… esse Marketing pertencia a uma gigante da indústria de bebidas. Dentro do seu plano de expansão no Brasil, ela resolve lançar mais uma marca de cerveja no mercado. Um mercado onde 1% de participação no marketshare significa muito mais que meros 1 milhão de Reais.
Mas ela não está em busca de participação no mercado como um todo, ela quer abocanhar uma nova fatia de mercado muito rentável, uma divisão composta por pessoas com maior poder aquisitivo. Um nicho especial. Mas para isso, seria necessário contar com uma história convincente e competitiva para com as outras cervejas importadas, e sem efetivamente importar um novo produto (o que num país altamente explorativo no campo dos impostos não seria viável e lucrativo).
Importaremos então a marca, o nome. Já fizemos isso com a Brahma daqui pra lá, vamos fazer igual de lá pra cá.
Surge a belga Stella Artois (leia-se Estela Atoá). Uma garrafinha de 275ml que custa quase 2 reais. Mas que possui um conteúdo nacional. Um rótulo garante que a fabricação segue a milenar receita dos belgas. Mas temos que convir que introduzir ingredientes e mudar um processo de fabricação custa muito caro para um empresa. Mudar máquinas, canos, dar treinamento aos cervejeiros, produzir a embalagem e importar a cevada.
Sou cético. Provavelmente ela não passa de uma cerveja nacional + água. Não pelo sabor, mas pela lógica de uma empresa que quer cortar custos e aumentar os lucros incondicionalmente. Seria tão somente um exemplo de máscara, assim como no caso do carvão para churrasco que apresentamos antes ou no da água mineral.
Não sei como andam os lucros dessa empreitada. É um marketing baseado em uma historinha aliada a um produto “importado”, para um país que adora coisas importadas. Com tudo isso na cabeça, e já com a história contada para nós mesmos, não há como não achar a cerveja sensacional na hora que tomarmos, o “psicológico” já foi massageado.







Nem tudo na vida é entendível, e qual seria a justificativa para tal?
Vi duas notícias essa semana que me deixaram perplexo pelo tamanho do descuido com valores e bens nacionais. Nada tão novo que não possa ser comparado com algo no passado e nada tão velho que nos impeça de correr atrás do tempo perdido.

Sendo assim, proponho aos leitores de Serendipidade.com a promoverem a leitura de blogs. Não é mandatório colocar o pequeno banner em suas páginas, o importante é usarmos a melhor ferramenta de marketing existente: o boca-a-boca.
Uma característica humana é a busca por padrões ordenados ou que combinem com a nossa lógica de raciocínio ou imagens familiares. Outra interessante, e que se relaciona com a primeira, é a busca sem fim por manter tudo organizado. Buscamos sentido nas coisas que aprendemos.
Existe um oportunismo nas marcas conhecidas nacional e mundialmente, principalmente em países como o Brasil, onde esse oportunismo se torna uma maneira de projetar seu produto ou serviço (legal ou ilegalmente).
E as imitações continuam…
Sabemos que o