Competitividade vs. Cooperatividade

Shaking Hands (c) FreeFoto.comDesde pequenos estamos acostumados com jogos onde sempre alguém ganha e sempre alguém perde. Esse espírito de competitividade vem desde muito cedo em nossas vidas e é até difícil encontrar exemplos (se é que existem) de jogos ou brincadeiras onde um ou mais “competidores” cooperam entre si para gerar uma relação ganha-ganha.

Os jogos são sempre ganha-perde, alguém tem que perder e alguém deve ganhar, e nós queremos ganhar! Não consigo me lembrar sequer de um exemplo de jogos ou brincadeiras ganha-ganha. Talvez um RPG se aproxime disso quando um grupo de jogadores se reúnem CONTRA o mestre. Mas ainda sim alguém sai perdendo (o mestre – mas não se tem essa impressão) e o resultado é trabalho em equipe.

Parece que sempre algo/alguém tem que perder (ao menos segundo o princípio da conservação de massas de Lavoisier – extendido para a relação entre jogadores).

O importante é que o perdedor seja a parcela maléfica para a nossa vivência. Por exemplo, todos contra a poluição, todos contra o desmatamento ou todos contra o “mensalão” – vejam bem que somos uma equipe, uma união contra um mal maior. É um ganha-ganha entre nós humanos unidos integrado com um ganha-perde entre humanos e um mal-maior. Sabemos que principalmente as empresas de hoje falam muito em “espírito de equipe” ou “sinergia organizacional” – pontos que são opostos a competição (neste caso interna), que visam o crescimento da empresa no combate contra os concorrentes.

Sabemos que o combustível da economia em que vivemos é a competitividade, afinal de contas não são guerras e corridas armamentistas que trouxeram muitas das evoluções tecnológicas? A busca por poder e riqueza impressas em nosso caráter humano. E se a busca pelo bem estar fosse sinérgica entre todos nós? Seria possível alcançar igualdade? Ou estaríamos nos enganando?

Qual lado da balança é mais forte? O da competitividade ou da cooperatividade? Eu diria que o ideal é ser equilibrado. Não competir demais apelando para uma cooperação de seguidores do mesmo ideal quando o outro lado é prejudicado. Não cooperar demais se o lado perdedor é importante para nós mesmos.

Equilibrado para menos, e não para mais. Que nossa gana de vitória adquirida pelos jogos e brincadeiras sejam gana de vencer na vida honestamente e levando vários com você. Simples, sincero e livre de fachadas ou segundas intenções.



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4 Comentários Feed dos comentários »

  • Sérgio Lins disse:

    A Editora Campus já está colocando no mercado o livro ao lado.

    Acredito que, além do que está implícito no próprio título, podem existir outros conceitos tratados no livro que sejam de seu interesse ou do interesse dos membros de sua equipe.

    Caso esteja no Rio de Janeiro em 27 de Setembro, ficaria muito feliz com a sua presença no lançamento que será às 19:00 no Armazém Digital – Rio Plaza Shopping, Rua General Severiano, 97 Loja 108, Botafogo.

    Atenciosamente
    Sérgio Lins

    Pode-se ter uma visão geral do livro em http://www.Sinergia.zip.net ou ver a primeira página de cada capítulo em http://www.Sinergista.zip.net
    O livro pode ser adquirido diretamente do site da Campus

  • [...] minha opinião, independente da motivação ser X ou Y, uma estratégia ganha-ganha é sempre mais benéfica para a empresa. Ou seja, ter políticas de participações nos lucros [...]

  • [...] é a questão da sinergia (veja imagem do filme e a pose do chefão com as mãos). Já comentei algo sobre isso algum tempo atrás quando estava falando de cooperatividade versus competitividade. Mas tem alguma [...]

  • [...] Depois vieram algumas variantes, todas tentando mostrar alternativas e escolhas para aplicarmos em nosso dia-a-dia… como um jogo… um jogo com regras pré-escolhidas… qual a sua? Todas? Acho que todas é a resposta próxima de todos nós, vivemos diferentes situações e momentos ao longo da vida… e sempre levados a querer ganhar… veja meu post anterior. [...]

Capacidade de fazer descobertas importantes por acaso


Aportuguesamento de Serendipity. Palavra formada por Serendip ou Serendib (do árabe Sarandíb), antigo nome do Sri Lanka, + sufixo -ity, palavra criada em 1754 por Horace Walpole no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, cujos heróis sempre faziam descobertas acidentalmente ou por sagacidade de coisas que não procuravam

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