Firebrand vem aí. Tem quem ache que vai pro saco e quem ache ambicioso. Será um tipo de YouTube mantido por empresas, as quais divulgam seus comerciais no portal.
As empresas precisarão criar comerciais que valem a pena serem postados, tanto para a própria marca quanto pela sobrevivência do novo portal. Será que vai?
Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.
Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.
Segue a comparação:
Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático”
Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa
O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler
Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto
Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte
É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica
Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade
Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um
Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre
Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro
Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso
Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip
ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo
-ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam