A blogosfera fala bastante a palavra ‘meme‘ e a emprega para fazer com que outros blogueiros repitam uma mesma ação, sendo influenciado pelo blogueiro anterior e chamando novos a participar. Um exemplo é a lista de resoluções para o ano novo.
Todo mundo também fala muito em ‘marketing viral‘ e, assim como as pessoas que falam em memes, quase nenhuma jamais leu um livro do Richard Dawkins ou da Susan Blackmore.
O Dawkins é o criador da palavra “meme”. É a extensão dos conceitos de Darwin para explicar a propagação de idéias e os tais marketings virais. Ou seja, a propagação das idéias ocorrem de forma similar ao da propagação dos genes. A memética é o estudo da transmissão das idéias, e a genética é o estudo da transmissão das características biológicas.
Vamos divagar…
- Ontem o Seth Godin publicou um post explicando que Marketing boca-a-boca e Marketing viral não são a mesma coisa. Discordo. Sob o ponto de vista de memética eles são.
- Aplicar o termo “meme” para essa cadeia de listas da blogosfera é de certa forma errôneo. Não ocorre uma transmissão de idéias espontânea, o convite aos outros blogueiros e sua subseqüente participação está mais para um “átomo social” do que para um meme.
- Mais intrigante. Se as empresas conhecessem um pouco mais das teorias evolucionistas, iriam elas ter mais êxito na formulação de ações de marketing? Lógico. Memética na ementa dos cursos já!
- A figura abaixo ilustra o ciclo de um meme. A Market Semiotics que conceptualizou o traçado.









