Serendipidade

Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso

Por Fabio Cipriani
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Aportuguesamento de Serendipity Ing. (1754) Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada por Horace Walpole, a partir do conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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    Atos Instintivos

    O que são “Atos Instintivos” ?
    Aqui estão sendo mostradas as fotos de Atos Instintivos.
     

    Fofoca é vital para a evolução do homem

    30 outubro 2007

    gossip.jpgVoltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?

    Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.

    Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.

    Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação

    Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.

    De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.

    No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.

    Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status - cargos e salários melhores.

    A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).

    Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell

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    O que as pessoas lêem refletem sua inteligência?

    30 outubro 2007

    maislidas.jpgPergunta intrigante…

    Olhando as notícias mais lidas na Folha de S.Paulo a qualquer hora do dia você se depara com uma lista parecida com essa ao lado.

    Ela reflete a preferência popular de uma rede virtual que é acessada, na sua maioria, por pessoas de mais elevado poder aquisitivo.

    Se pensarmos em crowdsourcing, wikinomics e/ou avaliarmos a inteligência coletiva o que podemos concluir? Existem exceções? Se trata de um nicho (cauda longa)? Ou uma coisa não tem nada haver com outra?

    Num antigo post comentei o livro de Gustave Le Bon (1895) - A psicologia da multidão (é grátis):

    Quando no meio de uma multidão, o homem regressa para um estado mental primitivo. Uma pessoa que pode ser altamente culta e moral em alguns casos, é capaz de agir como um barbáro.

    Esta irracionalidade, presta-se ao poder da sugestão, através do qual o comportamento de um indivíduo pode ser determinado pelas suas percepções e as ações de outros ao redor dele.

    Então o ímpeto por ler ou ver alguma coisa não se correlaciona com inteligência. O conteúdo acessado por sua vez alimenta nossa cabeça com informação boa ou ruim.

    Para chegar ao 5o. lugar imagino que um número grande de pessoas devem clicar na mesma notícia, sem saber que as demais estão clicando nela. As notícias são na maioria relacionadas com a mídia TV, a qual exerce forte influência na nossa sociedade, isso explica serem “+ lidas”. Um acesso à informação de forma “inconsciente”.

    Podemos manipular as multidões, elas percebem “viralmente” o que as demais ao seu lado estão fazendo. O start deve ser algo popular. Mas ainda não consigo entender porque o viral que conhecemos é tão “vazio”.

    Daí eu volto à questão, porque buscamos ler ou ver coisas “vazias”?

    Isso aqui tá parecendo o ovo e a galinha…

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    Novos tempo… o retorno.

    30 outubro 2007

    No post anterior mostrei a foto de uma bandeira de torcida super conectada na rede.

    Agora conto uma história:

    Fui ver uns apartamentos no final de semana e descobri que os corretores (ao menos os da Lopes) costumam colocar apelidos para ajudar o cliente gravar seu nome. Nada demais aí.

    Porém aí vai o nome do corretor que me atendeu: um japonês chamado Google.

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    Novos tempos…

    24 outubro 2007

    Prova de que a internet não está somente dentro dos computadores, redes e bits circulantes. Briga de torcidas:

    google_stadio.jpg

    Você quis dizer: Merda

    Fonte IMlog

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    De volta…

    24 outubro 2007

    A página ficou fora do ar por 2 dias e acaba de voltar ao normal. Tive que fazer um upgrade na conta pois a banda tinha ido pro espaço. Abraços!

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    Memética e viralidade

    19 outubro 2007

    A blogosfera fala bastante a palavra ‘meme‘ e a emprega para fazer com que outros blogueiros repitam uma mesma ação, sendo influenciado pelo blogueiro anterior e chamando novos a participar. Um exemplo é a lista de resoluções para o ano novo.

    Todo mundo também fala muito em ‘marketing viral‘ e, assim como as pessoas que falam em memes, quase nenhuma jamais leu um livro do Richard Dawkins ou da Susan Blackmore.

    O Dawkins é o criador da palavra “meme”. É a extensão dos conceitos de Darwin para explicar a propagação de idéias e os tais marketings virais. Ou seja, a propagação das idéias ocorrem de forma similar ao da propagação dos genes. A memética é o estudo da transmissão das idéias, e a genética é o estudo da transmissão das características biológicas.

    Vamos divagar…

    - Ontem o Seth Godin publicou um post explicando que Marketing boca-a-boca e Marketing viral não são a mesma coisa. Discordo. Sob o ponto de vista de memética eles são.

    - Aplicar o termo “meme” para essa cadeia de listas da blogosfera é de certa forma errôneo. Não ocorre uma transmissão de idéias espontânea, o convite aos outros blogueiros e sua subseqüente participação está mais para um “átomo social” do que para um meme.

    - Mais intrigante. Se as empresas conhecessem um pouco mais das teorias evolucionistas, iriam elas ter mais êxito na formulação de ações de marketing? Lógico. Memética na ementa dos cursos já!

    - A figura abaixo ilustra o ciclo de um meme. A Market Semiotics que conceptualizou o traçado.

    chart_memetics.gif

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    Feliz Natal em outubro

    17 outubro 2007

    O comércio parece estar sofrendo alguma sensação de necessidade misto com ansiedade.

    Será que a velocidade da internet afeta o mundo físico também? Ou seria apenas uma pressão dos fabricantes que devem ter produzido uma safra recorde e pressionam os retailers? Sintomas de aquecimento da economia? Sintoma pós-dia-das-crianças pois não há mais data de comércio até o natal?

    Expliquem: Por que raios o Carrefour já está vendendo PANETONES???

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    Consuma carbono e plante uma árvore

    15 outubro 2007

    Hoje é o Blog Action Day. Blogs no mundo todo estão postando algo sobre o meio-ambiente, e eu ainda tenho alguns minutos antes do dia acabar.

    Minha dica vai para dois sites importantes e que se complementam. O Carbono Neutro é um site da MaxAmbiental que ajuda você calcular as emissões de carbono na atmosfera pelo consumo de combustíveis, eletricidade, gás e geração de lixo. Uma vez calculada a emissão, ele indica quantas árvores são necessárias para anular esse carbono.

    Aí é que entra o Click Árvore. Você se registra, emite um boleto e planta quantas árvores quiser pelo preço de R$1,20 por árvore.

    Vou me casar agora em novembro. Estou anulando todo o carbono emitido durante a preparação, o evento e o pós-evento. A calculadora indicou 25 árvores, mas já plantamos 50 e vamos continuar plantando.

    Um pequeno update: Adquira agora mesmo a sua Primeira Vida. E viva a realidade do seu meio-ambiente de forma saudável.

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    Claro, estamos no escuro para inovar…

    11 outubro 2007

    vision.jpgA Claro escorregou. Uma notícia da Folha de S.Paulo publicou o serviço “Claro me liga” que passa trotes em telefones de terceiros e é ativado via SMS pelo custo de 95 centavos. A reportagem pegou pesado sem dó e deu destaque aos atributos preconceituosos da brincadeira. Depois o ministério público anunciou que vai investigar, e depois veio uma nota da Claro (que tirou a página do serviço do ar).

    A idéia não é ruim (e lógico que não é brasileira), no entanto, em pesquisa, não consegui encontrar nenhuma operadora (dentre as grandes mundiais) que presta serviço semelhante. O máximo que encontrei são empresas independentes de operadoras que prestam esses serviços. Detalhe, só encontrei no Reino Unido (pode ser proibido em outros lugares?).

    Até que ponto a falta de criatividade e inovação vão levar empresas e empreendedores a continuar simplesmente imitando cegamente cases que deram certo ou investir em idéias tolas?

    Não que o serviço de trotes seja um sucesso absoluto, mas certamente é fonte de receita para aumentar o ARPU. Sabemos que toda empresa ou empreendedor tem um DNA para farejar dinheiro e direcionar seus esforços para a suposta mina de ouro, mas cada vez mais essa atitude vai continuar inibindo a inovação e contribuir para a falência geral da já defasada “intelectualidade inovativa” que temos no Brasil.

    Repetição é o antônimo de inovação. Inovação é uma palavra derivada do latim e que também significa renovação. O trote pode ser tolo ou ótimo, mas foi imitação.

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    As grandes inovações de todos os tempos

    10 outubro 2007

    semiconductor.jpgLarry Keeley da Doblin preparou uma lista das inovações que mais mudaram as vidas dos seres humanos. Tudo isso em termos de segurança, longevidade e padrões e qualidade de vida. A BusinessWeek publicou um slideshow sobre esta lista.

    Cadê iPods, Googles e Blogs? Será que um dia ainda irão mudar a vida a ponto de significar mais do que a própria internet (item 13)?

    1. Armas

    2. Matemática e o número zero

    3. Dinheiro

    4. Impressão

    5. Mercado livre e mercado de capitais

    6. Agricultura e domesticação de animais

    7. Posse de bens

    8. Responsabilidade limitada

    9. Democracia participatória

    10. Cirurgia e anestésicos

    11. Antibióticos e vacinas

    12. Semicondutores

    13. A Internet

    14. Seqüenciamento genético

    15. Contâineres

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