Desde pequenos estamos acostumados com jogos onde sempre alguém ganha e sempre alguém perde. Esse espírito de competitividade vem desde muito cedo em nossas vidas e é até difícil encontrar exemplos (se é que existem) de jogos ou brincadeiras onde um ou mais “competidores” cooperam entre si para gerar uma relação ganha-ganha.
Os jogos são sempre ganha-perde, alguém tem que perder e alguém deve ganhar, e nós queremos ganhar! Não consigo me lembrar sequer de um exemplo de jogos ou brincadeiras ganha-ganha. Talvez um RPG se aproxime disso quando um grupo de jogadores se reúnem CONTRA o mestre. Mas ainda sim alguém sai perdendo (o mestre - mas não se tem essa impressão) e o resultado é trabalho em equipe.
Parece que sempre algo/alguém tem que perder (ao menos segundo o princípio da conservação de massas de Lavoisier - extendido para a relação entre jogadores).
O importante é que o perdedor seja a parcela maléfica para a nossa vivência. Por exemplo, todos contra a poluição, todos contra o desmatamento ou todos contra o “mensalão” - vejam bem que somos uma equipe, uma união contra um mal maior. É um ganha-ganha entre nós humanos unidos integrado com um ganha-perde entre humanos e um mal-maior. Sabemos que principalmente as empresas de hoje falam muito em “espírito de equipe” ou “sinergia organizacional” - pontos que são opostos a competição (neste caso interna), que visam o crescimento da empresa no combate contra os concorrentes.
Sabemos que o combustível da economia em que vivemos é a competitividade, afinal de contas não são guerras e corridas armamentistas que trouxeram muitas das evoluções tecnológicas? A busca por poder e riqueza impressas em nosso caráter humano. E se a busca pelo bem estar fosse sinérgica entre todos nós? Seria possível alcançar igualdade? Ou estaríamos nos enganando?
Qual lado da balança é mais forte? O da competitividade ou da cooperatividade? Eu diria que o ideal é ser equilibrado. Não competir demais apelando para uma cooperação de seguidores do mesmo ideal quando o outro lado é prejudicado. Não cooperar demais se o lado perdedor é importante para nós mesmos.
Equilibrado para menos, e não para mais. Que nossa gana de vitória adquirida pelos jogos e brincadeiras sejam gana de vencer na vida honestamente e levando vários com você. Simples, sincero e livre de fachadas ou segundas intenções.








