de sono para descansar e ser capaz de continuar se transformando com as ligações sinápticas no dia seguinte. Em outras palavras, o cérebro cansa, e precisa descansar para trabalhar 100%, e isso pode se dar a qualquer momento durante o dia dependendo da carga de trabalho exigida.

    Nosso corpo cansa, os músculos cansam, porque não a cabeça? Mas a pergunta que fica é: teria algumas pessoas a capacidade de descansar esses neurônios mais rápido que outras? Ou devem os executivos pensar seriamente em dormir um pouquinho mais pelo bem geral do seu corpo?

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    Preciso postar algo no meu blog

    17 janeiro 2008

    Essa frase acima não é meio besta? Se vc somar o “… é que ultimamente ando meio ocupado…” fica mais besta ainda…

    Tenho visto vários blogs e blogueiros se incomodando com o fato de que não postaram nada nos últimos dias e estão lamuriando on-line essa ausência. Eu também sou bobo porque já devo ter escrito aqui alguma coisa desse gênero.

    Se tanta gente não considera o blog uma ferramenta bacana de comunicação, o que dizer do sentimento compulsório de que TEMOS que postar alguma coisa? Soa estranho para quem não dá a mínima para blogs e até para quem dá a máxima. O blog, além de incutir diversas experiências novas nas nossas vidas, também nos torna escravos. Ficamos presos a essa necessidade “inata” de escrever algo.

    Algumas vezes tenho a sensação de que não é necessário se justificar. Apenas faça seu trabalho bem e bem feito.

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    Nova definição de Marketing

    15 janeiro 2008

    Os auto-nomeados “donos” do Marketing mudaram a sua definição dentro do dicionário deles:

    Antes era
    “Marketing is an organizational function and a set of processes for creating, communicating, and delivering value to customers and for managing customer relationships in ways that benefit the organization and its stakeholders.”

    Agora fica
    “Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large.”

    O Gilberto do blog Techboogie (minha fonte) fez algumas observações interessantes sobre as mudanças.

    Na minha concepção, se o Marketing não é algo que se nasça sabendo e, portanto, temos que aprender, e levando em consideração que a linguagem é muito mais complicada que o conceito de Marketing e é desenvolvida do nada, eu posso chegar a defender a idéia de que o instinto de se auto-promover ou promover algo para garantir sua subsistência (veja o post sobre fofocas) pode ser percebido como Marketing por qualquer pessoa. Entre outras palavras: “Existem mil maneiras de se definir o marketing (acadêmicas, superficiais, precisas ou não), invente a sua”.

    Será que existe um gene que proporciona sermos mais ou menos propensos a conhecer o Marketing e saber utilizá-lo corretamente?

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    Propaganda contextual

    14 janeiro 2008

    iomega_burn_baby.jpg - Adrants.comPropagandas cada vez mais direcionadas de forma eficiente foi um dos temas que tratei no post anterior, enquanto usava minha bola de cristal para adivinhar as tendências de tecnologia em 2008. Então eu vi a propaganda acidental da Iomega no website de notícias SMH (não consegui achar a notícia lá). Mas talvez ainda haja esperanças para 2008…

    O artigo, de junho de 2007, é sobre um bebê que morreu por conseqüência de queimaduras em um incêndio e a propaganda da Iomega diz: “Queime neném. Queime!

    Bizarro…

    Fonte: Adrants

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    Comunidades no infinito, vida plugada e CRM

    12 janeiro 2008

    2008 vai ser o ano da explosão social. Em 2008 o número de websites com foco em nichos e pequenas comunidades de “like-minded people” vai alcançar topos maiores, e acredito sériamente que poderá crescer ainda mais tendo em vista o crescimento vegetativo da internet e o oportunismo automático que isso tudo pode gerar em terceiros.

    Eu vivi boa parte da minha vida sem Internet. As comunidades não são essenciais para o crescimento de uma pessoa, mas interferem na evolução humana muito mais do que imaginamos. Aceleram o processo, talvez exageradamente. Pesquisas são muito mais fáceis de executar, as pessoas estão mais conectadas às fontes de informação ou outras pessoas. O acesso por mera curiosidade de um novo internauta alimenta uma indústria de propaganda de tamanhos inimagináveis. E essa propaganda, ao menos em celulares, em 2008, estará mais direcionada e relevante. De fato o rumo agora é estarmos conectados a esse mundão virtual mesmo quando estivermos nas ruas. O 3G bate na porta dos brasileiros com força em breve.

    A busca pela velocidade de acesso à Internet já não é mais o foco das discussões. Agora a onda será discutir quanto dessa velocidade o cliente está afim de pagar ou mesmo necessita ter, porque a partir de um certo ponto não será necessário ter 100M ou 2Gbits/s, nessas velocidades você já estará assistindo HDTV, ouvindo um stream de música, acessando websites e ainda terá muita banda de folga… passa a ser estranha a relação que vamos ter com a Internet.

    Enquanto esse mundo anda acelerado, as empresas continuam com seus “currais departamentalizados” com foco no produto ou na oferta e não no cliente. Melhor ainda, com foco no umbigo. Na onda de fusões e aquisições sobrará espaço para as consultorias nadarem de braçadas porque na compra de uma empresa gasta-se muito, dependendo no nível de dívida da empresa comprada gasta-se mais. E em CRM, menos. Daí o cliente recebe 3 faturas, uma para telefone, uma para TV a cabo e uma para Internet e não consegue, dentro da sua capacidade de raciocínio, entender porque uma empresa única (chamada elegantemente de “Triple-Play“) não consegue ter uma fatura única e um call center para reclamar único.

    Com eletrônicos cada vez mais presentes dentro de nossas casas, TV digital com DVR que consome muito mais que aquele mero conversor UHF/VHF, cable modems, carregadores de celular e até mesmo SERVIDORES, haja apagão para dar conta. Os recursos naturais serão suficientes? Temos a energia nuclear, que é mais limpa que imaginamos e bastante disponível, mas ninguem acredita nisso. Eles dizem: “É melhor emitir carbono das usinas de carvão, ninguém morre com acidentes nucleares…” (mas essas usinas emitem mais radiação na atmosfera que uma usina nuclear).

    Haja planeta para aguentar…

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    Crowdsourcing na pele

    9 janeiro 2008

    Pra quem pensa que eu fiquei os últimos 3 meses coçando enquanto aguardava minha vinda pro velho continente, queria dizer que as coisas não são bem assim.

    Momentaneamente me veio à mente um episódio da minha pré-adolescência onde uma professora do colégio me instruia que em redações não devemos usar a palavra “coisa”. Engraçado como fixamos lembranças desse tipo

    Voltando para a terra.

    Algum tempo atrás mencionei o Crowdspirit e que eu fazia parte da equipe de beta-testers da bagaça. Pois então. Há dois meses estou envolvido na construção do primeiro produto eletrônico produzido inteiramente por uma comunidade virtual. Dentro da comunidade estou liderando a frente de marketing e acabo de publicar internamente o rascunho daquele que será o plano de marketing do nosso primeiro produto, com direito a SWOT, 4Ps e tudo.

    Ainda falta muito trabalho até o lançamento do nosso Calendário Digital para pendurar na parede! Sim, esse é o produto. Nesse meio tempo estou tendo uma ótima experiência conhecendo novas pessoas do mundo todo e tendo a oportunidade de sentir na pele o que é Crowdsourcing e como funciona a dinâmica das interações entre membros de uma equipe voluntária.

    Não sei como vão me pagar ainda. Por enquanto estou mais preocupado em aprender novos conceitos. Mas se quiserem me pagar com stock options eu to dentraço. Não sou massagista, mas quem sabe eu ganho uns milhões no futuro…

    Quem estiver afim de ajudar é bem-vindo. Mas primeiro é preciso pedir acesso, veja no website como ajudar.

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    ‘Estrangeiridades’

    7 janeiro 2008

    Inventei um novo neologismo. O neologismo para aqueles que são estrangeiros e não tem a mínima idéia do que fazer muitas vezes, e acabam cometendo estrangeiridades. Por aqui as coisas andam bastante no frio e a cada dia a idealização do meu segundo livro parece mais distante. O trabalho é cruel e a adaptação é como uma pimenta nos olhos. No entanto gostaria de enumerar (porque listas são bem mais fáceis de elaborar e, conseqüentemente, de ler) alguns achados que considero importantes:

    • Apesar de todo bafafá em torno do 3G em 2000, a coisa ainda não evoluiu como eu pensava. Aqui na Holanda apenas 5% do tráfego de dados na rede celular corresponde ao 3G (UMTS ou HSDPA), o qual é o mais veloz - contraditório e curioso. Será que no Brasil vai pra frente?
    • O pessoal por aqui come uma quantidade industrial de óleo, gordura e afins. Batata-frita é o carro chefe acompanhando de deliciosos e crocantes croquetes, hamburgueres e outras frituras do gênero saboroso. Pior foi notar que eles quase não almoçam, e quando fazem é um lanchinho regado a iogurte.
    • Teclado é teclado, mas se adaptar a um novo teclado é sempre um desafio interessante e que deixa sequelas.
    • Imersão em outra língua é extenuante. Mas o troféu joinha da alegria vai para uma bela compra num supermercado. Principalmente para os produtos que você não sabe do que se trata.
    • Feliz a minha descoberta ao notar que as empresas aqui tem praticamente os mesmos velhos problemas de CRM e de processos que no Brasil. Só que aqui a concorrência é pesadíssima.
    • I’m from Holland, where the f*** you from?

    Resolução para 2008: Escrever meu 2o livro e tentar manter os meus blogs vivos!

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