Opinião sobre a informação abundante

(c) yotophoto.comO brilhante Carlos Heitor Cony escreveu, em sua coluna da Folha de S.Paulo, sobre a mentira e a verdade no meio da poluição e amplitude das informações, com a presença da grande encurtadora de distâncias, que é a Internet.

“[...]Acontece que, mais cedo ou mais tarde, a mídia impressa ficará dependente não dos seus quadros profissionais, de sua estrutura de captação das informações.[...]“

Já está sendo: Veja o BlogBurst que encontrei via Wired.

“[...]O gigantismo da internet tem porém pés de barro. Se ganha no alcance, perde no poder de concentração e análise. Qualquer pessoa, medianamente informada ou sem informação alguma, pode manter uma fonte de notícias ou comentários com responsabilidade zero, credibilidade zero, coerência zero.[...]“

Pura verdade, mas vejo uma oportunidade. Um treino individual para passar por cima desse problema: Ler mais e ter leitura crítica. Não ser um simples ralo que só absorve informações passivamente. Não ser dependente de uma única fonte de informação. Problema típico da civilização.

Mais um adicional: No mundo dos blogs, os leitores identificam quem tem e quem não tem credibilidade. Ao menos em assuntos mais sérios. Ao menos até hoje.



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9 Comentários Feed dos comentários »

  • Rafael Slonik disse:

    A Seleção Natural atua nesse meio…

    Responder esse comentário

  • Não sei não, sempre vai ter gente estúpida para ler o que outras pessoas estúpidas escrevem, vide a boa vida que tem os astrólogos, pais-de-santo, curandeiros e demais canastrões.

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  • Giallo disse:

    E desde quando a mídia impressa tem responsabilidade, credibilidade e coêrencia????

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  • Monica disse:

    Oi Fabio

    Muito legal, eu postei sobre o BlogBurst também, acho que aí tem coisa, definitivamente :-)

    Só discordo que no mundo dos blogs dá pra saber quem tem credibilidade… Acho que muito pelo contrário. Na blogosfera, bomba quem tá nesse meio e joga o jogo dos links… O PageRank, a Technorati, todo mundo dá autoridade a quem tem mais links, o que funciona, mas não é sempre não.

    Infelizmente tem gente que não sabe o que fala, mas tá bombando…

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  • Bruno Kaneoya disse:

    Oi Fabio.

    Economistas importantes dizem que os investidores vivem uma lua de mel com o Google e eu diria que a internet vive uma lua de mel com os blogs.

    Mas como em todo casamento, uma hora a coisa complica e fica junto só quem realmente é pra ficar.

    Na minha opinião, blogs meramente dissipadores de notícias tenderão a enfraquecer. As pessoas querem as coisas cada vez mais mastigadas.

    “Ao invés de formar uma opinião, porque não me dá logo uma pronta!?”

    Abraços

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  • Bardelli disse:

    Fontes sem coerência não são particularidades da web… vide grandes revidas tendenciosas e parciais, movidas por interesses de grandes grupos. Acho que erro de informação por falta de conhecimento é menos pior do que por manipulação.

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  • Estou elaborando um post sobre esse tema. Muito interessante!

    Tenha um bom dia!

    Abçs,

    Vinicius Factum
    Blog de um Cidadão

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  • Mauricio disse:

    Logo que li o texto do Cony também comentei…

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  • cardoso disse:

    uma fonte de notícias ou comentários com responsabilidade zero, credibilidade zero, coerência zero.[...]

    OK, mas mesmo fora da Wikipedia, os leitores NÃO checam. Sejam as Lendas Urbanas, sejam as Estatísticas Chutadas.

    98,3% dos blogueiros ao repassar uma noticia, mesmo comentando, não vão além do link de origem. Se um texto do site “A” fala sobre um produto da empresa “B” e não há um link explícito, o blogueiro que vai comentar NÃO colocará no Google o nome da “B” e gastará 5 minutos buscando a informação na fonte.

    LER não é um hábito no patropi. NEM de quem escreve.

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Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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