Minha namorada vive me dizendo que quando reclamamos de algum serviço mal prestado ou de produtos com problemas, as empresas brasileiras dão risadas da (e na) nossa cara. Acham graça da nossa reclamação. As empresas gostariam que você pegasse seu produtinho e fosse embora quieto.
Desculpem, não é da minha índole reclamar no blog, procuro sempre manter o profissionalismo e fazer um trabalho sério, mas hoje eu falar. Meu direito como cliente, minha liberdade como cidadão, minha dignidade como pessoa.
Hoje eu ia no tribunal de justiça abrir um processo contra a LG Electronics. Um celular ME500C, recém-comprado (de presente), veio com defeito de fábrica e ficou na assistência técnica 50 dias. Ele ficou “pronto” hoje.
O código de defesa do consumidor (artigo 18) diz que a empresa tem 30 dias para sanar o vício, depois disso eu posso e, de fato pedi, meu dinheiro de volta na semana retrasada. Nenhuma resposta, mas o aparelho ficou “pronto“.
Digo “pronto” porque o defeito persiste, e a assistência trocou a placa a toa. A LG gastou dinheiro a toa, porque o problema aparentemente é no alto-falante externo, só isso. Ineficiência.
Eles gozaram da minha cara por 50 dias. E devem estar rolando de rir agora.
Eu perdi o barco do processo porque eu peguei o aparelho de volta dizendo que iria verificar se o chiado é mesmo característica do aparelho (outra vez).
Em breve devo levar novamente na (des)assistência. Até quando os consumidores brasileiros vão aguentar?
Nos meus outros posts sobre a TIM, sobre as empresas com maior número de processos no PROCON, sobre o relacionamento com clientes e, finalmente, sobre a mediocridade, eu sempre estive com isso entalado na garganta:
Não compro mais nada da LG.








