Brasileiro Médio = Cliente Passivo

10 março 2006

(c) yotophoto.comPorque nós clientes apanhamos tanto das empresas?

A classe alta possui dinheiro, com isso consegue manipular o sistema e conseguir pontos a seu favor. Contrata o melhor advogado, possui os melhores contatos, e é o principal consumidor de produtos caros, onde o relacionamento com o cliente é personalizado.

A classe baixa não possui dinheiro e é vítima da desigualdade social. Quer comer, quer vestir, quer suprir as necessidades básicas para viver. Por isso pega sempre no pé do governo, reivindica, luta, vai atrás, porque é a vida que conta.

A classe média é a classe boba. Não tem necessidades básicas porque tem dinheiro pra isso. Não pode comprar do bom e do melhor e desfrutar da personalização dos produtos caros. Acaba, então, comprando os produtos massificados nas prateleiras, operadoras de celular, bancos, etc.

Mas qual é o problema?

O problema é que as empresas, o governo, nem ninguém se importa muito com o cliente. Somos mal atendidos, ficamos horas em filas ou em call-centers, não recebemos o que merecemos.

Então ficamos acomodados pela virtude da sobrevivência, e sempre tentamos alcançar a faixa superior, dando a melhor escola para nossos filhos, comprando o melhor celular, se endividando com luxos que não podemos pagar - sensação de segurança que nos mantém como o coração do capitalismo e vítimas do próprio consumo. A classe média quer ficar rica e essa é a única preocupação.

É aí que a classe média é boba.

Deveríamos lutar, brigar, protestar como fazem os da classe baixa. Deveríamos boicotar os produtores de álcool para baixar os preços, parar de comprar os produtos daquela empresa que te maltratou ou forneceu um produto de má qualidade, aderir a greves. Nada de revolução, mas atitude.

Precisamos aprender a nos impor como clientes e receber o respeito esperado de um relacionamento justo de troca financeira por benefícios. Não estamos fazendo um favor para as empresas consumindo seus produtos.

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Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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