Fofoca é vital para a evolução do homem

30 outubro 2007

gossip.jpgVoltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?

Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.

Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.

Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação

Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.

De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.

No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.

Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status - cargos e salários melhores.

A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).

Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell

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O que as pessoas lêem refletem sua inteligência?

30 outubro 2007

maislidas.jpgPergunta intrigante…

Olhando as notícias mais lidas na Folha de S.Paulo a qualquer hora do dia você se depara com uma lista parecida com essa ao lado.

Ela reflete a preferência popular de uma rede virtual que é acessada, na sua maioria, por pessoas de mais elevado poder aquisitivo.

Se pensarmos em crowdsourcing, wikinomics e/ou avaliarmos a inteligência coletiva o que podemos concluir? Existem exceções? Se trata de um nicho (cauda longa)? Ou uma coisa não tem nada haver com outra?

Num antigo post comentei o livro de Gustave Le Bon (1895) - A psicologia da multidão (é grátis):

Quando no meio de uma multidão, o homem regressa para um estado mental primitivo. Uma pessoa que pode ser altamente culta e moral em alguns casos, é capaz de agir como um barbáro.

Esta irracionalidade, presta-se ao poder da sugestão, através do qual o comportamento de um indivíduo pode ser determinado pelas suas percepções e as ações de outros ao redor dele.

Então o ímpeto por ler ou ver alguma coisa não se correlaciona com inteligência. O conteúdo acessado por sua vez alimenta nossa cabeça com informação boa ou ruim.

Para chegar ao 5o. lugar imagino que um número grande de pessoas devem clicar na mesma notícia, sem saber que as demais estão clicando nela. As notícias são na maioria relacionadas com a mídia TV, a qual exerce forte influência na nossa sociedade, isso explica serem “+ lidas”. Um acesso à informação de forma “inconsciente”.

Podemos manipular as multidões, elas percebem “viralmente” o que as demais ao seu lado estão fazendo. O start deve ser algo popular. Mas ainda não consigo entender porque o viral que conhecemos é tão “vazio”.

Daí eu volto à questão, porque buscamos ler ou ver coisas “vazias”?

Isso aqui tá parecendo o ovo e a galinha…

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Novos tempo… o retorno.

30 outubro 2007

No post anterior mostrei a foto de uma bandeira de torcida super conectada na rede.

Agora conto uma história:

Fui ver uns apartamentos no final de semana e descobri que os corretores (ao menos os da Lopes) costumam colocar apelidos para ajudar o cliente gravar seu nome. Nada demais aí.

Porém aí vai o nome do corretor que me atendeu: um japonês chamado Google.

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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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