
14 dezembro 2006
Cenário 2:
Toca o meu telefone celular.
Do lado de lá alguma pessoa se apresenta como sendo do Banco Real.
Eu me coloquei à inteira disposição, pois o Banco Real me liga quando existem potenciais problemas na minha conta.
A pessoa me pergunta se eu já conhecia o título de capitalização Real Mega Sonhos.
Eu disse que ela deveria saber que eu JÁ POSSUIA determinado serviço
Ela me perguntou então se era o de 15, 30 ou 60 reais.
Eu devolvi a pergunta perguntando que diferença isso faz.
Ela me ofereceu então a possibilidade de contratar um segundo plano.
Eu disse que se não fosse por outros motivos, eu cancelaria o meu Mega Sonhos e pensaria em fechar minha conta.
Resultado do Cenário 2:
O Telemarketing ativo continuou ineficiente. O passivo muitas vezes também. As empresas de call center sofrem com altos índices de turnover e não preparam seus operadores corretamente. O Banco Real além de quase perder um cliente, deixou o mesmo muito chateado por incomodar, via telefone celular (um instrumento particular e privativo), um de seus clientes mais fiéis (são quase 10 anos de conta).
Já passou da hora de as empresas redesenharem seus instrumentos de marketing e passar a integrar melhor suas bases de dados. É preciso parar de fazer marketing nas coxas. Alias, este é um bom tema de anti-heroismo, o Marketing nas Coxas - além de barato é ruim, faça já o seu…
A história acima é verídica
Veja também o Cenário 1
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14 dezembro 2006
Cenário 1:
Toca o telefone de casa.
Do lado de lá uma voz feminina me afirma que eu já fui assinante da revista Viagem & Turismo da Editora Abril.
Eu disse que recebi 3 exemplares em caráter promocional, e que não fui efetivamente assinante.
Aí ela me disse que receber em casa é ser assinante, e me perguntou se eu não me interessava voltar a assinar a revista.
Eu disse que não.
Ela me perguntou se eu conhecia outras revistas da editora.
Eu disse que ela deveria saber que eu já assinei a Veja e a Info Exame um dia.
Então ela me perguntou se eu não gostaria de voltar a assiná-las.
Eu disse que em casa já havia outra pessoa que assinava a Veja, e que eu não precisava assinar nada.
Resultado do Cenário 1:
Telemarketing ativo é ineficiente no Brasil (só?), onde a maioria das empresas não possuem dados centralizados sobre sua base de clientes e ex-clientes, os dados ficam em silos separados e dificilmente se combinam. Ter uma plataforma CRM é crucial para melhorar o poder de “adivinhar” o que o cliente pode estar precisando.
A Editora acabava de gastar cerca de 3 minutos de telefone e serviços de telemarketing. Além, é claro, do esforço em disponibilizar uma pequena base de dados imperfeita. Em uma realidade onde as empresas estão buscando cada vez mais a otimização de custos, ao invés de demitir pessoal competente dentro da organização, experimente tornar seu telemarketing mais lucrativo ao invés de dar tiros no escuro.
Atualmente o cliente tem uma necessidade de se sentir íntimo de uma empresa. Isso explica o sucesso dos blogs. Uma empresa que me liga, finge que me conhece mas não me conhece, não merece minha atenção.
A história acima é verídica
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